quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

[Resenha] Uma Curva na Estrada - Nicholas Sparks


A vida do subxerife Miles Ryan parecia ter chegado ao fim no dia em que sua esposa morreu. Missy tinha sido seu primeiro amor, a namorada de escola que se tornara a companheira de todos os momentos, a mulher sensual que se mostrara uma mãe carinhosa. Uma noite Missy saiu para correr e não voltou. Tinha sido atropelada numa rua perto de casa. As investigações da polícia nada revelaram. Para Miles, esse fato é duplamente doloroso: além de enfrentar o sofrimento de perder a esposa, ele se culpa por não ter descoberto o motorista que a atropelou e fugiu sem prestar socorro. Dois anos depois, ele ainda anseia levar o criminoso à justiça. É quando conhece Sarah Andrews. Professora de seu filho, Jonah, ela se mudou de Baltimore para New Bern na expectativa de refazer sua vida após o divórcio. Sarah logo percebe a tristeza nos olhos do aluno e, em seguida, nos do pai dele. Sarah e Miles começam a se aproximar e, em pouco tempo, estão rindo juntos e apaixonados. Mas nenhum dos dois tem ideia de que um segredo os une e os obrigará a tomar uma decisão difícil, que pode mudar suas vidas para sempre. Nesta obra, Nicholas Sparks escreve com incrível intensidade sobre as difíceis reviravoltas da vida e sua incomparável doçura. Um livro sobre as imperfeições do ser humano, os erros que todos cometemos e a alegria que experimentamos quando nos permitimos amar. 




De todos os livros do Sparks que eu já li, esse eu posso dizer que é o mais fraquinho deles. Não que eu esteja dizendo que não gostei de um livro desse autor - eu digo que, dele, eu leria até a listinha de supermercado - porém a história não me surpreendeu. Não me encantou. Não houve uma identificação com nenhum personagem. E isso é muito raro de acontecer quando leio os livros dele.

Miles é um viúvo de 30 anos subxerife de uma pequena cidade da Carolina do Norte e que ainda é obcecado pelas circunstâncias envolvendo a morte da esposa Missy, atropelada durante uma corrida numa rua perto de casa. Além de investigar por si só, querendo colocar atrás das grades o causador de todo mal a sua vida, ele também tem que cuidar de seu filho Jonah. Quando uma nova professora chega a escola e descobre que o pequeno garoto está com problemas sérios na escola, ela se dispõe a ajudar e acaba entrando na vida amorosa de Miles. Depois de um divórcio difícil, ambos encontram um no outro a alegria de refazer suas vidas. Porém, o passado ainda bate a porta deles e, após uma revelação bombástica sobre o causador do acidente, eles tem que se submeter a um processo de cura que apenas o tempo e o perdão poderão realizar.

A estrutura do livro tem um quê de interessante, alguns capítulos são opiniões diretas do causador do acidente e a história é contada por ele. Isso é uma boa tirada do autor que intercala a história dos dois protagonistas com a vivência da pessoa que causou a morte de Missy. Isso trabalha no efeito que Sparks queria que era mostrar que o vilão nem sempre é uma pessoa, mas a casualidade. Um conjunto de fatos que se desenrolam apesar do nosso não-querer e acabam gerando um acidente. Coisas que podem acontecer na vida de cada um de nós e que podem gerar grandes danos a todos os envolvidos, além de mostrar a reação que cada um de nós pode ter. Digo, por mim, eu sempre fui fria e até um pouco insensível nos acidentes de trânsito, mas quando fui eu a causadora, eu simplesmente desabei, chorei e fiquei hiper nervosa. A reação não é a que esperamos ou queremos as vezes. Esse lado humano e quase cotidiano é algo que me encanta na escrita de Nicholas Sparks. Ele tem o dom de descrever coisas que a gente vê o tempo todo e que somos suscetíveis a, de maneira natural.

Porém, as personagens principais não foram personalidades que me chamaram a atenção. Tiveram horas que eu tive vontade de entrar no livro e bater no Miles, por exemplo. Ao mesmo tempo que era carinhoso, ele era obsessivo, teimoso.  A Sarah era espontânea, porém certinha demais o que a deixou um pouco sem sal. Aliás, a história é previsível já que eu no início já tinha adivinhado quem seria o grande "criminoso" da história. E tive pena da pessoa. Mas não vou dar mais detalhes, porque se lendo já é previsível, imagina com spoilers. Não dá, né?! A personagem mais interessante e inteligente, por incrível que pareça, é o Jonah. A criança da história é o que mais te faz apegar ao livro, pois ele está descrito na medida. É por causa dele, que a história se desenrola, mas ele não tem uma enorme participação, porém quando participa é uma graça. Impossível não sorrir com ele.

Como eu disse antes, não é que o livro seja ruim. Não é. Mas, em comparação aos outros títulos do Nick (já li tantos que me sinto íntima kkkk), é fraco. Mas agradeço demais a Editora Arqueiro por tê-lo traduzido e aumentado o meu conhecimento nas obras maravilhosas do meu autor favorito.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

PRÊMIO BANG! 2014 - Editora Saída de Emergência



É com muito orgulho que anunciamos o PRÊMIO BANG! 2014.
Promovido pela Editora Saída de Emergência.

É o primeiro prêmio internacional de língua portuguesa da literatura fantástica.
Tem por objetivo revelar o George R. R. Martin, a J. K. Rowling ou o Stephen King da língua portuguesa e encontrar um romance inédito de fantasia, ficção científica, história alternativa, terror, realismo mágico, entre outros.

O que buscamos? Excelentes manuscritos.

O prêmio? 9.700 reais (3.000 euros) e a garantia de publicação nos dois lados do Atlântico: Brasil e Portugal.

Para concorrer, leiam o regulamento e inscrevam-se na página da revista Bang!: www.revistabang.com

Data limite: 24h do dia 6 de Julho de 2014

BOA SORTE, muita inspiração, e vamos mostrar ao mundo que a melhor literatura fantástica pode ser escrita em português.