sábado, 30 de abril de 2011

Escrever

Advertência: Não liguem a estrutura um tanto diferente é proposital. Não é uma poesia, mas também não chega a crônica. É um desabafo...




Escrever é...



a arte de, em plena realidade, sermos capazes de criar um novo mundo.
Contar uma verdade com doses de fantasias ou viajar para além do presente,
para além do tempo e do vento,
do amor e do ódio, ou do bem e do mal.

Escrever...



É exorcisarmos a nós mesmos ao derramar a alma em tintas numa folha de papel.
É esquecer os problemas e obrigações em prol de situações descabidas ou românticas de alguém que apenas existe dentro da gente.
É uma catarse onde sofremos, choramos, sorrimos, sonhamos com as nossas criações.
É ser inventor e reinventado, produtor e produzido, imaginador e imaginado.

Escrever



É o único momento em que nos deixam ser loucos e esquizofrênicos.
Por isso, criamos novos cenários alternativos e falamos e ouvimos nossos personagens contando suas idéias.
Criamos personalidades, qualidades e defeitos pautados numa história de vida que apenas existiu para a gente.
Passamos horas, dias, meses ou anos presos nesses devaneios que são parte intrínseca de nós mesmos ou meros reflexos desconhecidos num grande e imperfeito espelho.

Escrever é...



Muito além do que juntar letras a formar palavras.
criar estruturas novas.
Poesias, contos e história misturadas.
Páragrafos únicos que se fundem criando lógicas novas e nossas.

Porém,



Quando tudo termina, não há despedidas.
Apenas um grande fechar de páginas
Um "até logo" é o máximo a ser dado, pois para reviver
É só ler os personagens eternizados por tintas num papel
E ser feliz num mundo que já foi o seu.

sábado, 23 de abril de 2011

23/04 - Dia Mundial do Livro



Já estamos pra terminar o dia, mas nunca é tarde para homenagear o Dia Mundial do Livro que é hoje e o Dia Nacional do Livro Infantil que foi dia 18 deste mesmo mês. E eu estava lembrando do meu primeiro livro. Aquele que primeiro me deu o gostinho da leitura, da delícia de juntar as letras em palavras e montar assim uma história junto com as imagens de fundo. O livro, eu, infelizmente, não tenho mais, pois minha mãe deu para uma outra criança que estava aprendendo a ler. Procurei em todos os cantos do google e não encontrei, mas ele me marcou de modo tão profundo que até hoje, praticamente, 20 anos depois ainda lembro de frases dele como a da primeira página:

O aniversário de Pic Nic foi uma festa legal
Pois cada convidado tinha que trazer um animal


Foi um livro bem infantil e todo rimado, cheio de imagens sobre os convidados da festa. Pic nic era um cachorro muito lindo e o livro era simples. Porém eu gostei tanto que eu simplesmente queria ler o tempo todo e perturbava minha mãe para comprar outro. “O Aniversário de PicNic” foi o primeiro livro que eu li e me deu o primeiro gostinho da alegria de se transportar para um mundo novo e mágico! Nesse dia, eu queria agradecer a minha mãe por ter me incentivado a ler, por ter gastado dinheiro comprando exemplares de acordo com a minha idade e crescimento. Hoje eu sou essa leitora um tanto quanto compulsiva por conta dela e agradeço demais!

Feliz Dia do Livro!!!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A Última Música - Nicholas Sparks

Nicholas Sparks é um dos autores que dispensa apresentações. Cultuado pelo mundo, foi considerado por oito vezes o número 1 pelo New York Times. Aqui no Brasil, infelizmente, a maioria das pessoas ainda só o conhecem pelas versões cinematográficas de seus livros como "Um Amor Para Recordar", "Diário de uma Paixão", "A Última Música", "Querido John" e "Noites de Tormenta". Todavia, essa infelicidade está tendo fim já que a Editora Novo Conceito está publicando toda a sua literatura em português para a alegria geral de ávidos leitores como eu. E nesse post eu vou resenhar o primeiro livro desse grande escritor que eu tive a oportunidade de ler.

Uma característica comum a suas histórias é serem consideradas romance quando, na verdade, o conjunto consiste de vários dramas familiares e pessoais. Nesse livro, a protagonista Ronnie é uma adolescente de 17 anos, ex-pianista, rebelde que se vê obrigada a passar todo o verão junto com o pai, com quem não quer falar há 3 anos, e com o irmão mais novo. Por não ter autonomia ainda, ela chega a praia de Wrightsville, na Carolina do Norte e se envolve com um grupo perigoso, além de brigar com o seu pai por causa de frivolidades como o piano que se encontrava na sala de estar da casa dele. Tudo começa a mudar quando ela conhece Will, o garoto mais popular da cidade, que ao contrário do que se pensa, tem um espírito humilde e generoso e um segredo chocante.

A premissa é comum, mas a forma de se narrar a história e os desencadeamentos da mesma é o grande elemento da escrita envolvente de Sparks. Partindo de uma narrativa em terceira pessoa, cada capítulo é a visão de um dos personagens do conjunto: Ronnie, Will, Steve (o pai) ou Marcus (o líder da gangue). A história progride até um final que simplesmente me fez chorar muito pela forma tocante com que o autor lida com os aspectos da vida e da morte. Basicamente, como todos os seus livros, Nicholas Sparks escreve uma história que não é apenas um romance, e sim uma história de amor, amizade, carinho, relacionamentos entre pais e filhos, amadurecimento, morte, recomeços e perdão. E lida com todos os elementos de forma maestral, como somente ele pode fazer.

Então com essa resenha eu quero pedir para que leiam esse livro! É tocante, delicado, inteligente e principalmente perfeito. Uma boa forma de chorar, sorrir e viajar para um mundo através da boa literatura.

Dica de filmes quando os lançamentos estão alugados: Comédia Romântica

Feriadão chegando e, consequentemente, corrida para as locadoras. Resultado: Os lançamentos evaporam antes mesmo que a maior parte dos clientes possam ter a chance de pensar escolhê-los. Nesse momento, você se vê em meio a estantes de DVDs e muitos filmes que não são tão inéditos mas que muitas vezes você sequer ouvir falar. Então aqui vai algumas dicas de alguém que costumava frequentar a locadora como se fosse a extensão da sua casa, dividida em categorias. Agora, vamos listar algumas comédias românticas:

Fato que essas são as que sobram durante esses momentos de surtos enlouquecidos por filmes. Não entendo muito o porquê desse preconceito, pois uma boa parte delas são bem divertidas e ajudam o feriado a não se tornar monótono. Aqui vai algumas interessantes e que você pode encontrar no meio desses que “sobraram”:

Vestida pra casar; Juntos pelo acaso; Ligeiramente grávidos; A verdade nua e crua

Se você reparou que em todos os filmes você encontra a mesma atriz, não é mera coincidência. A atriz Katherine Heigl – que todos nós seriadomaníacos nunca vamos esquecer por conta das interpretações marcantes na pele de Izzie Stevens em Grey's Anatomy – é a nova queridinha desse gênero. Em todos esses filmes, pode contar que: Primeiro, boas risadas com certeza você irá dar; Segundo, as histórias podem não parecer grandes coisas mas são muito bem dirigidas, sendo divertidas e fofas; Terceiro, se você quiser apenas passar o tempo, ou curtir com o namorado, marido ou família inteira, são boas pedidas com certeza! Pegue sem medo de ser feliz!

Divã; Casamento de Romeu e Julieta

O primeiro é um filme brasileiro, e que agora foi adaptado para uma série transmitida em todas noites de terça na Globo, é uma ótima escolha! Eu, que confesso ter um certo preconceito com relação a produções brasileiras, me encantei por esse filme e seus diálogos interessantes. Todo o formato do filme é criativo e delicioso de se assistir. Quem quiser começar a assistir a série também, assista tranquilamente e sem receio de errar. É um ótimo programa!
Outro filme brasileiro mas super engraçado, esse Romeu e Julieta trata de um enorme problema para os casais de hoje em dia: Não compactuar do mesmo time! Numa sociedade em que as mulheres cada vez mais se rendem a paixão pelo futebol (eu sou uma delas!), não há nada mais perigoso do que a paixão entre torcedores rivais. No filme, o personagem de Marcos Ricca, um corinthiano doente, se vê numa enrascada com relação a família de sua noiva, todos fanáticos pelo Palmeiras. Situações divertidíssimas que podem cair como uma luva em sofredores do mesmo mal, como flamenguista e vascaínos, Colorodos e Gremistas - para dizer as maiores.

Sem reservas

Quando meu pai alugou esse filme pra mim, eu juro que torci o nariz. Comédia romântica envolvendo chefes culinários? Mesmo? Mas o filme que não tinha uma premissa muito chamativa se mostrou ser para mim um dos filmes mais legais que eu já vi! Juro, Catherine Zeta Jones Aaron Eckhart e a fofíssima Abigail Breslim – conhecida pelo filme Pequena Miss Sunshine – levam a história com uma naturalidade que a transforma num filme lindo!

Triângulo Amoroso; Letra e Música; O amor custa caro

Três filmes diferentes, mas tão divertidos quanto. No primeiro, Luke Wilson interpreta um homem que nutre uma paixão secreta por sua colega de trabalho (Denise Richards) e uma enorme insegurança. Quando resolve convidá-la para jantar, atropela um morador de rua Phil (Jay Lacopo) que tornará o encontro em um verdadeiro desastre. Tem romance, mas as cenas cômicas tornam o filme extremamente apreciável. Você dá boas gargalhadas e ainda suspira em boas partes do filme que também possui Ben Affleck no elenco!

No segundo, pausa já no nome dos protagonistas: Drew Barrimore e Hugh Grant. Preciso falar algo mais? E se eu dissesse que teremos o ator britânico mais charmoso do mundo cantando? Desmaio coletivo da ala feminina. Aos que se manterem vivos, o melhor momento do filme, aquele em que você se pega rindo em demasia e pensando 'isso é um romance? jura?' é a exata primeira cena do filme que não vou falar pra não estragar, mas aí vai a premissa: Ex-integrante de boyband tenta reaver sua inspiração e sucesso, e no processo conhece uma atrapalhada garota que o talento com as palavras o impressiona. Eles se unem para compor uma música para a diva do Pop e acabam se apaixonando.

Já o terceiro com Catherine Zeta Jones e George Clooney é muito muito muito bom! Você dá inúmeras risadas e se apaixona por esses dois personagens divertidos. Ela, uma grande trambiqueira que vive casando pensando em divórcios milionários. Ele, um advogado super conceituado e podre de rico, que inventou o contrato pré-nupcial mais bem elaborado de todos os tempos sem nenhuma brecha jurídica que seja. Como é romance, eles se apaixonam. Como é comédia, se envolvem antes do “The end” em inúmeras trapalhadas as raias da loucura nessa disputa super divertida!

Esse foi o primeiro post da seleção! Durante o dia outros virão a ser escritos para outras categorias. Comente e espero que goste!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Humanidade e Perfeição

Engraçado como no Meme abaixo, ao me perguntarem sobre o que eu mudaria no mundo, eu tenha respondido 'o modo como o ser humano se relaciona com o outro'. Digo isso, pois durante esses dias, parei para refletir sobre algumas coisas e algo me chamou a atenção: O ser humano foi criado para ser perfeito!

Agora é a hora que bons entendedores da Bíblia riem e me crucificam por ter demorado tanto tempo para descobrir algo que parece tão óbvio em Gênesis, mas peço para aguardar a conclusão do meu pensamento. Também quero dizer que apesar de historiadora e racional, sou evangélica e creio em Deus e na sua criação por mais contraditório que essa afirmação possa parecer. Gastei crises tentando entender qual era o mais certo, ou como conciliar ambas as vidas e agora tenho até mais fé do que antes. Porém isso é algo para algum outro dia. A questão aqui é o ser humano!

Deus criou o homem e a mulher e viu que tudo era MUITO BOM. Eles os fez a sua imagem e semelhança e ficou MUITO satisfeito com o que contemplou ao finalizar. Durante todo o relato a criação foi tida como boa, mas com relação a nós, ganhamos um advérbio de intensidade enfatizando o quão melhor foi. Contudo dias, anos ou séculos depois Eva foi tentada e toda a maravilha de se viver no Éden foi lançada fora com a desobediência. Aí eu pergunto: Que perfeição era essa que não impediu Eva de errar? Como Lúcifer almejou ser igual a Deus? Defeito de fabricação?

Pensando nisso, eu finalmente entendi porque Deus preza tanto por nossas escolhas e decisões - o chamado livre-arbítrio. Toda a criação de Deus é perfeita e funciona em meio a um processo que Ele criou de milhões de anos ou simplesmente 6 dias, como quiserem. Tudo tem uma ciência que quer ser explicada e de cuja autoria provém de alguém muito maior que toda humanidade junta. Deus criou o homem com características diversas como alegria - para viver bem; curiosidade - para descobrir o mundo; inteligência - para nomear os animais; autoridade - para dominar sobre os animais. A questão é que todas as características funcionavam em EQUILÍBRIO.
Essa é chave para se entender o mundo, a ciência, o indivíduo e a Bíblia. A serpente buscou quebrar esse equilíbrio, focando na curiosidade e fazendo com que a balança pendesse para um só lado. Ao comer o fruto da árvore do "Conhecimento do Bem e do Mal", Adão e sua mulher aprendem a discernir atos, transformando características antes todas positivas em qualidades e defeitos, e sente Vergonha. Esse é o início do descontrole, do exagero e portanto de toda a chamada humanidade.

Para quem faz legenda, como eu, um milésimo de segundo pode alterar uma sincronia. Nas feiras e supermercados, uma miligrama a mais para um dos lados e o preço vai subir. Com o ser humano não pode ser diferente, um exagero em algum lugar e tudo vai por água abaixo e nós nos encontramos nesse enorme colapso. Pessoas buscando o seu próprio e único bem estar e prazer, esquece-se dos outros elementos e tem por resultado: guerras, seca, doenças, maremotos. Tudo decorrente da nossa falta de equilíbrio.

Toda balança possui um ponto de apoio que provoca a noção de equilibrio. Um ponto médio. Aonde estaria esse ponto? Na minha reflexão - digo isso, pois estou misturando claramente pontos meio filosóficos com a minha crença, portando algo desagradável a alguns - tudo se equacionava em torno do Criador. O fator x que unia todos os pontos da equação, mar, céu, luminares, humano e animais. Tudo criado pelas mesmas mãos ou pela mesma essência. No momento em que passamos a nos colocar no centro de tudo, ou ao dinheiro, ou a política, estamos agindo de modo errado e portando estamos quebrando essa noção de equilibração. Estamos caminhando em oposto a tudo o que deveríamos conviver e portanto estamos instaurando cada vez mais o caos.

Eu precisava escrever isso, pois era algo que me incomodava por muitos dias e eu precisava externar. Pulgas atrás da orelha, sempre nos fazem refletir. Sempre nos levam a reorganizar os pensamentos e entender mais sobre as coisas ao nosso redor. Após jogar toda essa reflexão pra fora me sinto melhor e digo: Deus nos criou perfeitos, nós que distorcemos as coisas e bagunçamos nossos sentimentos, mente e vida de várias formas possíveis. Como cristãos, a nossa meta é aprender mais sobre Deus e, principalmente, nos apoiarmos nEle de modo total como nunca deveríamos de ter deixado! Espero ter lançado alguns pontos para pensar hoje. Afinal, refletir sobre o nada e tudo é uma ótima maneira de encerrar a noite!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Meme- Esse blog não é uma escola, mas me ensina muito




ESSE MEME FOI INDICAÇÃO DA CARISSA DO BLOG ARTE AROUND THE WORLD

1 - QUAL É O SEU OBJETIVO PESSOAL?

Ser feliz, vencer profissionalmente, e escrever!

2- QUE TIPO DE MÚSICA VOCÊ PREFERE?

Sou eclética e gosto de músicas que vão de sertanejo a rock. Amo Roupa Nova, Skank, Jota Quest, Vitor e Léo, Coldplay, Bon Jovi e Snow Patrol.

3- TEM ALGUMA MÚSICA ESPECIAL?

O que eu também não entendo.

4- GOSTA DE VER FOTOS?

Amo ver fotos!!! =)

5- ÚLTIMO FILME QUE VIU NO CINEMA:

Ixi que faz tempo... e eu não me lembro! Vergonha total!!!

6- VOCÊ É CONVENCIDO?

De vez em quando...

7- QUAIS SÃO OS PROBLEMAS MUNDIAIS QUE TE PREOCUPAM MAIS?

Meio ambiente e os problemas com relação a animais.


8- ATÉ ONDE VOCÊ É CAPAZ DE IR POR AMOR?
A nada além do que só faça bem a mim mesma.

9- GOSTA DE LER?

É a minha maior paixão!

10- O QUE ACHA MAIS ROMÂNTICO?

Simplesmente ficar deitada com a pessoa assistindo um filme ou programa qualquer. A simplicidade da cena é o mais importante. A paz.

11- VOCÊ É CAPAZ DE MORRER POR ALGUÉM?

Meus pais.

12- VOCÊ ACREDITA EM HORÓSCOPO?

Não.

13- VOCÊ É ORGANIZADO?

Não mesmo. Sou perfeccionista e preguiçosa a mistura das duas coisas me faz ser extremamente bagunceira.

14- VOCÊ TEM MEDO DE ANDAR DE AVIÃO?

Sempre sinto um frio na barriga absurdo, mas eu gosto!

15- GOSTA DE SOL, PRAIA?

Que carioca não gosta de praia?! Eu adooooro!!!

16-VOCÊ USA ÓCULOS?

Deveria, mas não.

17- O QUE VOCÊ FAZ AOS SÁBADOS PELA MANHÃ?

Durmo.

18 -VOCÊ VÊ MUITA TV?

Não. O que eu mais gosto de assistir é jogo de futebol (acreditem eu gosto de futebol.) e jornal. Atualmente gosto de assistir Divã.

19 - TEM ALGUM FETICHE?

Não...

20 - O QUE VOCÊ MUDARIA NO MUNDO?

Nossa mudaria quase tudo... O modo como as pessoas tratam os animais, a natureza e as outras pessoas.

21 - VOCÊ É VAIDOSA?

Um pouco sim.

22 - VOCÊ GOSTA DE SEUS VIZINHOS?

Gosto... Sempre tem algum mais complicado, mas gosto sim!

23 - GOSTA DE SOPA?

Confesso que não.

24 - A QUE HORAS VOCÊ SE LEVANTA?

Sempre que dá 10h no mínimo, mas infelizmente, nem sempre dá.

25 - PARTILHAS TEU QUARTO COM ALGUÉM?

Não

26 - VOCÊ É UMA PESSOA SIMPLES?

Pergunta capciosa... eu sou simples em um sentido e muito complexa em outros.

27 - VOCÊ TEM BOA MEMÓRIA?

Costumo dizer para os meus alunos que sou péssima historiadora, pois se tem algo que eu não tenho é memória. Então datas, números, telefones e tudo que exija a minha memória é simplesmente complicado.

28 - VOCÊ VÊ DESENHO ANIMADO?

Os antigos: Pernalonga, Tom e Jerry, Scooby Doo.

29 - TEM JEITO PARA ESCOLHER PRESENTE?

Não haha

30 - VOCÊ JÁ ACOMPANHOU?

Não entendi...

31 - O QUE VOCÊ FAZ NAS FÉRIAS DE VERÃO?

Ver filmes, ir a praia, jogar buraco trancado até tarde com meus pais.

32 - SAI A NOITE? AONDE COSTUMA IR?

Não costumo sair a noite.

33 - PRIMEIRA COISA QUE LAVA NO BANHO?

Os pulsos.

34 - COM QUEM VOCÊ VAI ESTAR HOJE A NOITE?

Meus pais.

35 - O QUE VAI FAZER AMANHÃ?

Viva o estudo!

36 - QUAL FOI A ÚLTIMA VEZ QUE VOCÊ CHOROU?

Não lembro, confesso.

37 - ESTAÇÃO PREFERIDA?

Primavera.

38 - JÁ BATEU EM ALGUÉM?

Não.

39 - QUAL A ÚLTIMA MÚSICA QUE VOCÊ FEZ PARA VOCÊ MESMO?

Nunca fiz música, quanto mais pra mim mesma.

40 -VOCÊ FALA O QUE VEM A SUA CABEÇA?
Sempre penso antes de falar, pois senão posso me arrepender depois por alguma coisa impensada.

Quem quiser responder, pode ficar à vontade.
Aqui vão algumas indicações:

Uma ervilha sonhadora
Psicose Virtual.com

domingo, 10 de abril de 2011

Soneto de uma nação em luto

Essa semana foi marcada por um fato sem precedentes na história do país, que foi o caso da Escola Municipal Tássio da Silveira. O "Massacre de Realengo" foi noticiado a exaustão e, mesmo assim, a sensação de dor e tristeza diante dessa brutalidade se mantém e pode-se dizer que cresce a cada dia. Doze crianças mortas, outras feridas, todas traumatizadas e um Brasil em luto foi o resultado de uma ação que queríamos poder voltar no tempo e impedir.

Por conta disso, em meio a tantas homenagens e desabafos, resolvi na minha simplicidade escrever esse poema. Espero que gostem e comentem desse pequeno desabafo em forma de versos.

Tanta vida para viver
Tantos sonhos a realizar
Tantos Sóis a ver nascer
Tantas festas para dançar

O fio foi cortado
Os sonhos terminados
Pranto, raiva e sorriso
Tudo, de repente, encerrados

Em um dia se marcou
E na escola, antes querida,
Tudo terminou.

Tristeza, choque e desolação
A nação de luto coberta está
Por aqueles que nunca mais voltarão.

sábado, 9 de abril de 2011

História, Presente e Utopias

Quem fez faculdade de História, por muitas vezes já teve de responder a pergunta sobre “Qual a sua função?” As vezes, a pergunta é ainda mais enfática - e por vezes desdenhosa da profissão - como: “Para que serve a História?” Na minha formatura, o Professor Paraninfo de minha turma, homem inteligente e perspicaz que nos encantou com o brilhantismo de sua aula, refez essa pergunta, afirmando nem ele saber a resposta. Porém, complementou dizendo que deve ser muito grande e importante, pois os grandes governantes a usam para se constituírem e a afrontam, destruindo suas raízes educativas e formativas a fim de não caírem do pedestal que ergueram com sua ajuda.

Com base nisso, poderia dizer que a história é uma faca de dois gumes. Ao mesmo tempo que fere o inimigo, crava sua lâmina no utilizador. Um grande exemplo são as formações dos grandes Estados Nações e de seus governantes, e por muitas vezes de seus ditadores. A História é utilizada no caráter de forjar sua construção, mas logo depois é deixada de lado, esquecida, alijada de proventos básicos, para que não haja construção de saber crítico, e portanto aquela instituição ou instituidor não seja assim questionado em sua atitudes ou derrubado por falta delas. Outro exemplo é o que ela faz conosco, historiadores, pessoas que se apaixonam por seus encantos e que dedicam a sua vida a escrevê-la, pesquisá-la e analisá-la. Ao mesmo tempo em que dedicamos parte do nosso tempo ao saber que nos proporciona, mais nos encantamos, mais gostaríamos de saber e de sentir, Logo, ao ferirmos uma proposição inicial, somos feridos pela idéia que nos ocorre. Somos mordidos pelos dentes da verdade e do engajamento e partimos em nossa saga argumentando e buscando razões para crer que o nosso ponto de vista é “verdadeiro”, quando a verdade é um mosaico desfocado que nunca apreenderemos por sua totalidade.

O mais importante de entendermos a respeito de nossa função é saber que lidamos com um passado irrecuperável. Analisamos fatos que não mudarão. Não criamos ou inventamos nada! Partimos de escritos, discursos, pedaços fragmentados de uma memória para tentar entender o que aconteceu e por que aconteceu. Nossa pergunta mestra é 'como chegamos aqui?' e 'por que ocorreu assim?'. E por isso não somos capacitados a analisar o presente, nem prognosticar o futuro – formado por continuidades e contingências, já nos dizia Gaddis, rupturas e conservação que não são previsíveis por mais que pareçam nos cercam e nos empurram para o inesperado. Porém, apesar de não podermos analisar ou escrever sobre o que acontece atualmente, percebemos que temos uma sorte única: Estamos vendo, e de modo muito consciente, a História acontecer no mundo, debaixo dos nossos narizes e no foco de nossas lentes e flashes. O mundo árabe se convulsiona em busca de democracia, o problema da energia nuclear japonesa que pode vir a se tornar uma Chernobyl em grande escala, ascensão de uma esquerda política no mundo, crise no sistema neoliberal que leva a uma emigração dos países ricos e um retorno dessa massa a seus países de origem ou a emergentes. O que está acontecendo? O que nós estamos pensando, escrevendo, analisando sobre isso?

Nada. Olhamos para trás, buscamos evidências no passado que culminou até aqui, porém em momentos como esses, quando direcionamos os olhos para frente temos a certeza que pessoas como nós, daqui a trinta anos, escreverão a respeito de tudo isso. O que nos incomoda é que a farão sem nunca conseguir apreender com precisão tamanha a que estamos vivendo. Mas saberão os impactos que isso tudo causou pelo nosso posicionamento.

O que sabemos? O mundo está se transformando. Para melhor ou pior? Não sei dizer, mas o planeta reage há anos de silêncio de modo forte. Pode ser uma nova mudança para conservação como diz Gramsci ou mesmo uma real convulsão que mudará tudo o que vemos hoje como normal. Mas é certo que todos nós, devemos refletir na necessidade de parar e pensar como vivemos e nossos ideais. Será que eles são realmente prováveis ou meras utopias? Como provar e agir?

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O Morro dos Ventos Uivantes - Emily Brontë



Amor, Loucura, Desejo e Vingança. Esses são os principais elementos na obra prima e única de Emily Brontë que dá nome ao post. Escrito em 1847 e tratando da sociedade corrente daquela época, possuiu uma linguagem rebuscada e que dificulta um pouco a leitura para quem não está acostumado. Clássico da literatura britânica, não podia ser classificado de forma menor, por trazer em seu enredo personagens e enredos impactantes porém, ao mesmo tempo, apaixonantes.

Um novo locatário chega na fazenda Granja dos Tortos e resolve conhecer o seu senhorio, morador da fazenda homônima ao livro, Morro dos Ventos Uivantes. Sr. Lockwood ao chegar, se depara com um lar estranho a ele, repleto de brutalidade, ódio e escuridão, comandados por Heathcliff, o dono de ambas as terras. Curioso pelo comportamento de todos os moradores daquele lugar, o novo morador da Granja pede para a ama de sua fazenda Srta Nelly para contar a história das fazendas.

Nelly tem um jeito único e parcial de contar a história, sempre deixando claro sua opinião sobre hábitos, pessoas e ações. E é desse modo que conhecemos o amor que unia Heathcliff e Catherine Earnshaw. O primeiro era um órfão "esquisito" cujo o patriarca trouxe de uma de suas viagens e que resolveu adotar, contrariando a opinião de todos os outros membros da família e da própria Nelly. O problema era que o patrão que tanto gostava desse adotado morre deixando toda sua fortuna, terras e criados aos cuidados de seu filho mais velho, Sr. Hindley. Amargurado pelo afeto do pai ao órfão, ele transforma a vida de todos e de Heathcliff em um inferno.

Contudo, Catherine, irmã mais nova de Hindley, se afeiçoa imediatamente após a chegada a Heathcliff, participando com ele de peripécias, trabalhos e castigos. Conforme crescem em meios tão conflituosos, os sentimentos desses dois se fortalecem a ponto de ela declarar: "Eu sou Heathcliff". Porém, ela não poderia se casar com ele por conta de morais sociais, levando-os a se separar e ao amor deles, inatingível, se transformar em um grande desejo de vingança que duraria duas gerações de ambos.

A história é recheada de extremos. Um amor levado ao ápice que se converte em loucuras, uma união que não acaba nem com a morte, um homem marcado pelo ódio e pela obsessão. O leitor é tragado em meio a história dolorosamente escrita por Brontë, em que o próprio "Morro dos Ventos Uivantes" é uma personagem que sofre e se transforma de acordo com os sentimentos dos personagens envolvidos.

Uma leitura clássica, que para muitos pode ser chata, para mim foi deliciosa. É uma dica de literatura que com certeza vale a pena conhecer e ler. Aproveita-se a edição nova que a relaciona a Crepúsculo - pela mera citação do livro no texto, mas tudo bem - que pode ser ótima por fazer aproximar os adolescentes de algo tão profundo quanto o amor de Catherine e Heathcliff. Espero que gostem!