quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Novidades Literárias: Novo Conceito

Esse post de hoje é para divulgar as novidades que a Editora Novo Conceito está lançando! Muita coisa boa! Alguns chegaram ontem aqui em casa, com kits para sorteio. Não podia deixar de fazer esse post pra vocês, né?! Quem sabe quando a gente chegar em 160 seguidores a gente não faz uma promoção???

Os lançamentos são:

Gerry e Holly eram namorados de infância e ficariam juntos para sempre, até que o inimaginável acontece e Gerry morre, deixando-a devastada.
Conforme seu aniversário de 30 anos se aproxima, Holly descobre um pacote de cartas nas quais Gerry, gentilmente, a guia em sua nova vida sem ele. Com ajuda de seus amigos e de sua família barulhenta e carinhosa, Holly consegue rir, chorar, cantar, dançar e ser mais corajosa do que nunca.

Polly é a mais antiga amiga de Rose. Então quando ela liga para dar a notícia que seu marido morreu, Rose não pensa duas vezes ao convidá-la para ficar em sua casa. Ela faria qualquer coisa pela amiga; sempre foi assim.

Polly sempre foi singular — uma das qualidades que Rose mais admirava nela — e desde o momento em que ela e seus dois filhos chegaram na porta de Rose, fica óbvio que ela não é uma típica viúva. Mas quanto mais Polly fica na casa, mais Rose pensa o quanto a conhece. Ela não consegue parar de pensar, também, se sua presença tem algo a ver com o fato de Rose estar perdendo o controle de sua família e sua casa.

Enquanto o mundo de Rose é meticulosamente destruído, uma coisa fica clara: tirar Polly da casa está cada vez mais difícil.

Anne Tyler nos leva a um romance sábio, assustador e profundamente tocante em que descreve um homem de meia-idade, desolado pela morte de sua esposa, que tem melhorado gradualmente pelas aparições frequentes da mulher — na casa deles, na estrada, no mercado.

Com deficiência no braço e na perna direita, Aaron passou sua infância tentando se livrar de sua irmã, que queria mandar nele. Então, quando conhece Dorothy, uma jovem tímida e recatada, ele vê uma luz no fim do túnel. Eles se casam e têm uma vida relativamente modesta e feliz. Mas quando uma árvore cai em sua casa, Dorothy morre e Aaron começa a se sentir vazio. Apenas as aparições inesperadas de Dorothy o ajudam a sobreviver e encontrar certa paz.

Aos poucos, durante seu trabalho na editora da família, ele descobre obras que presumem ser guias para iniciantes durante os caminhos da vida e que, talvez para esses iniciantes, há uma maneira de dizer adeus.


Em Spartan Gold e Lost Empire, Clive Cussler levou os leitores ao mundo do time do casal Sam e Remi Fargo, em que suas paixões e instinto para caçar tesouros trouxeram descobertas extraordinárias e jornadas perigosas.

A próxima aventura do casal, no entanto, pode ser mais ainda aterrorizante.

Os Fargos são especialistas em caçar tesouros e não pessoas. Mas, então, um barão do petróleo de Texas os procura com uma pedido pessoal: um investigador amigo dos Faros estava em uma missão para procurar o pai do barão, porém, agora ele também está sumido. Sam e Remi seriam capazes de procurar pelos dois? Apesar de não ter adicionado muita informação sobre o caso, Fargos concorda em começar a procura.

O que eles encontrarem irá além do que eles imaginaram. Em uma viagem que os irá levar a Tibet, Nepal, Bulgária, Índia e China, os Fargos serão envolvidos com um mercado negro de fósseis, um baú centenário e o ancião do Reino Tibetano de Mustang, um dirigível do século anterior... e um esqueleto que poderia virar a história humana de cabeça para baixo.


Tudo começa com uma garota... (porque sim, sempra há uma garota...) Jason Priestley acabou de vê-la. Eles partilharam de um momento incrível e rápido de profunda possibilidade, em algum lugar da Charlotte Street. E então, em um piscar de olhos, ela partiu deixando-o, acidentalmente, segurando sua câmera descartável, com o filme de fotos completo... E agora Jason — ex-prodessor, ex-namorado, escritor e herói relutante — se depara com um dilema. Deveria tentar seguir A Garota? E se ela for A garota? Mas aquilo significaria utilizar suas únicas pistas, que estão ainda intocáveis em seu poder... É engraçado como as coisas algumas situações se desenrolam...

E aí??? Animados? Eu estou!!! O Lançamento é hoje e já estou louca pra começar a ler alguns!!!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Dicas em Série: Doctor Who

Faz tempo né?

Mas eu simplesmente não conseguia criar um post bom o bastante que passasse para quem fosse ler essa dica o quanto Doctor Who me conquistou, nem por que razão você deveria começar a cogitar assisti-lo. Dar uma chance...

Mas eu tomei coragem e aqui estou para recomendá-lo em larga escala rsrsrs e tenho motivos. rsrs


Segundo a Wikipedia,
Doctor Who é uma premiada série de ficção científica britânica, produzida e transmitida pela BBC. A série mostra as aventuras de um Senhor do Tempo, um alienígena viajante do tempo que possui dois corações conhecido apenas como "O Doutor" ("The Doctor"). Ele explora o universo em sua máquina do tempo, conhecida como TARDIS, cuja aparência exterior se assemelha a uma cabine da polícia londrina dos anos 60. Juntamente com os seus companheiros, o Doutor enfrenta uma variedade de inimigos, enquanto trabalha para salvar as civilizações, ajudar as pessoas comuns, e corrigir erros.

Depois de ler a sinopse e misturar a palavra alienígena, dois corações, nave que parece uma cabine de polícia londrina dos anos 60, eu sei que a sua vontade é de apertar o botão X da guia do Google Chrome (Mozila, ou IE para os fortes). Não faça isso. A premissa parece estranha, esquisita ou até mesmo idiota porém continue o texto.

A série é reconhecida pelo Guinness como a série de ficção científica de maior sucesso de todos os tempos com base em todas as avaliações de transmissões seja na TV ou em sites, redes sociais e compra de DVDs, além de ocupar o mesmo livro de recordes como a mais longa série de ficção científica do mundo. Tendo o seu primeiro episódio inicialmente ido ao ar em 1963!!!

Porém, a dica de série em nosso blog ainda não é sobre a série clássica e sim a moderna que começou a ir ao ar em 2005 pela BBC (Canal Maravilhoso e super recomendado a qualquer pessoa de qualquer parte do universo infinito!). O protagonista da primeira temporada da nova série foi Christopher Eccleston e fez um doctor super bem-humorado e encantador (apesar dos péssimos efeitos especiais estilo Jaspion!). O seu contrato, porém, era de apenas um ano e no final da temporada, ele dá passagem a David Tennant (o doctor da foto) que se tornou o ator a mais tempo atuar como o dito personagem e se tornar o mais inesquecível de todos os Doctors! Sua interpretação vibrante, caras e bocas, carisma e seu lado fã acabaram alavancando a sua carreira por toda Grã-Bretanha e mundo. Assim como a atriz que interpretou a companheira mais famosa dessa versão, Rose, Billie Piper.

Porém, como assim uma série muda de protagonista para um mesmo personagem e nada acontece? Simples! Em 1966, o primeiro Doctor da série, William Hartnel, precisou sair da série. Os idealizadores se confrontaram então com a questão que tanto abala os seriadores de hoje em dia, com uma hipótese lógica e inteligente: Ele é um alienígena, com dois corações e que não bastasse tal fisiologia, é um Senhor do Tempo! Ele poderia ter a capacidade de se regenerar e assim se transformar em outra pessoa sempre que estivesse para morrer. E assim, eles resolveram o problema colocando uma limitação de 13 regenerações. Eccleston ficou conhecido como Nine (nono doctor) e assim por diante. A partir da 5ª temporada, o personagem principal é interpretado por Matt Smith, 11ª "encarnação" do Doctor (na foto abaixo).

Além de toda essa viagem, o que há de atrativo no seriado. O que considero principal é o típico humor britânico. Diferentemente da comédia norte-americana marcada pelo besteirol ou piadas de duplo sentido, o humor inglês tem por característica a crítica social e política em tons leves e sutis e piadas cáusticas. Além disso, temos ótimos atores e explicações muito bem fundamentadas para situações das mais diversas. Algumas coisas são clichês, como o doctor sempre conseguir se sair bem no final (apesar de eu não concordar com isso... por razões óbvias depois de você conhecer a história e ter assistido pelo menos até o final da segunda temporada). Ele te faz rir, chorar e se apaixonar de maneira leve! Além de contar com episódios antológicos como "Blink" - na terceira temporada, "Satan's Pit" na segunda e "Forest of the dead" na quarta temporada, que te fazem suar na espinha de tanto nervoso e aflição.

Espero que eu tenha conseguido fazer com que vocês pensem em dar uma chance a essa série. Desculpa o post gigante, mas é muita informação e não tinha outro jeito de explicar.






quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Jogada Mortal - Harlen Coben


Depois de ver sua carreira no basquete profissional chegar ao fim antes mesmo de começar, Myron Bolitar trabalhou para o FBI, formou-se em direito em Harvard e hoje está à frente de uma agência de representações esportivas, que toca com a ajuda da grande amiga Esperanza. Tudo parece ir bem até que Valerie Simpson, uma tenista que já foi a maior promessa do esporte, é morta durante um jogo do Aberto dos Estados Unidos. Ao que tudo indica, a jovem estava lá em busca de Myron, mas foi encontrada antes pelo assassino. Myron não imagina por que Valerie foi atrás dele, mas se sente culpado por não tê-la encontrado a tempo. Para piorar, seu cliente mais importante, o tenista Duane Richwood, se torna o principal suspeito do crime. Em busca da verdade, Myron descobre que a jovem vinha sendo assediada por um fã obcecado desde o início da carreira. Além disso, seis anos antes, ela estava prestes a ficar noiva do filho de um senador quando o rapaz foi morto sob estranhas circunstâncias. Enquanto tenta desvendar o assassinato da tenista, Myron se tornará um obstáculo para os interesses da máfia, de um político poderoso e de uma família influente. Agora ele e as pessoas que mais ama podem ser as próximas vítimas.


-Você está fazendo aquela cara - avisou Win
-Que cara?
-Sua cara de "quero salvar o mundo"
.


Eu já resenhei aqui um livro do Harlen Coben, que também era da série do Myron Bolitar. O livro era Quebra de Confiança e era uma das primeiras histórias do tal detetive. Lendo aquela resenha e a agora, uma coisa é bem compreensível. Eu sou fã das obras do Coben e principalmente do Bolitar.

O protagonista é extremamente carismático! Tem umas sacadas brilhantes, um humor inteligente e cáustico e um poder de dedução de um verdadeiro Sherlocke. Porém, ele não é detetive por profissão. Myron tem uma empresa de representações esportivas depois de ter sido vítima de uma contusão que o tirou das quadras de basquete quando a carreira, fama e sucesso estavam quase certos. Além disso, trabalhou no FBI e concluiu uma faculdade de Direito em Harvard. Só nisso, já dá pra perceber que ele é um cara de QI um tanto privilegiado, certo?

E ele tem amigos, personagens secundários que trazem um brilho a trama de maneira única! Win, seu melhor amigo e sócio, é riquíssimo, com um gosto um tanto peculiar para as coisas da vida e mau, mau que nem o pica pau com aqueles que merecem... É um cara arrogante, inteligente e que você não dá nada por ele, até ele realmente se mostrar. A partir de então você o ama de um jeito tão único quanto Win o é. Outra que te ganha pela sua frieza e sarcasmo é Esperanza, a secretária dele. A namorada de Myron traduz os momentos românticos do livros, o que são poucos e de forma leve, retira a tensão que cerca o tema assassinato e investigação.

O crime em si, se passa no Aberto dos Estados Unidos, uma das principais competições de tênis do mundo. A capa já ilustra o esporte em questão. O principal atleta de Bolitar acaba no rol de suspeitos do crime contra uma ex-atleta chamada Valerie, que sondava o nosso querido protagonista para um retorno as quadras. A sensação de culpa que invade Myron por não podido ajudar a garota se une a um pedido desesperado da namorada de Duane (o atleta) e aos questionamentos dos policiais para fazer com que ele inicie uma "pesquisa por conta própria", mexendo num vespeiro muito maior do que imaginava, ao se deparar com a máfia dos agentes esportivos.

O livro é inteligentíssimo e a editora Arqueiro fez um trabalho fantástico de tradução, revisão e o cuidado transparece a cada página! Super recomendo a quem curte um bom detetive com suspense e toques de humor. Vale a pena!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Desabafos e outras formas de reflexão #1: O louvor e a luta


Eu sempre ouço a frase: "Louvar a Deus ou adorá-lo na alegria é fácil. Difícil é na luta." Sempre fiquei desconfortável com essa frase, confesso. Esse fim de semana um amigo meu falou isso e, mais uma vez, soou estranha quando se chocou em mim. E, finalmente, refleti o bastante para descobrir por que ela me incomodava.

Não concordo com essa ideia.

Faz tempo que não realizo minhas reflexões aqui. Andei muito entusiasmada com as parcerias e book tours, e acabei esquecendo que esse era um blog para que eu pudesse colocar minhas idéias também. Então cá estou de novo. Começando com uma difícil.

É comum as pessoas falarem isso quando estão no ápice das lutas da vida e, se achando incapaz de continuar, se aproximam de Deus. Existem pessoas que se afastam da igreja e das pessoas que ali estavam em meio as adversidades, mas a maior parte delas realizam o oposto disso em períodos difíceis. Nós nos apegamos a nossa fé, a um raio de esperança, a uma palavra que nos toca, porque estamos mais sensíveis nesse momento. E ao sentirmos fraco, nos aproximamos do nosso lado espiritual buscando assim conforto em meio a dor.

Então, na verdade, a frase está trocada.

É muito difícil se lembrar de louvar a Deus quando está tudo bem. De recordar em agradecer a Deus pelo ar que respiramos, por acordar, por não estar acontecendo nada de ruim em nossas vidas. A gente começa a se afastar do propósito, transforma-se a hora de ler a bíblia em uma rotina normal e mecanizada. Aí vem as lutas e é somente aí que percebemos o quão distante nos colocamos no período de paz.

Então, nesse momento, eu pergunto. Será que estamos nos dedicando mesmo a Deus? Ou simplesmente vivendo e relegando-O a segundo plano?

Essa reflexão é tipicamente cristã. Até porque sou cristã, antes de ser blogueira, historiadora, professora, seriadomaníaca, etc e tal. Mas fica a pergunta que tenho feito a mim mesma.

Bjinhus a todos que me leram!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

PROMOÇÃO 200 SEGUIDORES



Olá, gente!

Hoje o nosso post é sobre uma promoção sem data prevista para sorteio. Isso por que o sorteio ocorrerá quando alcançarmos o número de 200 seguidores. Afinal o blog tem que crescer e eu vou ficar extremamente feliz quando ele alcançar a segunda centena de leitores.

E a minha felicidade vai levar a sortear 3 ganhadores:

- o primeiro sorteado ganhará o kit do livro "Sonho de Eva" da Novo Conceito.
- o segundo, levará o kit do livro "Belle" também da Novo Conceito.
- o terceiro levará o Guia não oficial da série The Big Bang Theory, publicada pela editora Universo dos Livros, mais um squeeze personalizado da série.

Que tal?

Gostou???

Então corra e participe da promoção.

1º- Siga o blog

2º - Preencha o formulário

3º - A cada divulgação no twitter, blog e facebook, preencha novamente o formulário

E assim estarás participando!

Bjinhus,

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

[BOOK TOUR] Reencontro - Leila Krüger


"Está bem no fundo. Não se pode alcançar... aos poucos, vai roubando o ar.” Ana Luiza vai perdendo seu fôlego: o fim de (mais) um grande amor, um pai distante, uma mãe fútil, uma amizade complexa e "pessoas que sempre vão embora". Com suas músicas de rock, seus livros e seus cigarros, Ana Luiza vê sua vida desmoronar. "O amor é uma ferida”, ela sentencia. Mas a “garota de olhar longínquo” tem um encontro inesperado com um alguém aparentemente muito diferente dela: os “olhos imensos”, que tudo veem...

Presa em seu próprio mundo e rendida ao álcool e às drogas, Ana Luiza tenta fugir. Principalmente do temido amor, que tanto a feriu... Como encontrar, ou reencontrar o próprio destino? Até onde o amor pode ir, até quando pode esperar? O que há além das baladas de rock e dos poemas românticos? Poderá o amor salvar alguém de sua própria escuridão? Às vezes, é necessário perder quase tudo para reencontrar... e finalmente poder amar.



"Quando você voltar
Sei que vou estar aqui pra te abraçar
Te dizer que o tempo quase não passou para nós,"


Como o título já traduz, a história vai tratar de reencontros. Porém não aquele mocinha e mocinho que se amam e voltam a se encontrar após anos (meio Diários de uma Paixão) e por aí vai não! São os vários tipos de reencontro, sendo que o mais importante e principal é um reencontro consigo mesmo. Com sua própria história, com sua própria vida, com seu amor-próprio. E esse, pra mim, foi o foco principal da narrativa da história de Ana Luiza.

A protagonista é uma jovem de 23 anos que estuda Odonto na PUC do Rio Grande do Sul e que além de uma vida sem percalços financeiros, possui uma enormidade de problemas. Vou listar alguns: O pai é frio como um iceberg e ausente e a mãe é uma religiosa carola e fútil, sua auto-estima é um lixo e seu coração já foi despedaçado por amores profundos que nunca trouxeram nenhum bem. Por isso, Ana se entrega ao rock e a alguns outros prazeres nada saudáveis: o cigarro, o álcool e as drogas.

Três outras personagens crescem e tem uma grande importância para a protagonista e para todo o desenrolar da trama. A primeira que vou falar sobre é a Tia Ella. A 'verdadeira mãe' de Ana, a governanta que a conhece como ninguém e que cuida dela como se fosse a figura materna real dela. Ela, sim, faz o papel de mãe. Eu a citei aqui mas pela simpatia que eu criei pela personagem. É amável demais... A outra personagem é a única amiga de Ana Luiza, Nana. A Curupira, apelido por conta de seus cabelos ruivos, tem um sorriso cativante, uma alegria contagiante e uma fé no amor e em Deus que contrasta com a descrença da melhor amiga. Tem muito trabalho como 'almofada para o coração' de Ana Luiza, mas o faz acreditando na força interior de quem chama de Nuvenzinha. Uma força que a amiga não descobriu e descrê da existência.

A terceira pessoa merece um parágrafo dele. Rafa. O garoto de olhos imensos. Ele é responsável pelos diálogos mais interessantes, importantes e filosóficos do livro. É com ele que Ana Luiza passa os seus melhores momentos e os piores. Novo aluno da PUC, músico e compositor, se aproxima da garota apesar de suas tentativas de afastá-lo. Tentativas essas que chegam a dar raiva, gente! Mas Rafa se mantém firme conquistando seu espaço como amigo e como amor no coração da protagonista que vive tentando se auto-sabotar de todas as formas possíveis. E encontra nesse rapaz um grande conforto, além de palavras de larga sabedoria sobre a vida, amor e fé.

Eu confesso que tive uma grande dificuldade no início apesar de curtir o estilo de escrita da autora. Amo essa tendência meio dark e psicológica que se imprime a cada capítulo e a cada parágrafo. Passamos a conhecer os personagens de maneira única e isso me atrai muito num livro. O modo como os diálogos se desenvolvem e como os assuntos são costurados e construídos a partir de rock e citações de diversos autores clássicos da nossa literatura nacional como Cecília Meirelles e Clarice Lispector é primoroso. Contudo, eu achei o livro grande demais. A dificuldade apareceu justamente por conta de um excesso em algumas partes, o que tornou o livro cansativo em alguns momentos. Entendo que não é possível um livro sem partes mais vagarosas (embora Jogos Vorazes, Inimigo Brutal e a Série Mortal como um todo, os dois primeiros já resenhados aqui levem o ritmo de modo alucinante), mas alguns momentos me deram a sensação que poderiam ter sido encurtados. Vale ressaltar que a linguagem do livro é toda em 'gaúchez', algo que - para cariocas como eu - é surreal. O uso do 'tu' e da conjugação em segunda pessoa numa conversa informal é tenso, porém a autora é gaúcha e o utiliza com segurança. Foi um comentário regionalista apenas... rs

A leitura te leva a reflexão a respeito da vida e do modo como a entendemos e cuidamos dela. Ana Luiza é muito auto-destrutiva, porém os eventos são moldados a nos levar a compreender motivações e, ao mesmo tempo, questioná-las. Será que acabamos não pensando daquela forma? Ou nos justificamos erroneamente da mesma maneira? Leila Krüeger dá um show nesse sentido.

Recomendo e dou apoio aos escritores nacionais! Tem muito livro bom de nossa terra e Reencontro é um desses de qualidade brasileira.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Branca de Neve e o Caçador


Uma nova visão de tirar o fôlego de um conto lendário. Branca de Neve é a única pessoa na terra mais justa do que a Rainha má que pretende destruí-la. Mas o que a perversa Rainha nunca imaginou é que a jovem que ameaça seu reinado vem treinando na arte da guerra com um caçador que foi enviado para matá-la


Pelo mais belo sangue foi feito, e apenas pelo mais belo sangue poderá ser desfeito.


Não.
Não irei fazer aquela clássica análise livro x filme. O livro é melhor que o filme... blá blá blá até porque os dois nesse caso se complementam. A escrita em brochura veio posterior ao roteiro cinematográfico e nunca tinha tido a oportunidade de conhecer esse tipo de obra. Sou daquelas que só vê o filme depois de ler o filme respectivo, exceto os do Sparks que só começaram a vir pro Brasil depois que os filmes já tinham sido realizados. E a sensação foi bem interessante.

O livro publicado aqui no Brasil pela nossa parceira Editora Novo Conceito tem um layout bem interessante. Dividido em duas partes a partir do quote destacado acima que é a base de todo filme/livro, ele tem uma divisão de capítulos e a arte bem plausíveis a história. Eu achei um trabalho simples e que não deixa de ser bonito, sabe? A capa é a mesma do poster nos cinemas e não podia ser diferente. O kit montado pela editora porém, com uma capa, um teaser, marcador e um bloquinho de notas em formato de maçã ficou um show de tão lindo! Vou sortear um, provavelmente na próxima promoção que espero ter um sucesso maior que as outras até aqui e espero que vocês me ajudem nessa empreitada.

Agora, voltemos a resenha. Como falei antes, um completa o outro. No início, por ter visto o filme na estréia, achei meio chato porque era como se estivesse lendo a película que já havia assistido sem tirar nem pôr. Contudo, conforme a leitura prosseguia foi interessante entender algumas partes do filme que ficaram um tanto a mercê de interpretações. As vezes, eram cenas gravadas e previstas, porém cortadas de última hora para não passar o cronometro? Não sei, só sei que o livro tem um prosseguimento em algumas cenas e uma explicação mais psicológica, algo que gostei bastante por completar a minha visão e compreensão da história cinematográfica. Principalmente o final que foi deixado em aberto no cinema, ficou mais fechado e concluído na leitura. Não foi como eu queria que fosse, mas a essência tinha de ser mantida né?

A leitura é leve e rápida. As letras são grandes e bem espaçadas o que dá uma dinâmica maior, acho que por conta de ter sido originada de um roteiro. Em um dia se termina o livro, sem haver cansaço. A tradução também foi bem feita, apesar que algumas pessoas hão de discordar de uma coisa: A clássica frase "Espelho, espelho meu. Diga se há no mundo alguém mais bela do que eu", foi traduzida ao pé da letra da versão americana que é um tanto diferente do português... Apesar de eu, particularmente, preferir o ritmo das palavras no inglês, achei uma gafe básica a tradução equivocada de uma citação secular.

Já o filme foi 10! OS efeitos visuais e especiais, a transformação do clássico infantil em algo mais dark e mais gótico foi uma belíssima inovação a história. Tornou a trama interessante ao fugir da ladainha dos contos de fadas alegres e vibrantes e colocando um pouco de humanidade às personagens. A rainha má não é assim porque nasceu assim, Ravena se tornou má e poderosa devido as circunstâncias. E assim acontece com todos no filme. São bem construídos em meio a uma direção de arte aplaudida de pé, porque é linda demais! O romance é relegado a segundo plano e isso foi outro aspecto acertado. Lógico, alguns foram para ver a mesma baboseira de sempre mas... foram surpreendidos com uma mudança no mínimo interessante no rumo da questão.

A história segue como a padronizada em uma roupagem completamente diferente. E com um personagem a mais: o caçador. Hemsworth além de um colírio para os olhos femininos, vestiu o personagem como se fosse uma luva. Ganha a sua simpatia no primeiro segundo, pelo seu sarcasmo seco e sua falta de amor a vida. Assim como com Ravena também há uma história que o levou a se tornar daquele jeito, e o filme é o contexto de sua redenção junto a Branca de Neve. Caçando, primeiramente e depois ajudando-a, ela o transforma com um fator muito valorizado na trama: pureza.

E é aí que vem a principal questão: Desde quando a Kristen Stewart é mais bonita que a Charlize Theron? Foi o que mais li e ouvi nas redes sociais. A resposta é: Não é! Gosto dela, mas sejamos sinceros, nem se compara. Porém a questão em torno da maldição e da beleza ia muito além da beleza física. Ravena só pensava nesse tipo, porém a beleza estava no sangue. Na pureza e inocência atreladas a essa beleza. Branca de Neve na história era inocente e pura. Era boa e gostaria de melhorar as coisas, ao contrário de Ravenna que só via os seus interesses e poder. Aí entra o fato de uma ser considerada no filme mais bonita que a outra.

Além do mais, apesar de ser fã da Kristen (mesmo com a traição dela ao Pattz e do sofrimento dele - ela é uma cretina, mas a vida pessoal é deles e de nada me acrescenta) convenhamos que ela do lado da Charlize foi como se eu visse a Kelly Key atuando ao lado da Fernanda Montenegro. Uma diferença gigantesca!!! Ela pode fazer melhor que isso, eu sei que pode! Mas no filme bateu uma decepção grande sabe? Era a hora de provar isso, e ela deixou a oportunidade escoar pelos dedos ao ficar com a boca aberta com cara de Bella. Sério... Deixou a desejar, enquanto Theron deu um banho (de leite, de interpretação e de tudo o mais) em todos!

Um bom filme e um bom livro a serem vistos/lidos em conjunto. De preferência digo que leiam antes de ver. ;)