"Meu mundo num blog - Séries, filmes, livros e reflexões minhas"

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"Você quer o mundo? Eu trago o mundo pra você"

citação do livro: A Máquina

"E que seja permanente essa vontade de ir além de tudo que me espera."

Caio Fernando de Abreu

Somos feitos da mesma matéria que nossos sonhos.

William Shakespeare

Quando os livros e as palavras haviam começado a significar não apenas alguma coisa, mas tudo?

A menina que roubava

” De que lhe adianta ter asas, se você não pode sentir o vento?

Filme Cidade dos Anjos

terça-feira, 19 de março de 2013

[Circuito Novo Conceito] Sonhe Mais


"Você saberia lidar com a partida da pessoa amada?

Esta pergunta é o tema central do livro de Jai Pausch, Sonhe mais. Muito bom, diga-se de passagem.

Sabe quem é ela? A viúva de Randy Pausch, o sujeito que tinha câncer no fígado, fez um discurso e escreveu um livro: A lição final. Sonhe mais é a versão dela, da esposa, sobre uma vida de paixão, amor e família. Mais incrível que o primeiro!

É tão provocante, mexe tanto com a gente que eu não consegui desgrudar do livro. Logo que comecei a ler tive raiva de Randy Pausch(!), o marido, fechei o exemplar e comecei a refletir. Mas aquele livro ao meu lado parece que me chamava, então iniciei a leitura novamente, de onde parei.

Três capítulos depois e eu estava com dó -- pena mesmo -- do Randy Pausch, afinal ele estava morrendo! Pensei: "acho que ele está certo, só pensando no melhor para a esposa e filhos", e continuei a ler.

Conforme Jai Pausch, a autora de Sonhe mais, escrevia e descrevia suas experiências -- que senti todas -- comecei a pensar que ela é quem estava errada, achei a mulher fria em certos momentos.

Pois fiz uma pausa e pensei novamente! Que loucura!

Mas o livro continuava a me provocar e lá fui eu, novamente, ler. Finalmente, percebi que Jai estava vulnerável, ela ia perder o marido de quem tanto gostava, mas tinha que continuar a vida, tinha que cuidar do doente e dos filhos ao mesmo tempo ( nada como uma mulher para fazer isso), e pensar no que aconteceria depois que Randy falecesse!

Como ela foi forte, como sofreu e como amou!

Na verdade, eles viveram um grande amor! E eu vivi um turbilhão de sentimentos!

Veja, já li livros intrigantes, emocionantes, mas que me provocasse sentimentos de compaixão, raiva, compreensão, amor, dó... tudo ao mesmo tempo, este foi o primeiro."

sexta-feira, 15 de março de 2013

Feios - Scott Westerfeld


Tally está prestes a completar 16 anos, e ela mal pode esperar. Não por sua carteira de motorista – mas para se tornar bonita. No mundo de Tally, seu aniversário de 16 anos traz uma operação que torna você de uma horripilante pessoa feia para uma maravilhosa pessoa linda e te leva para um paraíso de alta tecnologia onde seu único trabalho é se divertir muito. Em apenas algumas semanas Tally estará lá. Mas a nova amiga de Tally, Shay, não tem certeza se ela quer ser bonita. Ela prefere arriscar sua vida do lado de fora. Quando ela foge, Tally aprende sobre um lado totalmente novo do mundo dos bonitos – que não é tão bonito assim. As autoridades oferecem a Tally sua pior escolha: encontrar sua amiga e a entregar, ou nunca se transformar em uma pessoa bonita. A escolha de Tally faz sua vida mudar pra sempre.




Terminei de ler FEIOS, de autoria de Scott Westerfeld. Em meus caminhos pela blogosfera, vi que as resenhas sobre esse livro estavam tão positivas que decidi pegá-lo para ler. E ao contrário do que esperava, o livro acabou me decepcionando um pouco. Acho que esperava muito e ele não alcançou minhas expectativas. Mas vou tentar explicar melhor porque minha relação foi um pouco diferente.

A leitura é muito inteligente. Westerfeld criou um mundo futurista que consegue ser bem real, quando olhamos a nossa e percebemos que existem pessoas capazes de tudo para conseguir um determinado ideal de beleza. Um exemplo é a anorexia, ou aquelas operações para se tirar as costelas a fim de afinar a cintura. No mundo literário, a humanidade entrou em colapso, e fez surgir um governo forte que obrigava a população aos 16 anos a realizar uma operação para se tornar PERFEITA. Como assim?! Essa operação significava uma total modificação dos indivíduos com base num padrão comum. Nada de narizes grandes, olhos vesgos, magreza ou gordura excessiva. Tudo era simétrico e perfeito a fim de evitar conflitos. Além disso, o mundo desses perfeitos se resumia a curtir a vida. Poucos trabalhavam, os jovens bebiam e participavam de festas o tempo inteiro. Tudo era a maior diversão. Porém, antes de completar a idade limite para passar pela cirurgia, o indivíduo morava separado do restante e tinha um status: Ele era FEIO.

Todos sonhavam com o momento de simplesmente se tornar perfeito e deixar seus defeitos para trás. Tally não podia ser diferente! Iria completar 16 anos em apenas alguns meses e seu melhor e único amigo já havia realizado a cirurgia. É nesse momento que conhece Shay, uma adolescente diferente e um tanto rebelde que, ao contrário de todos, não queria operar. Queria viver como uma pessoa normal, feia, pelo resto da vida. Tally, obviamente, não compreende isso e quando sua amiga foge em busca de viver no meio de um grupo que viviam clandestinamente e feios, ela se vê enrascada. Tudo o que queria era se tornar perfeita e agora ela precisa realizar uma missão: Conhecer esse grupo e delatá-los a chefia de sua cidade.

A crítica é ácida com relação a essa alienação geral da sociedade com relação a beleza, a diversão exagerada e a transferência de poder e controle social. O autor também constrói uma demonstração de que nada é "preto no branco". Existem tons de cinzas em todas as nossas ações como ser humano, até mesmo, em questões como traição, redenção e culpa. Isso tudo pode ser visto através dos olhos e sentimentos de Tally. O problema que eu achei no livro é que eu não me identifiquei com a protagonista. Em nenhum momento, me senti ligada a ela. Nem quando ela quer ser perfeita, nem quando ela desiste e corre atrás da redenção, nem quando ela estava com David. Essa falta de ligação dificultou a leitura para mim.

Como se pode ver, o livro é ótimo! O plot, isto é, a ideia, é PERFEITO (fazendo aquele jogo de palavras)! O problema no livro foi algo muito particular meu e pode não se repetir com você. As críticas apresentadas são válidas e interessantes. Outra coisa que deixou a desejar, pra mim, foi a capa. Eu amo capas e elas devem ter algo que chame a atenção. No contexto geral, não me chamou a atenção. Passaria pelo livro e não haveria aquele "tcham" inicial. Ainda bem que existe a blogosfera rs

E você? Já leu? O que achou? Concorda ou discorda?

Gostaria de saber! Deixe um comentário com sua opinião do livro e da resenha! Ajude-nos a melhorar!

domingo, 10 de março de 2013

[Saga] A Mediadora - Meg Cabot



Essa será uma resenha um pouco diferente. Afinal, eu li seis livros de uma saga inteira em alguns dias. Então resolvi fazer uma resenha única de toda a série, tentando ao máximo simplesmente não dar spoilers arruinadores!

A sinopse da série é basicamente esse:

Suzannah é uma adolescente aparentemente comum que tem um problema com construções antigas. Não é para menos. Afinal, muitas dessas casas velhas são assombradas. E Suzannah é uma mediadora, uma pessoa capaz de ver e falar com fantasmas para ajudá-los a descansar em paz. É claro que esse dom lhe traz muitos problemas. Mas nem ela poderia saber a gravidade do que encontraria ao mudar-se para Califórnia.

Pois então, Suzannah - ou Suze, para os que já se consideram íntimos - consegue falar com os mortos. Não só falar, na verdade. Para os mediadores, os fantasmas tinham matéria, sendo que eles podiam vê-lo, tocá-los e até "dá um chute na bunda deles" como Suze explicava. E quando ela tem de se mudar para uma nova casa na Califórnia, ela acaba encontrando um fantasma de um garoto de 20 anos que morreu naquele quarto há 150 anos atrás. O problema era que ele simplesmente não queria ir para a luz e nem estava acostumado a ter pessoas que o viam e percebiam a sua existência.

Como se poderia esperar, Suzannah e Jesse se apaixonam um pelo outro. Não no primeiro livro, mas de uma maneira gradativa e deliciosa de se ler. Porém, você pode estar pensando: Mas ele é um fantasma!!! Justo! Eu pensei assim quando li a sinopse pela primeira vez, contudo quando você conhece os dois personagens criados por Cabot é imperativo você começar a torcer por eles e amá-los como se eles fizessem parte da sua vida a muito tempo. Ambos são personagens muito reais e esse é o maior mérito da autora de Diário de Princesa, Suzannah é a típica garota adolescente do século XXI, embora seu dom a tenha tornado um pouco amarga e irritadiça no início. Ela é forte e corajosa, ao mesmo tempo que não tem nenhum papo na língua, e ser estourada demais. Sempre que pode a protagonista parte pra violência, o que chega a ser engraçado na maior parte das vezes. Jesse é o oposto perfeito, ele era um garoto pacato de uma outra época em que mulheres não usavam calças e tudo ainda era decidido pelos pais. É gentil e brincalhão e capaz de arriscar sua vida - ou melhor sua alma - para proteger a pessoa menos conhecida que fosse. Seu defeito é uma determinada insegurança que sente, e com toda razão, a respeito de seus sentimentos. Algo que ele simplesmente não poderia sentir e que acaba trazendo problemas.

Apesar do relacionamento deles ser o eixo principal que liga todos os livros - e é lindo demais, por sinal - alguns outros personagens são simplesmente tão maravilhosos como eles dois. No núcleo familiar temos o padrasto Andy, carpiteiro e apresentador de um programa de TV com dotes culinários, a mãe de Suze - que vive dando aqueles momentos de vergonha alheia que só as mães conseguem fazer com os filhos adolescentes (e adultos); Os meio-irmãos de Suzannah: Brad, Jake e David - vulgarmente chamados de Dunga, Soneca e Mestre. David, o meio-irmão caçula de Suze, é quase um capítulo a parte de tão fofo e nerd! Além desse núcleo, temos o Padre Dominic, diretor do colégio que compartilha do mesmo dom de mediação, e os amigos da protagonista Cee Cee e Adam que são uma comédia e que nos fazem ter vontade de tê-los como amigo também!

A partir do terceiro livro, conhecemos um novo personagem: Paul Slater. Que vai ser essencial para a história e para o desfecho completamente impressionante da saga. Eu simplesmente não imaginava como Meg Cabot solucionaria o problema do casal e ela não me desapontou em nenhum momento! Os meus livros favoritos dos seis é A hora mais sombria, seguido por Crepúsculo (não é o da Meyer), pois eu adoro aquele estilo mais angst, que deixa você com o coração em pedaços durante parte da história. Sou meio sadomasoquista emocional com casais, fazer o quê?

Os livros são consideravelmente pequenos - aproximadamente 200 páginas cada um - e com uma linguagem muito fácil e fluida de se ler. Eu li um livro, um livro e meio por dia, o que até para os meus padrões de leitura é muito rápido, considerando que já voltei a trabalhar. E conforme você vai avançando, simplesmente não consegue largar o livro. É estilo de menina, mas é tão gostoso que digo: LEIAM!!! Vale muito a pena!

Aliás, a sequência certinha dos livros é: 1) Terra das Sombras 2) Arcano Nove 3) Reunião 4) A hora mais sombria 5) Assombrado 6) Crepúsculo

sábado, 9 de março de 2013

Filhos do Eden - Herdeiros de Atlântida (Resenha)



"Há sentimentos mais fortes que a dor e a perda, pelos quais vale a pena viver"


Há uma guerra no céu, as legiões fiéis a Miguel, o Príncipe dos Anjos, se digladiam contra as forças de Gabriel, o Mestre do Fogo, transformando as regiões celestes num verdadeiro campo de batalha. Foi contudo decretado um armistício na terra, uma paz frágil prestes a cair. É nesse contexto que Urakin e Levih, integrantes do exército rebelde, vão ao mundo dos homens numa missão de resgate, o objetivo é encontrar e dar continuidade a missão de Kaira, uma capitão das tropas de Gabriel, desaparecida há dois anos. Ao encontrar Kaira no entanto logo perceberam que ela não possuia memórias de sua natureza celeste, mas vivia como uma humana comum. Envolvidos numa conspiração capaz de por em risco o equilíbrio das forças, eles terão descobrir uma maneira de reaver as lembranças da Ishin, e por fim fazer o necessário para impedir os planos maléficos de Andril, um arconte de Miguel.

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Eu já havia falado antes aqui sobre o livro "A Batalha do Apocalipse" de Eduardo Spohr, nesse caso, para quem leu a obra, vai ter a chance de continuar vivendo as aventuras do universo criado pelo autor no livro anterior, contudo, "Filhos do Éden" não é sequência direta de "A Batalha do Apocalipse", mas sim uma expansão, pra falar a verdade a história passada nessa série ocorre antes dos acontecimentos vividos por Ablon no fim dos tempos. Os personagens também mudaram, você acompanhará a jornada de Kaira, Urakin, Levih e Denyel, o exilado. A história em sim também toma outra forma, em vez de estar focada num grande evento, ela nos traz um história mais intimista e de menor escala e ao contrário do que se pensa, ela é ainda mais dinâmica do que o livro "A Batalha do Apocalipse", mantendo um ritmo capaz de te manter grudado as páginas sem parar por nada.  Sobre os personagens, eles também foram construídos de maneira diferente, são mais humanizados, cheios de dilemas e falhas que ajudam a nos identificarmos com eles, ao contrário de Ablon e outros da primeira obra, que muitas vezes parecem perfeitos demais, assim como o Superman, todo certinho e poderosíssimo. 

Minha opinião é que Filhos do Éden consegue ser melhor que o livro anterior, apesar de possuir uma escala menos épica, mas ao jeito que o autor trata os personagens e  a resolução de seus dilemas é muito mais pessoal e profunda. Temos Kaira, uma celestial presa a vivência humana e incapaz de usar plenamente seus poderes, assim como se livrar dos sentimentos relacionados a carne, há também Denyel, um sujeito que faz o tipo de Anti-Herói, sujo e cafajeste, acusado pelos membros de sua própria casta de perdido sua honra. Alias, esses dois personagens formam o casal da história, e possuem uma relação muito bem trabalhada, complicada e divertida, estão sempre discutindo, Denyel é cheio de vícios humanos e demonstra uma personalidade amarga, própria das pessoas que já viram e fizeram muitas coisas ruins na vida, ainda assim ostenta um heroísmo sem igual, já Kaira, é valente e cheia de princípios e muitas vezes isso faz com que entrem em conflito, isso dá uma riqueza ao casal, que apesar de não tão original, funciona muito bem. A ação também é muito mais frequente, sem exagero, e os flashbacks não quebram o ritmo da narrativa, o que ocorre no "A Batalha do Apocalipse".

Se vale a pena??? Sim, vale muito! Eduardo expande o universo de sua obra de maneira magistral, e a trama também mantém a qualidade. Leiam Filhos do Éden! 


Por Lohan Nobre 

sexta-feira, 1 de março de 2013

Novidades da Novo Conceito MAR/2013

Não leia este artigo. Deixe de ser curioso!

Não aguentou?

Eu sabia!

Imaginar o que vem pela frente é algo que está cravado em sua mente. E quem disser que não é curioso está mentindo. Seu organismo, e mais especificamente, o seu cérebro se ativa quando há uma possibilidade, mesmo que remota, de você saber como será o seu futuro. Não é à toa que procuramos cartomantes, numerólogos, tarólogos e uma pá de profissionais para nos dizer o que vai acontecer daqui pra frente.

Você imagina o motivo disso? Não? É que seu cérebro é primitivo, isto é, ele trabalha da mesma maneira como fazia há cem mil anos, quando éramos caçadores e coletores. Nesta época, saber o que ia acontecer, quando acharia caça, quando comeria ou mesmo identificar onde estaria escondido o predador ou o inimigo, era fundamental para a sobrevivência. Quanto mais curioso, mais adaptado e mais sortudo... Portanto, a curiosidade é uma característica da evolução.

Pois esta curiosidade em antecipar os acontecimentos nos acompanha até hoje. Em nome desta faceta cerebral você faz coisas bem malucas como: pedir para alguém olhar as estrelas e prever o resto da sua vida; implorar a uma desconhecida para ver nas cartas se você conquistará seu amor; jogar umas conchinhas na peneira pra descobrir se seu objeto do desejo vai largar daquela pessoa nada a ver e correr atrás de você... Você é assim porque isto é natural, instintivo. Não é maluquice, não!

Até os empresários fazem isso. Eles usam profissionais que são tipo uns futurólogos para prever como o mercado vai evoluir; se o consumo vai aumentar ou não; se vão surgir outras empresas no mesmo ramo e tudo o que puder e estiver ao seu alcance para ver longe e prever o sucesso.

Olhe só, os profetas também fazem isto! Tentando definir o futuro lançam profecias que mudam a vida das pessoas - daquelas que acreditam, pelo menos.

Agora que você já entendeu do que estamos falando, aqui vai a minha pergunta: O QUE VOCÊ FARIA SE SOUBESSE O QUE VAI ACONTECER AMANHÃ?

Já imaginou?

A Editora Novo Conceito achou um livro bem bacana que fala exatamente disso, e ainda separou um capítulo para que você leia gratuitamente. Faça o download através deste link: Primeiro capítulo

Não sabe como ler um e-book? Clique e descubra como: O que é um ebook?

Super vale a pena conhecer!!! Ler o primeiro capítulo de um livro é uma boa forma de conhecer se o trabalho vale a pena ou não!

Então não perca a chance!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O Herói Perdido - Rick Riordan



Depois de salvar o Olimpo do maligno titã Cronos, Percy Jackson e seus amigos trabalharam duro para reconstruir seu mais querido refúgio, o Acampamento Meio-Sangue. É lá que a próxima geração de semideuses terá de se preparar para enfrentar uma nova e aterrorizante profecia. Uma mensagem que pode se referir a qualquer um deles: "Sete meios-sangues responderão ao chamado. Em tempestade ou fogo, o mundo terá acabado. Um juramento a manter com um alento final, E inimigos com armas às Portas da Morte afinal." Os campistas seguirão firmes na inevitável jornada, mas, para sobreviver, precisarão contar com a ajuda de alguns heróis, digamos, um pouco mais experientes — semideuses dos quais todos já ouvimos falar... e muito.



Todo fã de saga tem medo quando após o término perfeito de uma, o autor decide escrever uma continuação. É fato que nós como leitores ficamos divididos com relação ao assunto: De um lado, pulamos de alegria e comemoração! Afinal, MAIS LIVROS e MAIS TEMPO com seus personagens favoritos. Por outro lado, fica aquele medo da história se perder no sucesso e acabar decepcionando.

Quando eu vi que a saga do Percy Jackson teria uma continuação, a sensação foi exatamente essa descrita acima. Alegria e receio misturados de tão forma que demorei a pegá-los para ler. Finalmente, nesse carnaval (que foi mega produtivo literariamente), eu comecei e fiquei completamente viciada, surtada, e, como não?, aliviada. Em nenhum momento, Riordan desaponta seus fãs, nem quando ao começarmos a leitura percebemos que Percy está desaparecido e somos apresentados a novos semideuses.

Jason acorda desmemoriado em pleno Grand Canyon. Ele não consegue lembrar de absolutamente nada e muito menos de ter um grande melhor amigo hiperativo, Leo, e de ter uma namorada, Piper. Nesse passeio, demônios atacam e a declaração de que eles são semideuses, não causa nenhum estranhamento em Jason que tem poderes grandes para um novato. Sabemos que sua memória foi roubada e para reavê-la e salvar a deusa Hera - mulher de Zeus - e o Olimpo, devem ir numa missão arriscada contra uma força muito mais poderosa que os Titãs da saga passada.

Várias novidades surgem nesse novo capítulo da história dos Olimpianos. Primeiro que temos por protagonista uma filha de Afrodite - Piper - e um filho de Hefesto - Leo. Além disso, somos apresentados a mitologia romana, quando descobrimos que Jason é filho de Júpiter - versão romana de Zeus. Riordan escreve com absoluta clareza a ligação entre as mitologias e principalmente as diferenças entre cada uma divindade e povo. Também descobrimos que gregos e romanos tem uma inimizade natural que deve ser posta abaixo para salvar o mundo.

A linguagem utilizada continua sendo de fácil acesso. Só que, dessa vez, cada capítulo é um POV (ponto-de-vista) de um semideus em questão, uma sacada maravilhosa que nos aproxima ainda mais das personagens criadas por Riordan. O Leo é o consenso entre os fãs, como o personagem mais legal já criado - depois do próprio Percy, porém para mim, a identificação foi imediata com a Piper. Jason divide opiniões por seu senso de liderança. Nessa aventura, novos deuses são apresentados aos leitores como Bóreas, Quione e Éolo, além de outros personagens mitológicos famosos como o Rei Midas.

O livro é uma delícia de se ler. Super recomendo a todos de todas as idades. Vale a pena!!!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Cidade das Cinzas - Cassandra Clare


Clary Fray só queria que sua vida voltasse ao normal. Mas o que é “normal” quando você é uma Caçadora de Sombras assassina de demônios, sua mãe está em um coma magicamente induzido e você de repente descobre que criaturas como lobisomens, vampiros e fadas realmente existem? Se Clary deixasse o mundo dos Caçadores de Sombras para trás, isso significaria mais tempo com o melhor amigo, Simon, que está se tornando mais do que só isso. Mas o mundo dos Caçadores não está disposto a abrir mão de Clary — especialmente o belo e irritante Jace, que por acaso ela descobriu ser seu irmão. E a única chance de salvar a mãe dos dois parece ser encontrar o perverso ex-Caçador de Sombras Valentim, que com certeza é louco, mau... e também o pai de Clary e Jace. Para complicar ainda mais, alguém na cidade de Nova York está matando jovens do Submundo. Será que Valentim está por trás dessas mortes? E se sim, qual é o seu objetivo? Quando o segundo dos Instrumentos Mortais, a Espada da Alma, é roubada, a aterrorizante Inquisidora chega ao Instituto para investigar — e suas suspeitas caem diretamente sobre Jace. Como Clary pode impedir os planos malignos de Valentim se Jace está disposto a trair tudo aquilo em que acredita para ajudar o pai? Nessa sequência de tirar o fôlego da série Os Instrumentos Mortais, Cassandra Clare atrai os leitores de volta para o lado mais obscuro do submundo de Nova York, onde amar nunca é seguro e o poder se torna a mais mortal das tentações.



A continuação de Cidade dos Ossos foi simplesmente perfeita. Não existe outro adjetivo possível para esse livro. Li em apenas dois dias e demorei tanto assim porque comecei pela internet, depois uma amiga me emprestou até o meu chegar... A saga em si é sensacional e esse momento intermediário da trilogia foi escrito de maneira clara como a primeira e com muita ação. Nenhum aspecto foi ignorado. Tem momentos cômicos, tem romance e tem aqueles momentos que te deixam sem ar e sem poder parar.

A história continua alguns dias depois dos últimos eventos do primeiro livro. Valentim havia fugido com o Cálice Mortal e não querendo apenas isso, volta em busca do segundo Instrumento Mortal – A Espada da Alma – que além de certificar que o Nephilim diz a verdade é capaz de invocar inúmeros demônios para a dimensão do real. Além disso, o vilão transforma a vida de Clary e Jace num inferno sem fim, afinal a circunstância de filhos de Valentim não é uma marca agradável e o fato de serem irmãos transforma a paixão dos dois em algo impossível de acontecer.

Um novo personagem é introduzido na trama: a Inquisidora. Uma Nephilim que teve a vida arruinada durante a Ascensão, quando seu filho foi morto por lutar pelo Ciclo e sua nora grávida se matou de infelicidade. O ódio que essa senhora tem de Valentim é intenso e a transforma em alguém implacável e gélida ao lidar com a suspeita de que Jace havia ajudado o pai durante todos esses anos e que estaria apoiando sua luta contra a Clave. É uma personagem que te dá ódio no decorrer de todo o livro e que, ao mesmo tempo, te dá pena por conseguir entender o motivo de tanta raiva.

Cassandra Clare escreve de uma forma interessante. Ela consegue descrever os momentos de luta com habilidade, e também consegue expressar os sentimentos de cada personagem intensamente. Na literatura estrangeira, poluída por 50 tons de cinza, a autora cria um casal de muita profundidade. Você é quase forçado a aceitar o incesto tamanha pureza e grandiosidade do sentimento que os une. E a direção que ela toma é arriscada, contudo Clare sai bem sucedida ao criar também um ship gay – Alec e Magnus – de forma sutil e bem delicada. Sem forçar barra.

Super indico essa leitura para qualquer pessoa de qualquer idade.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Devil May Cry



Devil May Cry, esse nome lhe faz lembrar de um sujeito de cabelos brancos e sobretudo vermelho com um inexplicável vício por pizza e sunday de morango. Contudo, não dessa vez. O reboot da franquia do caçador de demônios causou muita polêmica, trazendo um Dante  de cabelos negros e visual punk completamente diferente do Dante que conhecíamos, mas essa não é a única mudança que o game apresenta... Mas vamos falar sobre isso depois.

Com essa nova roupagem a trama em si também é completamente nova. Tudo começa quando Mundus e Sparda, dois demônios poderosíssimos se estabelecem na terra com o plano de controlar o mundo e escravizar a raça humana. Sparda, contudo, se apaixona por uma mulher-anjo e juntos acabam tendo dois filhos... Dante e Vergil, dois Nephillins, os únicos seres capazes de derrotar o rei demônio, e também tio deles. No entanto, Dante desconhece seu passado, sua infância, assim como a existência de seu irmão, mas ele não é o único a não saber sobre Vergil, Mundus também acredita ser Dante o único Nephillim com quem deve se preocupar.

Neste reboot tão controverso, Dante possui o visual diferente, mas não só isso, ele tem uma personalidade diferente também, o novo Dante é mais rebelde e selvagem, vivendo sem regras, tentando não enlouquecer, por isso se afoga nas bebidas e na lascívia lutando contra si mesmo, contra sua natureza e contra demônios que o caçam pela terra.

Minha opinião sobre isso é: gostei demais... Essa nova roupagem traz um Dante mais humano (apesar da natureza anjo-demônio, diferente do antigo Dante, que era metade homem, metade demônio.), sendo o protagonista uma metáfora que representa os humanos. Todos temos um lado mal e outro bondoso, cabe a nós decidir qual lado seguir, assim como Dante. As soluções arrumadas pela personagem para enfrentar a vida são também parecidas com algumas que certos homens e mulheres tomam, decisões erradas, porém a todos é dado a chance de lutar contra isso, a chance de redenção. Essa natureza extremamente humana da personagem é um fator importante para criar um elo entre o jogador e o protagonista, fator essencial pra fazer um jogo cair no gosto do público.

Outra coisa muito importante é a jogabilidade, e isso Devil May Cry tem e muito. A sua disposição está um verdadeiro arsenal, nele você pode encontrar desde Espadas, Machados à Pistolas. Logo você pode combinar vários golpes de inúmeras armas, criando várias sequências distintas que podem destruir seus oponentes. Você tem que ser esperto pra criar essas combinações, pois cada inimigo reage de maneira diferente, tem habilidades diferentes... Existem inimigos que só sofrem sobre ataque de armas de fogo, outros, sobre armas de gelo, e muitos vezes esses dois tipos de monstros diferentes aparecem ao mesmo tempo fazendo-o ter que se virar nos trinta pra poder destruí-los!

Além das lutas também há o cenário que lhe impõe vários desafios para cruzá-lo, suas armas também servem para se mover pelo ambiente,  servindo de gancho entre outras coisas.

Acho que já falei o suficiente sobre o jogo, pincelando as principais característica e dando uma sinopse a respeito da história. Agora vocês devem decidir se vale a pena ou não jogar esse título de sucesso.

Por Lohan Nobre 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A Batalha do Apocalipse - Eduardo Spohr


"A espada não vive sem o querubim e o querubim não vive sem espada"


Após a criação do Universo, Deus se retirou para o Monte Tsafon e lá repousou, esse longo período que dura até os dias de hoje foi chamado de "O Sétimo Dia", na ausência do Altíssimo fica a cargo dos Arcanjos guiar a humanidade e governarem no céu até que chegue o dia do ajuste de contas quando Deus despertará para julgar os ímpios e recompensar os justos, o dia do Apocalipse.

Contudo, Miguel, o Principe dos Anjos, movido por inveja e odio pela humanidade orquestra inúmeros massacres contra os mortais na intenção de aniquilá-los. Indignado e movido pela honra, Ablon, o Primeiro General se rebela contra os atos genocidas de seu monarca, iniciando a primeira insurreição no palco celeste, mas, ao confiar na Estrela da Manhã, Lúcifer, fora traído e teve sua rebelião delatada, assim Ablon e seus seguidores foram banidos, amaldiçoados a vagar pela Terra até que tenha chegado o fim dos tempos...



***

Olá pessoal, estou outra vez aqui trazendo mais um pouco da cultura nerd, então agora que já leram a sinopse queria dar minha opinião a respeito dessa obra que já é um sucesso de vendas, a bola da vez é "A Batalha do Apocalipse", e quero deixar claro que ainda não terminei de ler o livro e nem se eu quisesse poderia deixar algum spoiler escapar, então vamos lá!

O livro é de autoria de Eduardo Spohr, sim, é um brasileiro... Não se surprenda nem sucumba ao ceticismo, é uma obra de fantasia sem igual entre os livros nacionais, nela acompanharemos desde a queda de Lúcifer ao Dia do Juízo Final (e não é o juízo que a mamãe manda ter no carnaval), levando uma temática religiosa ele aborda seres que sempre causam curiosidade em nós, mesmo naqueles que não acreditam, os Anjos e Demônios (não lembrou o livro não né?kkkk), então prosseguindo... A história narrada leva você a muitos lugares históricos como a Babilônia, a Muralha da China, entre outras localidades super interessantes, tudo isso seguindo os passos de Ablon, o renegado, que por sua vez é personagem de peso, apesar de sua estrutura imutável explicada por ele mesmo, o Primeiro General é um Querubim, casta de anjos guerreiros, e ao contrário dos homens que possuem livre-arbítrio ele está fadado a seguir sua natureza, os princípios e instintos de um soldado, que tornam ele um herói sem igual. Outra característica do livro é a presença de um estilo que lembra rpg (um tipo de game) ou mesmo animes, isso torna tudo mais épico ainda, e pode-se esperar lutas cinematográficas de ponta.

Acho que já falei o suficiente para vocês terem uma idéia do que os espera caso tenha vontade de ler essa obra... Se vale a pena? Muitíssimo! 

Por Lohan Nobre


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Cidade dos Ossos - Cassandra Clare


Um mundo oculto está prestes a ser revelado... Quando Clary decide ir a Nova York se divertir numa discoteca, nunca poderia imaginar que testemunharia um assassinato - muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela. Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer... Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a libertar a terra de demônios, os Caçadores das Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria.



Um dos livros que mais me surtaram nos últimos tempos. Sério que eu não vi nenhuma resenha na net antes de ler o danado, mas sabia que várias pessoas tinham lido e gostado muito. O Lenon (que escreve sobre seriados aqui no blog) foi um que tinha falado comigo que estava doido pra ler e aguçou a minha curiosidade. Depois disso eu vi o livro pessoalmente e ele me encantou pela capa LINDA e cheia de efeitos, mas o preço não estava lá muito camarada e acabei deixando pra depois. Finalmente, depois de mais de um ano na minha listinha de "Desejado" do Skoob, eu finalmente consegui o danado, mas ainda demorou um pouco para eu pegá-lo pra ler efetivamente.

Vocês não tem noção do quanto eu me arrependo de ter demorado tanto a lê-lo.

Clary é uma garota ruiva comum em Nova York que decide curtir uma balada na companhia de um amigo nerd que é apaixonado por ela. Então, ela presencia um assassinato e descobre que somente ela podia ver os assassinos. Esses se dizem do bem e começam a contar uma história envolvendo demônios entre outras coisas. Acrescente a essa mistura o desaparecimento suspeito de sua mãe, e a sua quase morte provocada por um demônio para que Clary se veja inserida em um mundo completamente novo. Ela descobre ser uma Nephilim ou uma Caçadora das Sombra, entidade criada para proteger os mundanos, humanos normais, da influência e poder dos demônios. Eles são como os fiscais da Lei que rege a sociedade dos próprios Nephilins, e as criaturas do Submundo como vampiros, lobisomens, entre outras espécies.

Então, segredos do passado sombrio de sua mãe e do amigo dela, Luke - que foi como um pai para Clary durante sua infância, começam a surgir, junto com a certeza de que ela tem que encontrar sua mãe antes que Valentim - o grande inimigo e vilão da história - consiga colocar as mãos em um objeto precioso e capaz de quebrar todo o equilíbrio entre os mundos e ainda colocar os mundanos em perigo: o Cálice Mortal.

Qualquer semelhança com Harry Potter não é mera coincidência. Apesar dos defensores da autonomia da Saga Instrumentos Mortais e daqueles que acham disparate comparar uma obra com a outra (eu sou uma dessas até!), as similaridades são tantas que é impossível não perceber a enorme influência da J.K. Rowling na obra. O que era trouxa em HP, se torna Mundano em IM. Hogwarts, como a escola de magia, se torna o Instituto. Até mesmo o vilão é alguém que se julgava morto e de impossível retorno como Voldemort, e que podia causar pavor nas pessoas no simples pronunciar do seu nome (Apesar de Valentim ser considerado bonito e não um ser sem nariz hehe). Reparando nas semelhanças, descobri em minhas pesquisas que Cassandra Clare era, como eu, escritora de fanfics! Não de qualquer fandom, porém de Harry Potter! Fiquei imensamente feliz por uma escritora de uma arte tão desprezada pela academia e pelos críticos ter conseguido não só um grande sucesso (50 tons de cinza também foi...), mas de uma qualidade muito interessante. A escrita é fácil e fluida, os personagens são bem construídos e a história te prende.

O meu grande preferido é o Jace Wayland, um dos assassinos na boate. Ele é aquele cara no maior estilo bad boy: arrogante, sarcástico, esnobe e lindo! É impossível você não se apaixonar por ele! Ele propicia as cenas mais legais, as mais lindas e as que mais dão vontade de sentar e chorar uma vida durante a leitura. O triste é que eu estou tão ansiosa para continuar a leitura da saga, mas não consigo achar em lugar algum o segundo livro da série! Porém, como ter amigos é algo muito bom, uma amiga vai me emprestar o livro e eu vou sentar feliz e contente pra ler!!!

Logo, após toda esse festival de rasgação de seda pela obra da Cassandra Clare é lógico que eu estou indicando o livro para todos que gostam de Harry Potter e todos que gostam de um bom romance, e de livros de aventuras! Nada é subestimado aqui! O livro é ótimo! Devorei 300 páginas sem sentir e num dia que eu estava doente e cansada, pra vocês verem!