"Meu mundo num blog - Séries, filmes, livros e reflexões minhas"

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"Você quer o mundo? Eu trago o mundo pra você"

citação do livro: A Máquina

"E que seja permanente essa vontade de ir além de tudo que me espera."

Caio Fernando de Abreu

Somos feitos da mesma matéria que nossos sonhos.

William Shakespeare

Quando os livros e as palavras haviam começado a significar não apenas alguma coisa, mas tudo?

A menina que roubava

” De que lhe adianta ter asas, se você não pode sentir o vento?

Filme Cidade dos Anjos

terça-feira, 19 de agosto de 2014

[Review] The Wolf Among Us


Tamos ai galerinha do mal, mais uma vez, como de costume, de boa... Hoje to ai trazendo a review do premiado "The Wolf Among Us".  Então vamos sentar, parar de mandar convitinho inconveniente de joguinho de Facebook para os outros e me acompanhem ao entrarmos na pele do Lobo, ou seria na pele do Lobo que entrou na da ovelha... ou um Lobo na pele de homem que finge ser uma ovelha... Ah chega! Não importa! Apenas sigamos em frente.

The Wolf Among Us é mais um titulo desenvolvido pela Telltale Games do gênero aventura, ou como também é chamado, "apontar e clicar". A desenvolvedora foi responsável pela criação de outros games com sucesso de críticas, sendo o mais conhecido "The Walking Dead", que inclusive ganhou 90 prêmios do "Game of Year" em 2012, que seria tipo o Oscar do mundo dos games...

UM MUNDO REAL DE FÁBULAS

"The Wolf Among Us", cuja a tradução seria "O Lobo Entre Nós", assim como "The Walking Dead" são baseados em histórias em quadrinhos da Vertigo, um selo da editora Dc Comics que é voltado para o público adulto, em poucas palavras, na Vertigo o lance é sangue nos zóio!!!!

No caso de "The Wolf Among Us" o jogo se baseia na obra de Bill Willingham "Fábulas", onde todos os já conhecidos personagens de contos de fadas como Chapeuzinho Vermelho e  Branca de Neve são reinventados para o nosso deleite visual de maneira repetácular! Agora você deve estar pensando "Putz. Ele não disse que a Vertigo era voltada para um público adulto? Como raios Branca de Neve e os sete anões podem ser algo para gente grande?"... Em primeiro lugar:  nunca fale dos anões perto da Branca de Neve, e em segundo: eu falei que era para o público adulto e é! 

Em "Fábulas" ao contrário do que você se espera os contos de fadas não são nada como céus ensolarados e campos verdejantes com borboletas coloridas dançando no ar, nem chega perto disso, as coisas são amargas e sujas, abordando temas pesados como politica, prostituição, casos policiais entre outras questões.

A história se foca numa comunidade clandestina chamada de "Cidade das Fábulas" criadas por elas em Nova Iorque após serem expulsas de seu mundo natal por um inimigo apenas conhecido como "Adversário" que conquistou as terras e os obrigou a fugir para o reino dos mundanos (mundo real) para sobreviver ao massacre.

Após o exílio das Fábulas se estabelecer aqui entre humanidade é que as coisas começaram ficar sombrias, a vida nos contos de fadas eram simples de mais, tudo muito bem definido, o bem, o mal... já no reino dos mundanos esta tudo muito mais para cinza do que preto ou branco. A maiora das Fábulas que escaparam de seu mundo não foram capazes de trazer seus bens, muitas outras perderam suas terras e títulos, e a pobreza se torna um problema muito mais presente do que maçãs envenenadas. O que a falta de grana e outras dificuldades podem levar as pessoas, fábulas ou mundanas, a fazer vai muito além do que se é capaz de pensar, matar, vender seu corpo, dar trambiques... Sim muitas Fábulas acabam vivendo vidas criminosas, sujas, para sobreviver.

Além de todas essas complicações tem a principal: os mundanos não podem saber da existência deles, então todas as Fábulas que ameaçam comprometer a existência secreta delas deve ser posta na prisão conhecida como "A Fazenda", tem por principal habitantes aquelas Fábulas de aparência não humana, antropomórficas, por exemplo: os três porquinhos, trolls... Lobo-Mau. Por sorte quem tem alguma condição financeira pode pagar pela magia das bruxas e assim adquirir o Glamour, um feitiço que esconde a verdadeira aparência das Fábulas, deixando-as iguais a humanos comuns.

O LOBO ENTRE NÓS



A história segui o Sheriff Bigby Wolf, o Lobo Mau, em busca de solucionar um dos maís misteriosos e brutais casos de assassinato ocorridos na Cidade das Fábulas.

Como já expliquei, com as Fábulas exiladas no reino dos mundanos elas tiveram a chance de recomeçar suas vidas, para muitas isso não significa algo bom já que eram príncipes e cheios de fortunas, mas para Bigby isso era uma oportunidade de mudar, não ser mais o grande e malvado lobo que todos temiam e odiavam, por isso e por ter habilidades incomparáveis a ele foi oferecido o cargo de Sheriff, aquele que protege as Fábulas... muitas vezes delas mesmas. Apesar de agora ser um dos mocinhos, Bigby ainda é visto com certo ressentimento por parte de muitos e ele mesmo as vezes dúvida de si, afinal existem instintos selvagens que não da pra superar sempre. Sabe como é né... comer velinhas é difícil de evitar! Não, to zuando galera! haha

Como todo adventure a jogabilidade é baseada em explorar o cenário buscando por objetos para analisar e guardar caso venha a precisa-los mais tarde, em suma é uma mecânica de jogo bem simples, tendo por movimentação só a opção de andar, enquanto com o mouse você passa por cima de objetos para ver as opções de interação que pode-se ter com eles. 

A verdadeira dificuldade de jogos assim é que eles testam sua inteligência e atenção. Muitas vezes não é simples abrir uma porta. Vou dar um exemplo: você precisa sair da cidade, mas antes deve recuperar suas coisas que foram apreendidas pela policia, então você conhece um criminoso que em troca de te dar um cartão de acesso da delegacia precisa de um favor seu, você faz o favor, ele te da o cartão e agora só falta você arrumar uma roupa de policial, você conhece um finalmente, e vê que ele tem problema com bebida... Sagaz como é, você decide embebeda-lo com aquela garrafa que tu ganhou de um amigo no dias atrás e vai até a... Já chega! Era só pra te fazer entender como as coisas viram uma verdadeira bola de neve, por isso costumam ser jogos demorados, com tramas bem complexas, cheias de personagens interessantes e uma dificuldade alta, já que nada é deixado claro pra você, é sua (ou não) a capacidade de deduzir que pode usar aquela garrafa de bebida para embebedar o policial... É assim o game inteiro, você que tem que ligar os pontos, notar os objetos úteis num cenário e imaginar como pode usá-los para solucionar algum problema ou quebra-cabeças. Eu amo tudo isso! Realmente treina nosso cérebro para ser mais sagaz e abri nossa mente para criar soluções com improvisos.

Contudo, essa dificuldade não é tão acentuada em "The Wolf Among Us" em específico, tem adventures infinitamente mais difíceis, mas no fim eu deixo o nome de alguns para vocês conferirem caso se interessem pelo estilo.

A grande sacada nesse título é que apesar dele pegar mais leve na tão famosa dificuldade dos adventures ele acrescenta à experiência elementos de outros estilos como Rpg, conversas na qual você decide qual vai ser sua fala, e cada fala tem gera uma reação diferente nos personagens que interagem com você, alias, "The Wolf Among Us" até inova essa mecânica já que ao contrário dos Rpgs você agora tem tempo pra responder alguma coisa, como na vida real, ninguém vai ficar esperando a eternidade pra você responder algo, além disso palavras ditas não podem voltar atrás, e isso da muito mais peso a suas decisões, visto que em muitos jogos você pode escolher uma fala, voltar e ir escolhendo todas as outras, pra ver tudo que a conversa poderia render. Além de escolhas de fala, você também tem que tomar algumas decisões importantes durante a aventura: bater ou não em alguém, salvar aquela ou a outra pessoa, ir para o escritório de fulano ou na casa de sicrano, e toda vez que você decide por um, você não saberá o que ocorreria se você fosse no outro.

Além dessas características de rpg temos também um elemento vindo direto de Heavy Rain e cia. Cenas interativas, como se fosse interferisse numa cena de luta de um filme, para exemplificar imagine comigo uma briga em um bar, a cena ta rolando, o inimigo vai dar um golpe ai na tela aparece pra você apertar tal botão pra você conseguir bloquear o soco, caso você acerte o botão a tempo então você consegue se defender, do contrário leva um bofetão na fuça! Entendeu a alma do negócio? Tem que parabenizar esse tipo de jogabilidade porque afinal sempre tivemos vontade de mudar as atitudes de personagens de filmes em certos momentos da história, tipo "Porque ela não chutou o saco dele? Porque não correu quando podia? Porque ficou se arrastando em vez de se levantar e fugir?".

Outra coisa a comentar é sobre o visual do game, ele parece uma verdadeira história em quadrinho viva, isso é muito bacana, é uma obra de arte literalmente. A atmosfera e a escolha das cores do game puxam muito para o estilo Noir, embora fuja do significado menos flexível da palavra. O estilo Noir é basicamente o seguinte, um detetive fumante que tem problemas com bebida e acaba conhecendo uma prostituta que lhe trata bem, no fim da noite ele é chamado pra ver a cena de um crime e percebe que a garota morta é a mesma prostituta que ele conheceu mais cedo! O gênero é cheio de cigarros, mulheres sensuais e letais, que podem ser espiãs ou sei lá o que, antigamente era marcado por forte contraste de preto e branco, você já viu isso em filmes como em Sin City (Que primeiramente foi uma história em quadrinho) ou Max Payne (que primeiramente foi um jogo.), se não viu vá conferir seu pecador!!! Em "The Wolf Among Us" não temos o preto e branco, mas temos sim forte contraste entre cores de timbre sombrios, apesar de serem chamativas, portanto o jogo de sombras permanece deixando claro as influências Noir no visual do game além de em sua história igualmente sombria, cheia de desconfiança, traições e crimes.



Por ultimo e não menos importante, pra falar a verdade seria o mais importante! hahaha Tanto "The Wolf Among Us" quanto "The Walking Dead" e outros jogos da Telltale Games são de natureza episódica, ou seja, são dividios em episódios como séries de tv, sim, com direito a "To be continued" e tudo! E o mais legal é: você pode importar os saves de um episodio para outro, assim quando você for jogar o episodio 2 suas escolhas no 1 vão ser mantidas, e assim ninguém que for jogar vai realmente experimentar a mesma história. Pois como o próprio games nos diz, são nossas decisões que influenciam o rumo que a trama pode tomar. A Telltale Games alias chama os jogos dela de "Escolha e Consequência". É de fato uma desenvolvedora com uma filosofia única de trabalho que tem realmente inovado o mundo dos games no últimos anos.



Meu conselho é, quando for jogar os jogos dela, leve a sério, se deixe envolver-se na história, então você vai descobrir mais sobre si mesmo, sobre sua personalidade, devido a forma que você enfrentará os conflitos externos e internos (que são muitos) que forçarão seus limites durante as aventuras da Telltale.

Se vale a pena jogar? Mas é claro!!!! "The Wolf Among Us" é um dos melhores jogos que tive o prazer de jogar. É uma história fantástica e graficamente espetacular. Se você quer experimentar uma obra de tirar o fôlego com trama de primeira e arte de primeira então jogue "The Wolf Among Us", você estará com certeza escolhendo o jogo certo para fugir da mesmice que tem afetado o mundo dos games atualmente.

- Log desliga! ;)


Outros adventures para vocês conferirem:

Grim Fandango
The Walking Dead
The Monkey Island
Back to the Future
Full Throttle


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Desabafos e reflexões: Todos têm medo da morte


Cena final da 5ª Temporada de Diários de Vampiros, em que Damon e Bonnie morrem.


Todos têm medo da morte.

Seja da sua própria, seja de parentes, amigos ou amores próximos. Não fomos criados para aceitá-la. Apesar de ser a maior certeza do universo, basta estarmos vivos para não sermos capazes de nos preparar para seu acontecimento. Um grande e real paradoxo da existência humana.

Quando paro para refletir sobre esse conceito não consigo me decidir sobre qual é o fator que mais provoca terror. Não sei se é a ideia de se chegar a um ponto final ou se é o desconhecimento do Quando este fim ocorrerá.

Pensemos, então, como escritores delimitam suas histórias. Eles mastigam por dias, as vezes, anos suas ideias. Criam personagens, cenários, planos de fundo e até mesmo históricos que justifiquem ações psicológicas. Buscam guiá-los através de um enredo preparado com esmero, através de reviravoltas friamente calculadas para que aquele determinado fim ocorra. Aquela história é parte viva do escritor que as escreve e é maravilhoso chegar exatamente onde você queria e lançar aquele ponto final, as vezes seguido da palavra FIM. Apesar de tudo já existir no cérebro, e por vezes, no roteiro ou plano de ação preliminar dos mais organizados, a personagem não sabe daquilo.

Sinto essa uma metáfora perfeita para falar sobre vida e morte, apesar de não estar querendo falar de destino aqui nessa postagem de pura reflexão. A minha ideia é que geralmente o ponto final do escritor deixa uma ideia de continuidade. No livro A Culpa é das Estrelas, Hazel e Gus entendem o fim repentinho do livro, porém buscam o autor para saber o que aconteceu com as outras personagens. O bom e velho 'Felizes para sempre' também pressupõe a continuidade da história. E é exatamente nisso que eu quero chegar. A morte não produz nenhuma continuidade. Ali seu foco acaba, sua memória desliga, tudo se apaga e as cortinas se fecham de uma maneira tão definitiva que é assustador. Por isso muitos recorrem a ideia de reencarnação ou de fantasmas, porque você nunca termina seus assuntos na vida, tudo se torna meio inacabado. Os verbos se conjugam de forma tão imperfeita como a nossa ideia de viver eternamente ou de ter um pedaço de nós vivendo ou legando a outrem.

Ou seja, nunca estamos preparados para morrer ou acabar, assim como não estamos preparados para esquecer. E é isso que nos assusta tanto: a característica de nunca conseguirmos terminar.


Envelhecemos e, ainda assim, continuamos inacabados. Continuamos a temer o derradeiro e iminente fim, não querendo simplesmente ceder ao pequeno, porém inalterável ponto final.

sábado, 31 de maio de 2014

[Analise-Série] Street Fighter Assassin's Fist


Tamos ai galerinha do mal!!! Mais uma vez, como de costume, de boa... Eu sei, eu sei que estou um tempo sem postar nada, mas sabe como é, correria never ends... Se não gostar cai dentro de Hadouken, kkkkkk... 

Vocês sabem como a coisa funciona, então nem preciso dizer que vem "nerdice" pesada por ai... Quem ta preparado, é só sentar, para de enviar convite pra joguinhos no facebook e subir no bonde... Vamo que vamo.

Hoje to trazendo pra vocês a análise da esperada série Street Fighter Assassin's Fist (a tradução seria "O Punho do Assassino"). Em primeiro lugar, pra quem não  teve infância sabe, Street Fighter é uma famosa franquia de games iniciada logo ao fim da década de 80 que fez muito moleque gastar toda a mesada em fichas de fliperama... 

Inicialmente Street Fighter foi um game de luta (dãããã!) onde você controlava Ken ou Ryu (também protagonistas da série), enfrentando diversos lutadores de rua pelo mundo em busca de se tornar o mais forte. É isso, não tem mistério. Quando foi lançado, o game não possuía muita história, era só descer o pau no gato sem massagem e pra falar a verdade, era só o que importava! kkkk... De principio a franquia não fez grandes sucessos, mas não demorou a se tornar o game de luta mais importante e influente da história dos jogos, determinando uma tendência e preparando o caminho para muitos outros.

Uma coisa é importante se comentar... Por ser uma franquia famosa, Street Fighter também foi arrastado para essa mania de adaptações, e vocês já devem ta ligado sobre como essas adaptações costumam ser horríveis. Com Street Fighter não seria diferente! Foram feitos dois filmes até hoje (de dar ódio!) além de diversas animações (vou por alguns links ao final para vocês conferirem). O primeiro filme, intitulado "Street Fighter A Ultima Batalha", foi estrelado por ninguém menos que o Jean Claude Baixinho Van Damme, onde ele interpretava Guile, um militar que lidera a luta contra a maior organização terrorista do mundo, a Shadaloo, mas pera ai... Os protagonistas de Street Fighter não eram Ryu e Ken? Você deve estar se perguntando, por que raios logo no filme é outro sujeito a assumir como personagem principal! É, eu sei, também me pergunto até hoje... Mas as coisas ainda ficam bem pior, pois eles retratam Ryu e Ken como uma dupla de ladrões e trapaceiros, uma total descaracterização dos personagens. E o que falar do filme mais novo?  "Street Fighter A lenda de Chun Li", sim, eles insistiram em não colocar o Ryu e o Ken como protagonistas... PORQUE, MEU DEUS? (querendo soltar um hadouken nesses modefoca!). Mas pra quem deseja sofrer, confiram os filmes...

Eu sei que até agora o que falei sobre adaptações de Street Fighter não deixou vocês nada confiantes e só fiz a desconfiança sobre a qualidade da série aumentar, mas esperem... temos um longo caminho pela frente, jovens criaturas nerds.

Agora que já foram devidamente apresentados, acho que posso falar de fato sobre a série... Então sigam minhas mãos!

STREET FIGHTER ASSASSIN'S FIST

Street Fighter Assassin's Fist é uma websérie live-action (feita com pessoas) independente, ou seja, não foi produzida por estúdios, mas basicamente por fãs. O projeto inicialmente nasceu com um curta metragem chamado Street Fighter Legacy que serviu como uma amostra do conceito que eles desejavam seguir. Então durante a San Diego a Capcom (desenvolvedora do game) anunciou que os criadores do curta tinham os direitos de prosseguir com o projeto. Para arrecadar fundos, os criadores Christian Howard e Joey Ansah, levaram a série ao Kickstarter (site de financiamento coletivo), então se passou algum tempo até que o projeto foi retirado do site porque surgiram financiadores privados e assim a necessidade de recursos findou.

A história segue Ryu e Ken durante o treinamento que os levam a aprender os segredos do Ansatsuken, uma arte marcial extinta, e também os segredos do passado de seu mestre, Gouken...

Só pela sinopse rapidinha que eu fiz, vocês já puderam notar uma coisa... FINALMENTE OS PRINCIPAIS SÃO RYU E KEN!!! Já foi um a zero a favor da produção independente! #chupaestúdios!

Mas prosseguindo. A camada principal da série se passa nos 80, onde mostra os jovens protagonistas em busca de completarem seu treinamento nas técnicas secretas do Hadou, o poder do nada, contudo Gouken demonstra um grande receio em passar esses conhecimentos, algo terrível ocorreu em seu passado e ele tem medo que tais eventos possam tornar a acontecer... A outra camada da história se foca justamente no passado de Gouken, revelando até mesmo a identidade do assassino de seu grande mestre Goetsu.

Pra quem conhece Street Fighter apenas pule essa parte, para os demais vou seguir falando um pouco sobre os protagonistas, começando por Ryu... Ryu foi criado desde pequeno por Gouken, pois era órfão e ninguém, nem mesmo ele, conheceu, ou lembra de ter conhecido seus pais, o jovem possui uma personalidade serena e muitas vezes fechada, além de guardar um força interior poderosíssima. A grande marca de sua aparência sempre foi o kimono branco e faixa vermelha presa a cabeça.

Já seu amigo, rival e irmão de treino, Ken Masters é totalmente o inverso, ele é rebelde, mulherengo e muitas vezes impulsivo. Ken é americano e foi levado pelo pai para o japão ainda criança para que seu grande amigo Gouken criasse o jovem enquanto ele levantava sua empresa após a morte da esposa. Ken veste um kimono vermelho e mantém a cabeleira loira amarrada com rabo de cavalo.

É importante ressaltar que eles tiveram grande respeito pela franquia e em vez de trazer a história para os dias atuais, decidiram que ela se passaria na mesma época que o game foi lançado, demonstrando que fidelidade ia ser uma marca registrada da série. É incrível a atenção aos detalhes, não somente no enredo é claro, mas também nas vestimentas, além de inúmeras referências aos títulos da série, tal como as músicas temas dos personagens que de maneira inteligente eles conseguiram introduzir na série.

Mas já ta na hora de falar de porrada! Sim, tem muita porrada, mas o que é realmente interessante é que os movimentos de luta executados pelos atores são os mesmos vistos nos jogos, eles reproduziram com maestria o jeito de lutar dos personagens, mas é claro né, são todos artistas marciais de qualidade. Então chegamos ao que importa, porque quando se fala de porrada e Street Fighter, tem que se falar em alguns golpes muito conhecidos pela galera... Sim, pra quem conhece a história sabe muito bem que tanto Ryu quanto Ken possuem técnicas especiais de lutas, essas técnicas são: Hadouken! Uma espécie de energia sobrenatural que pode ser canalizada e disparada com a intenção de obliterar o oponente, é claro que é uma técnica secreta e são poucos os que possuem conhecimento de dela tal como a concentração e treinamento necessários para executá-la. O segundo golpe é o Shoryuken! O punho ascendente, um golpe que eleva o oponente as alturas devido a um poderoso gancho voador. E por fim o Tatsumaki senpuu kyaku... nem tente pronunciar, esquece, apenas diga Trek trek Tchurugue, também conhecido como "gira gira gira gira", um chute que mais lembra o girar de hélices. Esses golpes estão eternizados nos corações dos gamers e , creio, 
não existe se quer uma pessoa que nunca tenha ouvido falar deles... Mas caso você seja uma dessas pessoas então você merece um SHORYUKEN bem na face! Agora, os efeitos visuais desenvolvidos para o hadouken foram até legal, mas poderiam ter sido ainda mais bem feitos.

De resto, o nível de detalhamento e cuidado com os cenários também foi fantástico, todas as tomadas são lindas. A direção de fotografia ta de parabéns. Tenho certeza que já fiz muitos elogios a série, mas ainda falta um... Talvez o mais importante de todos, a razão dela ser tão boa.

Street Fighter Assassin's Fist é uma obra que se foca nos personagens, seus dramas, suas lutas internas e externas em busca de conseguir superar suas limitações. Cara, eu sempre digo e volto a dizer, a alma de uma obra de ficção sempre será personagens, se você desenvolve-los de maneira rica e profunda então você encontrou o segredo do sucesso, pois são esses personagens que nos farão se conectar com a história, nos importar com seus destinos e assim acompanhar capitulo a capitulo sua jornada. E nossa, isso a série fez muito bem, ela vai fundo quando se fala em desenvolver personagem, sem dúvida o ponto mais forte que encontrei.

Então camaradas, chegou a hora tão esperada, a hora de dizer, de dar o veredito, Street Fighter Assassin's Fist, vale ou não apena assistir? Mas é claro que vale! Vale demais! Comece a assistir! Mas modere na dose, se não acaba rápido! A série é composta por 12 episódios, todos basicamente por volta de 8 a 13 minutos de duração.

Galera, vou deixar o link do canal do Machinima, onde estão hospedados os episódios da série.

Fui que fui! Log desligando...


Street Fighter Assassin's Fist

https://www.youtube.com/playlist?list=PLZLTS4u9M_2r89MGqgDNGGxQfmLuhtxqU

terça-feira, 18 de março de 2014

[RESENHA] O Duque e eu - Julia Quinn


Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo.Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.



Eu estou apaixonada por esse livro. Completamente.

Me interessei por ele, quando li o top de livros lidos em 2013 pela minha amiga, blogueira e autora Carissa Vieira, pois ela disse que era um romance de época ao maior estilo Jane Austen. Se você, leitor, acompanha a minha via literária aqui no blog, ou no skoob, vai perceber que eu AMO essa autora britânico do século XIX. Então as palavras mágicas me pegaram e eu fiquei com muita curiosidade de ler o livro.

Então pedi para a maravilhosa Editora Arqueiro que enviou, e eu devorei em poucos dias. Demorei mais, porque tendo vida de professora da educação pública, estou sofrendo com os sábados letivos, calendários corridos por causa da Copa do Mundo, entre outros problemas mais. Porém, quando eu comecei, simplesmente não pude parar.

A gente acompanha a história de Simon Basset, um duque libertino e que tem horror a ideia de casamento, que vê na figura de Daphne Bridgerton, uma garota inteligente, bem-humorada e que deseja casar, a solução para os seus problemas. Eles decidem fingir que Simon a corteja a fim dos bons partidos de Londres se interessarem por ela, enquanto o fato de estar com Daphne afastasse as outras solteiras e suas mães dedicadas. Porém, como o leitor já pode imaginar, eles começam a se apaixonar.

Apesar da sinopse apresentar um clássico clichê romântico, o que é mais interessante é o fato da história não focar apenas nesse aspecto. A gente tem meandros de drama, principalmente na vida e infância de Simon que irão persegui-lo por todos os anos de seu crescimento e no relacionamento dele com Daphne. A família Bridgerton é impressionantemente interessante em todos os aspectos. A relação dos irmãos é encantadora e dá vontade de rir todas as vezes que eles aparecem juntos. Além disso, eu não poderia esquecer nunca da grande fofoqueira de plantão cujos trechos das crônicas podemos ler em todo início de capítulo: Lady Whistledown. Eu fiquei o livro inteiro cogitando quem era a fofoqueira de plantão, e já comprei o próximo título para vê-la desenvolvendo mais as fofocas mais interessantes da alta sociedade londrina do século XIX. A presença desse elemento é inovador na temática, sendo um dos motivos para o sucesso da série.

Julia Quinn merece o título de "Jane Austen da atualidade", pois utiliza o mesmo contexto histórico que a autora de Persuasão, faz críticas e ironias a alta sociedade inglesa e seus excessos e ainda é capaz de construir personagens ricos e complexos, inteligentes e românticos na medida certa. Apesar de a presença de elementos mais íntimos nas relações (algo da escrita contemporânea) ser uma marca que diferencia bastante as duas autoras, acho que se Austen estivesse viva e escrevendo hoje, apreciaria o estilo dela. 

Também, o trabalho da Editora Arqueiro merece um parágrafo a parte. Sem puxação de saco, é uma das que mais crescem atualmente. Os títulos estão cada vez melhores, a busca por autores interessantes está de parabéns e, principalmente, o cuidado com os seus produtos deve ser aplaudido. A capa é lindíssima e o material dela e das páginas são muito bons. A tradução quase não contém erros, o que demonstra que está havendo um cuidado cada vez maior com a revisão do material.

Eu estou tão encantada com essa série que hoje mesmo passei na livraria e gastei meu rico dinheirinho no segundo volume, baseado no Anthony. #suspiros Mal posso esperar para começar a leitura.

quarta-feira, 5 de março de 2014

[Resenha] Um Porto Seguro - Nicholas Sparks




Quando uma mulher misteriosa chamada Katie aparece repentinamente na pequena cidade de Southport, na Carolina do Norte, questionamentos são levantados sobre seu passado. Linda, mas discreta, Katie parece evitar laços pessoais formais até uma série de eventos levá-la a duas amizades relutantes: uma com Alex, o viúvo, com um coração maravilhoso e dois filhos pequenos, a outra com sua vizinha muito franca, Jo. Apesar de ser reservada, Katie começa a baixar a guarda lentamente, criando raízes nessa comunidade solícita e tornando-se próxima demais de Alex e de sua família. No entanto, quando Katie começa a se apaixonar, ela se depara com o segredo obscuro que ainda a assombra e a amedronta: o passado que a deixou apavorada e a fez cruzar o país para chegar no paraíso de Southport. Com o apoio simpático e insistente de Jo, Katie percebe que deve escolher entre uma vida de segurança temporária e outra com recompensas mais arriscadas, e que, no momento mais sombrio, o amor é seu único refúgio.






Fazia um tempo que estava querendo ler esse livro, como uma boa fã de Sparks que sou, porém sem muita oportunidade para fazê-lo. Saiu o filme e, como sempre faço, decidi que só veria o filme depois de lido o livro. O filme foi para as locadoras e eu nada de conseguir ler, até que as férias finalmente chegaram!

Nessa leitura, acompanhamos a vida de Katie, uma mulher misteriosa e que carrega marcas físicas e psicológicas de seu passado abusivo. Ela chega a uma cidade da Carolina do Norte (como em todos os livros Sparkianos) sem querer criar muitos laços, porém acaba sendo conquistada por amizades inesperadas. A primeira com a vizinha Jo, que é um doce. Assim como ela conquista a Katie, ela conquista o leitor nas primeiras aparições de tão maluquinha. Fala o que vem a cabeça, muito franca, aquela amizade que nasce na hora sabe? A segunda pessoa com quem Katie se envolve é Alex, o viúvo, dono de um pequeno mercado com dois filhos pequenos e apaixonantes. Aí, você já sabe quem é o par romântico da nossa protagonista.

A história segue bem a cartilha do Sparks, e a história é até um pouco parecida com a do penúltimo livro resenhado aqui por mim "O Guardião" também do Nicholas. Ambos quebrados, começam a se curar um com o outro até que o passado volta para atrapalhar. A questão é que enquanto no outro livro as personagens não são muito identificáveis, em O Porto Seguro, tanto Katie, quanto Alex e até mesmo as crianças são muito bem retratadas. A questão do passado que Katie esconde é tão nojenta e absurda quanto comum o que nos aproxima e nos faz torcer por eles. E está aí a grande diferença entre as duas obras. Neste livro, a gente percebe a escrita envolvente tão característica do autor, algo que senti falta na outra leitura.

Pretendo ver o filme assim que possível para fazer a tão esperada comparação. Já ouvi de tudo um pouco, mas gosto de poder opinar eu mesmo sobre o filme. Geralmente, não me decepciono com as adaptações cinematográficas dos livros desse meu autor favorito. E indico o livro para aqueles que curtem um bom romance com pitadas bem dramáticas de te revirar o estômago com a realidade.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

[Resenha] Mago: Mestre - Ramond E. Feist


A saga épica de Midkemia continua… Passaram-se três anos desde o terrível cerco a Crydee. Os três rapazes que eram os melhores amigos do mundo encontram-se agora a quilômetros de distância. Pug, um escravo dos Tsurani, está prestes a se tornar um dos maiores magos que já existiram. Tomas, um grande guerreiro entre os elfos, arrisca-se a perder sua humanidade para a armadura encantada que veste. Arutha, príncipe de Crydee, luta desesperadamente contra invasores e traidores para salvar seu reino. Mago Mestre é recheado de aventura, emoção e ameaças tão antigas quanto o próprio tempo. Com o segundo volume de A Saga do Mago, Raymond E. Feist volta a provar que é um dos maiores nomes da literatura fantástica na atualidade. 





Quatro anos se passaram desde os acontecimentos do primeiro livro, e a guerra entre tsuranis e os habitantes de Midkemia continua sem vencedores. Nesse meio tempo, Pug havia se tornado escravo e levado para o mundo atrás do portal, enquanto Tomas continuava a absorver os poderes da armadura branca e Arutha comandava os rumos da guerra e defendia Crydee. Então, esse segundo livro tem por objetivo mostrar de maneira alternada os acontecimentos em ambas as terras e em cada esfera principal. Através de Pug, aprendemos um pouco sobre esse povo de modos diferentes e vemos que algo interliga tanto Midkemia quanto Tsuruanni. Além disso, entendemos um pouco da história deles e de seus valores, e de certa forma, percebemos que são mais parecidos conosco do que esperamos no início do primeiro livro. Quando o foco é Tomas, aprendemos um pouco a respeito do passado dos elfos e dos povos que habitavam a Terra antes dos humanos e das chamadas Guerras do Caos, os valheru. Já com Arutha, vemos o mundo presente e as traições políticas que estão se desenvolvendo a toda no Reino.


Eu gostei ainda mais desse do que do primeiro, apesar dele ter mais conteúdo e mais informação do que Aprendiz. Ver a evolução de cada personagem é muito legal e continuar a jornada com eles é ainda mais interessante, já que agora estão todos mais velhos. Existem durante a histórias, grandes passagens de tempo que não são muito sentidas durante a leitura, o que é muito bom, pois mostra o quanto o texto é bem feito e a escrita fluida. Raymond E. Feist brinca um pouco que, as vezes, precisamos que pessoas venham de fora e nos apontem diretrizes em que possamos evoluir. Um fôlego novo e olhando de fora tem maneiras de perceber coisas que a gente vivenciando certos fatos não conseguimos.

Além disso, temos o encerramento da guerra com um final inesperado. Eu juro que não esperava o que aconteceu, ou as reviravoltas que ocorrem durante o livro, mas tudo é muito bem feito. O livro termina bem fechadinho e conosco nos apaixonando por outros personagens como Kasumi, Katala e Laurie. Apesar de tudo, e de todos os personagens terem amadurecido e ganhado o meu coração, Arutha e seu jeito meio sombrio continuou sendo o meu preferido. E para minha alegria, é o protagonista do próximo livro da Saga. Posso dizer que já estou ansiosíssima para o novo lançamento, que espero não demorar muito né?! rsrsrs

Super recomendo para quem leu o Mago: Aprendiz , que leia esse novo volume. Foi muito melhor e fluido, o texto é bem feito e a capa é magnífica! Pra você que ainda não leu o primeiro: Leia a resenha, clicando no nome do livro acima e compre o livro. Pra quem gosta de fantasia e do universo parecido com Senhor dos Anéis e O Hobbit, com certeza, amará a saga de Feist.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

[Resenha] Uma Curva na Estrada - Nicholas Sparks


A vida do subxerife Miles Ryan parecia ter chegado ao fim no dia em que sua esposa morreu. Missy tinha sido seu primeiro amor, a namorada de escola que se tornara a companheira de todos os momentos, a mulher sensual que se mostrara uma mãe carinhosa. Uma noite Missy saiu para correr e não voltou. Tinha sido atropelada numa rua perto de casa. As investigações da polícia nada revelaram. Para Miles, esse fato é duplamente doloroso: além de enfrentar o sofrimento de perder a esposa, ele se culpa por não ter descoberto o motorista que a atropelou e fugiu sem prestar socorro. Dois anos depois, ele ainda anseia levar o criminoso à justiça. É quando conhece Sarah Andrews. Professora de seu filho, Jonah, ela se mudou de Baltimore para New Bern na expectativa de refazer sua vida após o divórcio. Sarah logo percebe a tristeza nos olhos do aluno e, em seguida, nos do pai dele. Sarah e Miles começam a se aproximar e, em pouco tempo, estão rindo juntos e apaixonados. Mas nenhum dos dois tem ideia de que um segredo os une e os obrigará a tomar uma decisão difícil, que pode mudar suas vidas para sempre. Nesta obra, Nicholas Sparks escreve com incrível intensidade sobre as difíceis reviravoltas da vida e sua incomparável doçura. Um livro sobre as imperfeições do ser humano, os erros que todos cometemos e a alegria que experimentamos quando nos permitimos amar. 




De todos os livros do Sparks que eu já li, esse eu posso dizer que é o mais fraquinho deles. Não que eu esteja dizendo que não gostei de um livro desse autor - eu digo que, dele, eu leria até a listinha de supermercado - porém a história não me surpreendeu. Não me encantou. Não houve uma identificação com nenhum personagem. E isso é muito raro de acontecer quando leio os livros dele.

Miles é um viúvo de 30 anos subxerife de uma pequena cidade da Carolina do Norte e que ainda é obcecado pelas circunstâncias envolvendo a morte da esposa Missy, atropelada durante uma corrida numa rua perto de casa. Além de investigar por si só, querendo colocar atrás das grades o causador de todo mal a sua vida, ele também tem que cuidar de seu filho Jonah. Quando uma nova professora chega a escola e descobre que o pequeno garoto está com problemas sérios na escola, ela se dispõe a ajudar e acaba entrando na vida amorosa de Miles. Depois de um divórcio difícil, ambos encontram um no outro a alegria de refazer suas vidas. Porém, o passado ainda bate a porta deles e, após uma revelação bombástica sobre o causador do acidente, eles tem que se submeter a um processo de cura que apenas o tempo e o perdão poderão realizar.

A estrutura do livro tem um quê de interessante, alguns capítulos são opiniões diretas do causador do acidente e a história é contada por ele. Isso é uma boa tirada do autor que intercala a história dos dois protagonistas com a vivência da pessoa que causou a morte de Missy. Isso trabalha no efeito que Sparks queria que era mostrar que o vilão nem sempre é uma pessoa, mas a casualidade. Um conjunto de fatos que se desenrolam apesar do nosso não-querer e acabam gerando um acidente. Coisas que podem acontecer na vida de cada um de nós e que podem gerar grandes danos a todos os envolvidos, além de mostrar a reação que cada um de nós pode ter. Digo, por mim, eu sempre fui fria e até um pouco insensível nos acidentes de trânsito, mas quando fui eu a causadora, eu simplesmente desabei, chorei e fiquei hiper nervosa. A reação não é a que esperamos ou queremos as vezes. Esse lado humano e quase cotidiano é algo que me encanta na escrita de Nicholas Sparks. Ele tem o dom de descrever coisas que a gente vê o tempo todo e que somos suscetíveis a, de maneira natural.

Porém, as personagens principais não foram personalidades que me chamaram a atenção. Tiveram horas que eu tive vontade de entrar no livro e bater no Miles, por exemplo. Ao mesmo tempo que era carinhoso, ele era obsessivo, teimoso.  A Sarah era espontânea, porém certinha demais o que a deixou um pouco sem sal. Aliás, a história é previsível já que eu no início já tinha adivinhado quem seria o grande "criminoso" da história. E tive pena da pessoa. Mas não vou dar mais detalhes, porque se lendo já é previsível, imagina com spoilers. Não dá, né?! A personagem mais interessante e inteligente, por incrível que pareça, é o Jonah. A criança da história é o que mais te faz apegar ao livro, pois ele está descrito na medida. É por causa dele, que a história se desenrola, mas ele não tem uma enorme participação, porém quando participa é uma graça. Impossível não sorrir com ele.

Como eu disse antes, não é que o livro seja ruim. Não é. Mas, em comparação aos outros títulos do Nick (já li tantos que me sinto íntima kkkk), é fraco. Mas agradeço demais a Editora Arqueiro por tê-lo traduzido e aumentado o meu conhecimento nas obras maravilhosas do meu autor favorito.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

PRÊMIO BANG! 2014 - Editora Saída de Emergência



É com muito orgulho que anunciamos o PRÊMIO BANG! 2014.
Promovido pela Editora Saída de Emergência.

É o primeiro prêmio internacional de língua portuguesa da literatura fantástica.
Tem por objetivo revelar o George R. R. Martin, a J. K. Rowling ou o Stephen King da língua portuguesa e encontrar um romance inédito de fantasia, ficção científica, história alternativa, terror, realismo mágico, entre outros.

O que buscamos? Excelentes manuscritos.

O prêmio? 9.700 reais (3.000 euros) e a garantia de publicação nos dois lados do Atlântico: Brasil e Portugal.

Para concorrer, leiam o regulamento e inscrevam-se na página da revista Bang!: www.revistabang.com

Data limite: 24h do dia 6 de Julho de 2014

BOA SORTE, muita inspiração, e vamos mostrar ao mundo que a melhor literatura fantástica pode ser escrita em português.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

[Resenha] A Livraria 24 horas do Mr.Penumbra - Robin Sloan


A recessão econômica obriga Clay Jannon, um web-designer desempregado, a aceitar trabalho em uma livraria 24 horas. A livraria do Mr. Penumbra — um homenzinho estranho com cara de gnomo. Tão singular quanto seu proprietário é a livraria onde só um pequeno grupo de clientes aparece. E sempre que aparece é para se enfurnar, junto do proprietário, nos cantos mais obscuros da loja, e apreciar um misterioso conjunto de livros a que Clay Jannon foi proibido de ler. Mas Jannon é curioso…


Como resenhar esse livro sem spoilear???

Muito difícil.

Vou contar então uma experiência bem pessoal minha, como leitora, com relação a ele: Sabe quando o livro te chama atenção? Pois bem, esse foi o caso. Dentre todos os lançamentos da Editora Novo Conceito, nunca esperei tanto pela chegada do Correios quanto o momento que eu esperei por esse livrinho. Não me pergunte o por quê. Eu não sei o motivo para tal animação. Não sei se foi a capa que é estilosa mostrando como deveria ser a vitrine da Livraria em questão, ou se foi o nome do dono da livraria. Ou ainda se foi a sinopse que invoca a curiosidade. O que eu sei é que quando o livro chegou a minha casa, a leitura foi imediata. (apesar da resenha não... /va)

O livro é simples, a história é única, os personagens são reais e o público a quem é direcionado é o nerd. Ou seja, tem tudo pra dar certo comigo e foi o que aconteceu. No auge da minha nerdice e da minha paixão por literatura, "A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra" foi um encanto. Amei cada momento da leitura, cada reviravolta da história, cada grão conspirativo e a resolução final. Ou seja, eu curti tudo do livro. Absolutamente tudo. E demorei tanto para postar a resenha, porque eu não sabia como explicar o que havia me chamado mais atenção. Como explicar um livro que te ganhou, mas que não tem muita coisa de especial? Foi então que eu pensei: O que mais chama atenção nesse livro é a metalinguagem. Em todo momento, se percebe o quanto a história nada mais é do que falar dela mesma. É a paixão pela leitura que motiva o leitor, então por que não utilizá-la como motivação da história. Mesmo com toda a citação a tecnologia da Google, dos computadores, da engenharia a essência principal é o LIVRO e nossa paixão por ele. E como plano superficial, temos o web-designer Clay Jannon descobrindo, junto com os amigos melhores de vida que ele (porém tão nerds quanto), uma enorme seita literária em busca da imortalidade.

Eu pensava que o autor desse livro fosse um engenheiro da computação ou algo ligado a tecnologias pelo conhecimento de termos e questões que só alguém da área o teria. Na verdade, o escritor é ex-gerente de mídia do Twitter e antigo estrategista online da Current TV. De certa forma, não estava enganada. Porém, em uma matéria para o Folha de São Paulo, Sloan demonstra não ser tão aficcionado assim por tecnologia. Ele faz anotações em blocos de papéis e usa um modelo de celular antigo. E ainda disse que a tecnologia estava atrapalhando sua produção, portanto decidiu reduzir sua utilização. Engraçado ver isso acontecendo com alguém que trabalhou na área e que escrevia um livro citando os mais variados e modernos gadgets e softwares.

Apenas uma crítica: Não curti muito o fato de que tudo foi bem traduzido menos o "Mr.", teria ficado tão bom quanto se na tradução o mister tivesse virado Sr. Tipo, se existe como traduzir sem maiores problemas ou perdas, porque não o fazer? E foi isso que eu não curti tanto no livro. Achei que não precisava ter mantido isso que não foi só na capa, mas na história inteira. Um errinho de revisão...

Não sei se conseguir resumir ou resenhar a minha reação para com essa leitura. A verdade é que eu curti demais a leitura direcionada a todos os nerds que gostam de se divertir e, principalmente, àqueles que adoram um boa e bem-humorada leitura.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

[Resenha] Eu sou o número Quatro - Pittacus Lore


"Nove de nós vieram para cá. Somos parecidos com vocês. Falamos como vocês. Vivemos entre vocês. Mas não somos vocês. Temos poderes que vocês apenas sonham ter. Somos mais fortes e mais rápidos que qualquer coisa que já viram. Somos os super-heróis que vocês idolatram nos filmes e nos quadrinhos — mas somos reais. Nosso plano era crescer, treinar, ser mais poderosos e nos tornar apenas um, e então combatê-los. Mas eles nos encontraram antes. E começaram a nos caçar. Agora, todos nós estamos fugindo. O Número Um foi capturado na Malásia. O Número Dois, na Inglaterra. E o Número Três, no Quênia. Eu sou o Número Quatro. Eu sou o próximo.



"Eu sou o número quatro" é o primeiro volume de um saga chamada Os Legados de Lorien, publicados no Brasil pela editora Intrínseca. No total são quatro livros da saga narrada pelo ancião mais importante do planeta Lorien, Pittacus Lore (pseudônimo de James Frey e Jobie Hughes), sem contar quatro livros complementares, adicionais ou extras (como queiram chamar...) Todos os livros já foram lançados no Brasil sendo o mais recente "A Queda dos cinco".

Porém, deixando um pouco de lado a questão estrutural da saga, eu apenas comecei a ler a série recentemente, apesar de ter o livro desde a época do filme (que também não vi ainda! /va). Peguei o danado da minha estante depois de uma crise de abstinência por mais de Filhos do Éden e não dava muito pela leitura. Tudo começa pela morte do número Três, e aí nos é apresentado John Smith, nome adotado pelo protagonista - o número Quatro. Ele foi enviado a Terra com mais Oito crianças do planeta Lorien, como uma esperança ao seu planeta destruído pela raça dos Mogadorianos, que destroem os planetas por onde passam a fim de sanar sua necessidade de recursos naturais. Essas crianças são enviadas a Terra, cada um com seu protetor, a fim de desenvolver seus poderes (os chamados Legados) e poderem voltar ao planeta da onde vieram. O problema? Os vilões sugaram todo o planeta Lorien e rumaram para um novo: a Terra. E precisam matar cada um dos lorienos presentes a fim de não encontrar mais resistência. Porém, devido a uma magia loriena, os legados só poderão ser mortos na ordem de seus números. O que coloca John Smith na reta já que ele é o próximo da lista.

Apesar da enorme quantidade de informação que possivelmente ficou confusa por aqui (desculpe-me por isso), o livro é fino e começa de forma devagar explicando a mitologia da história e cada um dos personagens desse primeiro volume. Porém, não demora muito para o leitor se envolver na trama e começar a ficar nervoso pela sina dos lorienos. Eu confesso que eu terminei o livro em dois dias porque eu não conseguia largar o danado, precisando saber como ia terminar: Se o quatro escaparia, se os outros apareceriam e por aí vai. Como coloquei ele pode começar devagar, mas o ritmo vai aumentando e o final é explosivo. Confesso que uma lágrima queria descer dos meus olhos na reta final, mas estava em um estabelecimento público, então engoli a vontade e tentei terminar a história sem demonstrar emoção.

Foi uma grata surpresa que me fez ter vontade de ver o filme. Muitos falaram que a versão cinematográfica foi muito ruim e tal, o que eu até acredito, mas fiquei curiosa de saber como eles transpassaram a história para a telona. Além de ter a Dianna Agron diva, estrelando o que dá uma motivação a mais... Fica a dica para aqueles que curtem um bom livro com personagens bem criados e numa narrativa de perder o fôlego. Eu curti bastante!!!