terça-feira, 18 de março de 2014

[RESENHA] O Duque e eu - Julia Quinn


Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo.Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.



Eu estou apaixonada por esse livro. Completamente.

Me interessei por ele, quando li o top de livros lidos em 2013 pela minha amiga, blogueira e autora Carissa Vieira, pois ela disse que era um romance de época ao maior estilo Jane Austen. Se você, leitor, acompanha a minha via literária aqui no blog, ou no skoob, vai perceber que eu AMO essa autora britânico do século XIX. Então as palavras mágicas me pegaram e eu fiquei com muita curiosidade de ler o livro.

Então pedi para a maravilhosa Editora Arqueiro que enviou, e eu devorei em poucos dias. Demorei mais, porque tendo vida de professora da educação pública, estou sofrendo com os sábados letivos, calendários corridos por causa da Copa do Mundo, entre outros problemas mais. Porém, quando eu comecei, simplesmente não pude parar.

A gente acompanha a história de Simon Basset, um duque libertino e que tem horror a ideia de casamento, que vê na figura de Daphne Bridgerton, uma garota inteligente, bem-humorada e que deseja casar, a solução para os seus problemas. Eles decidem fingir que Simon a corteja a fim dos bons partidos de Londres se interessarem por ela, enquanto o fato de estar com Daphne afastasse as outras solteiras e suas mães dedicadas. Porém, como o leitor já pode imaginar, eles começam a se apaixonar.

Apesar da sinopse apresentar um clássico clichê romântico, o que é mais interessante é o fato da história não focar apenas nesse aspecto. A gente tem meandros de drama, principalmente na vida e infância de Simon que irão persegui-lo por todos os anos de seu crescimento e no relacionamento dele com Daphne. A família Bridgerton é impressionantemente interessante em todos os aspectos. A relação dos irmãos é encantadora e dá vontade de rir todas as vezes que eles aparecem juntos. Além disso, eu não poderia esquecer nunca da grande fofoqueira de plantão cujos trechos das crônicas podemos ler em todo início de capítulo: Lady Whistledown. Eu fiquei o livro inteiro cogitando quem era a fofoqueira de plantão, e já comprei o próximo título para vê-la desenvolvendo mais as fofocas mais interessantes da alta sociedade londrina do século XIX. A presença desse elemento é inovador na temática, sendo um dos motivos para o sucesso da série.

Julia Quinn merece o título de "Jane Austen da atualidade", pois utiliza o mesmo contexto histórico que a autora de Persuasão, faz críticas e ironias a alta sociedade inglesa e seus excessos e ainda é capaz de construir personagens ricos e complexos, inteligentes e românticos na medida certa. Apesar de a presença de elementos mais íntimos nas relações (algo da escrita contemporânea) ser uma marca que diferencia bastante as duas autoras, acho que se Austen estivesse viva e escrevendo hoje, apreciaria o estilo dela. 

Também, o trabalho da Editora Arqueiro merece um parágrafo a parte. Sem puxação de saco, é uma das que mais crescem atualmente. Os títulos estão cada vez melhores, a busca por autores interessantes está de parabéns e, principalmente, o cuidado com os seus produtos deve ser aplaudido. A capa é lindíssima e o material dela e das páginas são muito bons. A tradução quase não contém erros, o que demonstra que está havendo um cuidado cada vez maior com a revisão do material.

Eu estou tão encantada com essa série que hoje mesmo passei na livraria e gastei meu rico dinheirinho no segundo volume, baseado no Anthony. #suspiros Mal posso esperar para começar a leitura.

quarta-feira, 5 de março de 2014

[Resenha] Um Porto Seguro - Nicholas Sparks




Quando uma mulher misteriosa chamada Katie aparece repentinamente na pequena cidade de Southport, na Carolina do Norte, questionamentos são levantados sobre seu passado. Linda, mas discreta, Katie parece evitar laços pessoais formais até uma série de eventos levá-la a duas amizades relutantes: uma com Alex, o viúvo, com um coração maravilhoso e dois filhos pequenos, a outra com sua vizinha muito franca, Jo. Apesar de ser reservada, Katie começa a baixar a guarda lentamente, criando raízes nessa comunidade solícita e tornando-se próxima demais de Alex e de sua família. No entanto, quando Katie começa a se apaixonar, ela se depara com o segredo obscuro que ainda a assombra e a amedronta: o passado que a deixou apavorada e a fez cruzar o país para chegar no paraíso de Southport. Com o apoio simpático e insistente de Jo, Katie percebe que deve escolher entre uma vida de segurança temporária e outra com recompensas mais arriscadas, e que, no momento mais sombrio, o amor é seu único refúgio.






Fazia um tempo que estava querendo ler esse livro, como uma boa fã de Sparks que sou, porém sem muita oportunidade para fazê-lo. Saiu o filme e, como sempre faço, decidi que só veria o filme depois de lido o livro. O filme foi para as locadoras e eu nada de conseguir ler, até que as férias finalmente chegaram!

Nessa leitura, acompanhamos a vida de Katie, uma mulher misteriosa e que carrega marcas físicas e psicológicas de seu passado abusivo. Ela chega a uma cidade da Carolina do Norte (como em todos os livros Sparkianos) sem querer criar muitos laços, porém acaba sendo conquistada por amizades inesperadas. A primeira com a vizinha Jo, que é um doce. Assim como ela conquista a Katie, ela conquista o leitor nas primeiras aparições de tão maluquinha. Fala o que vem a cabeça, muito franca, aquela amizade que nasce na hora sabe? A segunda pessoa com quem Katie se envolve é Alex, o viúvo, dono de um pequeno mercado com dois filhos pequenos e apaixonantes. Aí, você já sabe quem é o par romântico da nossa protagonista.

A história segue bem a cartilha do Sparks, e a história é até um pouco parecida com a do penúltimo livro resenhado aqui por mim "O Guardião" também do Nicholas. Ambos quebrados, começam a se curar um com o outro até que o passado volta para atrapalhar. A questão é que enquanto no outro livro as personagens não são muito identificáveis, em O Porto Seguro, tanto Katie, quanto Alex e até mesmo as crianças são muito bem retratadas. A questão do passado que Katie esconde é tão nojenta e absurda quanto comum o que nos aproxima e nos faz torcer por eles. E está aí a grande diferença entre as duas obras. Neste livro, a gente percebe a escrita envolvente tão característica do autor, algo que senti falta na outra leitura.

Pretendo ver o filme assim que possível para fazer a tão esperada comparação. Já ouvi de tudo um pouco, mas gosto de poder opinar eu mesmo sobre o filme. Geralmente, não me decepciono com as adaptações cinematográficas dos livros desse meu autor favorito. E indico o livro para aqueles que curtem um bom romance com pitadas bem dramáticas de te revirar o estômago com a realidade.