segunda-feira, 18 de abril de 2016

[REVIEW] Batman x Superman: A origem da justiça


Fui assistir um dos filmes mais esperados do ano e envolvido em várias polêmicas: a crítica detona, os fãs aplaudem, alguns torcem o nariz. A minha opinião é de alguém que curte o tema, não é muito fã das HQs mas conhece as histórias. Não sou especialista, sou apenas uma pequena nerd que adora super heróis.
Eu não entendi as críticas especializadas do filme. Digo isso porque o filme é bom. O meu maior medo foi deles não construírem a história do ódio entre os heróis de forma plausível. Alguns disseram que não foi bem explicado... Para mim, explicar o problema entre os dois mais do que foi feito é impossível.
Outro medo que eu tive foi do Ben Affleck. Eu gosto dele, sempre gostei! Eu gostei de Demolidor (#mejulguem)! Mas a gente acabou de ter O Batman que foi o do Christian Bale, trazer outro em tão pouco tempo era arriscado demais. Eles acertaram. Aí vem a crítica que eu li: "ele mantém a mesma expressão o filme inteiro!" vc já viu o Batman com outra expressão no desenho? Na HQ? O Batman é sombrio, beirando a crueldade! Esqueçam aqueles Batmans do seriado, do Michael Keaton, do Val Kilmer, ou do Clooney, vamos pro original. O Batman é tudo menos bonzinho. Se olharmos friamente, em alguns momentos, ele é tão vilão quanto os que ele combate. O Morcego de Affleck traz esse antiherói com muitas sombras, inteligente, com recursos e traz uma novidade: ele é um Batman maduro. Não é aquele começando a enfrentar seus vilões, mas é aquele que já perdeu pessoas, passou 20 anos lutando contra coringa, entre outros (referências, meus amigos), e está mais cansado e cruel. Isso foi genial! E o Ben (intimidade! RS) brilhou no que foi proposto.
Algo muito bom que percebi foi o Superman sendo questionado. Nunca vimos isso em outras películas do herói. A sociedade não era unânime, tinha medo de um cara que se 'virasse a chave' um dia, destruiria tudo rapidamente. Outra novidade é esse contexto atual. Somos mais desconfiados, medrosos do que as gerações anteriores. E isso reflete no Homem de Aço que se torna inseguro com tantas perturbações a sua fama. Algo não visto antes, porque nunca foi explorado antes. Ponto pro filme.
Outro acerto gigante foi a Mulher Maravilha! Roubou a cena total! Botou os dois do título de coadjuvante! Gal brilhou demais! #momentofangirl
Problemas:
- o filme é longo demais! Pra mim, esse também foi um problema do Cavaleiro das trevas, segundo de Bale. Muita história pra uma mesma película, tem hora que vc cansa. Podia ter dividido ou feito como a Marvel, histórias individuais antes pra explicar a junção.
- fizeram tanto alarde do Mamoa no filme e ele aparece em 6 segundos? Sério? Até poster teve do Acquaman pra aquilo? Pelamor!
- Se o ódio foi bem explicado até a luta, não se pode dizer que a solução para a amizade surgir foi boa. Foi forçado... Eu tinha brincado antes do filme com marido e quando vimos o filme tcharam! Foi muito tosco.

Como eu disse antes, essa é uma opinião de alguém que curte cinema e assuntos nerds. Eu gostei do filme, das cenas de ação, dos efeitos especiais e da história. Estou louca para ver os filmes solos para entender mais o que houve antes do embate. E mais doida ainda pelo filme da Liga! Vale muito a pena o dinheiro do ingresso.

sábado, 26 de março de 2016

[Review] Deuses do Egito


O filme trata da história de Bec, um jovem sem recursos, em um Egito ancestral e dominado pelos deuses e espíritos mitológicos, que vive um grande amor. Toda a sua vida muda, quando o deus Set mata Osíris e toma o reino transformando a sociedade num caos em busca da imortalidade e do poder absoluto. Bec então parte numa jornada de aventura junto ao deus Hórus para tentar reverter a situação.
A sensação que tive ao assistir foi de estar vendo Fúria de titãs só que na mitologia egípcia. A diferença é que a mitologia grega é bem conhecida enquanto a egípcia está sendo disseminada apenas agora com romances de Rick Riordan, e a novela cinematográfica da record Os Dez Mandamentos. Então, apesar de saber das críticas ao mal uso dos mitos, não posso oferecer muito já que não tenho mto conhecimento a respeito.
Porém, acho exagerada a principal crítica ao filme a respeito da brancura das personagens. Canso de ver opiniões na internet dizendo que deveria haver mais negros porque o Egito fica na África e tal. Discordo e explico o porquê: apesar do Egito ficar no continente africano, os egípcios nunca foram negros. Os reinos negros eram da Núbia, e Cuxe, entre outras tribos mais ao sul. No lugar em questão, poderia haver morenos, mas não negros! Tudo bem que o Lannister de Game of Thrones e o Gerard Butler - eterno Leônidas de Esparta - estão longe de serem morenos, mas foram bem maquiados e cumpriram muitíssimo bem o seu papel. Quer falar de racismo no cinema, pode falar do Oscar dos dois últimos anos, mas não desse filme.
A película em questão cumpre o seu papel de entreter, fazer passar a hora e divertir. As cenas de ação e luta são super legais e os efeitos muito bem feitos. Vi em 3D e gostei, embora não tendo a sensação de que minha experiência foi mto superior a quem viu normalmente. Indico àqueles que querem se divertir, esquecer os problemas e se iniciar na mitologia egípcia. Se quiser filme cerebral passe longe dele.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

A Maternidade em minha vida


Muitos dizem que nenhuma mulher está realmente completa se não tiver um filho. Você também ouve que sentirá um amor tão grande e profundo como nunca sentiu e nunca sentirá por nada e ninguém. Ouço e leio por aí, que existem mulheres que não querem sentir isso e se sentem plenas sem o filho. Confesso que eu me achava inteira sozinha.

E descobri que não estava.

O ano de 2014 terminou para mim com a notícia-bomba de que eu estava grávida. Apesar de casada, trabalhando e tal, não estava nos planos. Queria ter uma casa maior, e uma maturidade um pouco mais desenvolvida. Não me sentia pronta para algo tão grande e assustador quanto ser mãe. O discurso acima, tudo o que se ouve falar piora ainda mais, porque eu sempre fui uma insegura, racional. E se eu não sentisse o que deveria pelo meu bebê? e se eu não conseguisse ser uma boa mãe?

Pirei. Mesmo.

A gravidez toda foi um período conturbado. Além de todas as coisas que vêm com a gravidez (eu tive tudo enjôo, desmaio, azia, etc), e problemas extras tipo um descolamento de placenta que me fez ficar de repouso e ir de mala e cuia e marido pra casa de mamis, eu estava assustada demais com o futuro. Como seria quando o bebê nascesse, crescesse, tivesse os problemas de adolescente. Sim, eu comecei a me preocupar com coisas muito além do período inicial. Sem contar medos bobos como "será que ele vai gostar de mim?"

E ele nasceu. Miguel. E se tornou o meu maior tesouro. Aquele amor enorme e monstruoso que eu tinha medo de não sentir? Pois é, eu senti e sinto a cada vez que eu olho pra ele. Aquela sensação de que eu era completa? Pois é, percebi que não. É impressionante como você se cansa , trabalha o tempo todo, se sobrecarrega, mas tudo vale a pena quando Você recebe aquele sorriso que desmonta qualquer estresse, irritação ou mau humor.

Ser mãe é difícil demais, mas é a coisa mais importante que eu já fiz. Amamentar é difícil e ao contrário do que todos dizem, não é algo natural. Porém, quando passa a fase inicial, é a maior delícia. Agradeço a Deus todos os dias por cada momento passado com meu filho. Me sinto inteira e mais feliz do que nunca. Ser mãe me transformou em uma pessoa muito melhor e a cada sorriso do meu Miguel ou seu pedido de colo me dá forças.

A maternidade é um tesouro e estou amando cada minuto.