segunda-feira, 18 de abril de 2016

[REVIEW] Batman x Superman: A origem da justiça


Fui assistir um dos filmes mais esperados do ano e envolvido em várias polêmicas: a crítica detona, os fãs aplaudem, alguns torcem o nariz. A minha opinião é de alguém que curte o tema, não é muito fã das HQs mas conhece as histórias. Não sou especialista, sou apenas uma pequena nerd que adora super heróis.
Eu não entendi as críticas especializadas do filme. Digo isso porque o filme é bom. O meu maior medo foi deles não construírem a história do ódio entre os heróis de forma plausível. Alguns disseram que não foi bem explicado... Para mim, explicar o problema entre os dois mais do que foi feito é impossível.
Outro medo que eu tive foi do Ben Affleck. Eu gosto dele, sempre gostei! Eu gostei de Demolidor (#mejulguem)! Mas a gente acabou de ter O Batman que foi o do Christian Bale, trazer outro em tão pouco tempo era arriscado demais. Eles acertaram. Aí vem a crítica que eu li: "ele mantém a mesma expressão o filme inteiro!" vc já viu o Batman com outra expressão no desenho? Na HQ? O Batman é sombrio, beirando a crueldade! Esqueçam aqueles Batmans do seriado, do Michael Keaton, do Val Kilmer, ou do Clooney, vamos pro original. O Batman é tudo menos bonzinho. Se olharmos friamente, em alguns momentos, ele é tão vilão quanto os que ele combate. O Morcego de Affleck traz esse antiherói com muitas sombras, inteligente, com recursos e traz uma novidade: ele é um Batman maduro. Não é aquele começando a enfrentar seus vilões, mas é aquele que já perdeu pessoas, passou 20 anos lutando contra coringa, entre outros (referências, meus amigos), e está mais cansado e cruel. Isso foi genial! E o Ben (intimidade! RS) brilhou no que foi proposto.
Algo muito bom que percebi foi o Superman sendo questionado. Nunca vimos isso em outras películas do herói. A sociedade não era unânime, tinha medo de um cara que se 'virasse a chave' um dia, destruiria tudo rapidamente. Outra novidade é esse contexto atual. Somos mais desconfiados, medrosos do que as gerações anteriores. E isso reflete no Homem de Aço que se torna inseguro com tantas perturbações a sua fama. Algo não visto antes, porque nunca foi explorado antes. Ponto pro filme.
Outro acerto gigante foi a Mulher Maravilha! Roubou a cena total! Botou os dois do título de coadjuvante! Gal brilhou demais! #momentofangirl
Problemas:
- o filme é longo demais! Pra mim, esse também foi um problema do Cavaleiro das trevas, segundo de Bale. Muita história pra uma mesma película, tem hora que vc cansa. Podia ter dividido ou feito como a Marvel, histórias individuais antes pra explicar a junção.
- fizeram tanto alarde do Mamoa no filme e ele aparece em 6 segundos? Sério? Até poster teve do Acquaman pra aquilo? Pelamor!
- Se o ódio foi bem explicado até a luta, não se pode dizer que a solução para a amizade surgir foi boa. Foi forçado... Eu tinha brincado antes do filme com marido e quando vimos o filme tcharam! Foi muito tosco.

Como eu disse antes, essa é uma opinião de alguém que curte cinema e assuntos nerds. Eu gostei do filme, das cenas de ação, dos efeitos especiais e da história. Estou louca para ver os filmes solos para entender mais o que houve antes do embate. E mais doida ainda pelo filme da Liga! Vale muito a pena o dinheiro do ingresso.

sábado, 26 de março de 2016

[Review] Deuses do Egito


O filme trata da história de Bec, um jovem sem recursos, em um Egito ancestral e dominado pelos deuses e espíritos mitológicos, que vive um grande amor. Toda a sua vida muda, quando o deus Set mata Osíris e toma o reino transformando a sociedade num caos em busca da imortalidade e do poder absoluto. Bec então parte numa jornada de aventura junto ao deus Hórus para tentar reverter a situação.
A sensação que tive ao assistir foi de estar vendo Fúria de titãs só que na mitologia egípcia. A diferença é que a mitologia grega é bem conhecida enquanto a egípcia está sendo disseminada apenas agora com romances de Rick Riordan, e a novela cinematográfica da record Os Dez Mandamentos. Então, apesar de saber das críticas ao mal uso dos mitos, não posso oferecer muito já que não tenho mto conhecimento a respeito.
Porém, acho exagerada a principal crítica ao filme a respeito da brancura das personagens. Canso de ver opiniões na internet dizendo que deveria haver mais negros porque o Egito fica na África e tal. Discordo e explico o porquê: apesar do Egito ficar no continente africano, os egípcios nunca foram negros. Os reinos negros eram da Núbia, e Cuxe, entre outras tribos mais ao sul. No lugar em questão, poderia haver morenos, mas não negros! Tudo bem que o Lannister de Game of Thrones e o Gerard Butler - eterno Leônidas de Esparta - estão longe de serem morenos, mas foram bem maquiados e cumpriram muitíssimo bem o seu papel. Quer falar de racismo no cinema, pode falar do Oscar dos dois últimos anos, mas não desse filme.
A película em questão cumpre o seu papel de entreter, fazer passar a hora e divertir. As cenas de ação e luta são super legais e os efeitos muito bem feitos. Vi em 3D e gostei, embora não tendo a sensação de que minha experiência foi mto superior a quem viu normalmente. Indico àqueles que querem se divertir, esquecer os problemas e se iniciar na mitologia egípcia. Se quiser filme cerebral passe longe dele.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

A Maternidade em minha vida


Muitos dizem que nenhuma mulher está realmente completa se não tiver um filho. Você também ouve que sentirá um amor tão grande e profundo como nunca sentiu e nunca sentirá por nada e ninguém. Ouço e leio por aí, que existem mulheres que não querem sentir isso e se sentem plenas sem o filho. Confesso que eu me achava inteira sozinha.

E descobri que não estava.

O ano de 2014 terminou para mim com a notícia-bomba de que eu estava grávida. Apesar de casada, trabalhando e tal, não estava nos planos. Queria ter uma casa maior, e uma maturidade um pouco mais desenvolvida. Não me sentia pronta para algo tão grande e assustador quanto ser mãe. O discurso acima, tudo o que se ouve falar piora ainda mais, porque eu sempre fui uma insegura, racional. E se eu não sentisse o que deveria pelo meu bebê? e se eu não conseguisse ser uma boa mãe?

Pirei. Mesmo.

A gravidez toda foi um período conturbado. Além de todas as coisas que vêm com a gravidez (eu tive tudo enjôo, desmaio, azia, etc), e problemas extras tipo um descolamento de placenta que me fez ficar de repouso e ir de mala e cuia e marido pra casa de mamis, eu estava assustada demais com o futuro. Como seria quando o bebê nascesse, crescesse, tivesse os problemas de adolescente. Sim, eu comecei a me preocupar com coisas muito além do período inicial. Sem contar medos bobos como "será que ele vai gostar de mim?"

E ele nasceu. Miguel. E se tornou o meu maior tesouro. Aquele amor enorme e monstruoso que eu tinha medo de não sentir? Pois é, eu senti e sinto a cada vez que eu olho pra ele. Aquela sensação de que eu era completa? Pois é, percebi que não. É impressionante como você se cansa , trabalha o tempo todo, se sobrecarrega, mas tudo vale a pena quando Você recebe aquele sorriso que desmonta qualquer estresse, irritação ou mau humor.

Ser mãe é difícil demais, mas é a coisa mais importante que eu já fiz. Amamentar é difícil e ao contrário do que todos dizem, não é algo natural. Porém, quando passa a fase inicial, é a maior delícia. Agradeço a Deus todos os dias por cada momento passado com meu filho. Me sinto inteira e mais feliz do que nunca. Ser mãe me transformou em uma pessoa muito melhor e a cada sorriso do meu Miguel ou seu pedido de colo me dá forças.

A maternidade é um tesouro e estou amando cada minuto.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

RESULTADO DA PROMOÇÃO 200 SEGUIDORES



UFA!

Demorou muito, mas finalmente alcançamos a marca de 200 seguidores!!!
Acreditem, logo quando eu já tinha desistido rsrsrsrs
Mas cá estamos para divulgar o resultado da promoção!

Sorteio 1 - O livro "O Sonho de Eva"


 Sorteio 2 - O Livro "Belle"



Sorteio 3 - Guia Ilustrado de The Big Bang Theory + Squeeze


Entrarei em contato com os ganhadores em breve. Caso não haja resposta, serão realizados novos sorteios e entraremos em contato. Avisando aqui, é claro!

Abraços a todos; Obrigada por esta marca; e Parabéns aos ganhadores!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

[REVIEW] Jogos Vorazes 3: Esperança parte 1



Quando você lê um livro ou saga, você cria um mundo de acordo com sua imaginação e com as descrições que a autora ou autor colocou na história. Geralmente é mais detalhado e tem muito do aspecto interno de cada personagem. Você sabe o que eles pensam e sentem quando agem ou reagem à determinada situação ou momento. Por isso tudo, compreendo perfeitamente a decepção que ocorre quando essas histórias que nos comoveram tanto são passadas para a tela grande. É um super desafio você conseguir transformar perfeitamente 300 páginas (para dizer um mínimo considerável) em um rolo de 2 ou no máximo estourando 3 horas. As perdas, supressões e modificações são parte do processo desde que se busque manter a essência e que se conte a história com início, meio e fim.
                E é exatamente isso que a adaptação cinematográfica de Jogos Vorazes tem conseguido fazer com genialidade. Eles estão mostrando que é possível, sim, adaptar uma saga e manter sua história apesar de cortes e mudanças. Acabei de chegar do cinema onde fui assistir The Mockingjay part 1 – título original – e tudo o que grita dentro de mim é que todos os produtores, diretores, roteiristas entre outros deveriam sentar e assistir como aula de como se fazer adaptações literárias para a Sétima Arte. Porque o trabalho foi impecável!
                SOBRE A HISTÓRIA: A curiosidade de quem não leu os livros (marido, por exemplo) era de como eles iriam continuar a história que tinha por foco nos outros filmes o fator dos jogos. Como mudar a storyline para abarcar agora a revolução que se iniciou em toda a Panem? Primeira sacada genial foi a introdução dos elementos das revoltas e rebeliões ainda no segundo filme “Em Chamas”. Algo que só foi visto pelos leitores no terceiro livro por estarmos acompanhando o ponto de vista da Katniss. Segunda sacada genial: Ninguém mexeu na personalidade dos personagens. Peeta, Katniss, Finnick, Haymitch, Presidente Snow ou Coin. Todos eles estão completos em essência e estão se desenvolvendo sem perder nada para a telona. Terceira sacada genial: Não americanizaram os pontos de vistas do livro. A aula de sociologia e política está lá.
                SOBRE OS ATORES: Jennifer Lawrence merece todos os Oscars sempre. Ela está cada dia mais lapidada em suas interpretações. Aquela louca (convenhamos, ela é muito piradinha nas entrevistas o que é algo que eu amo na Jen. Ela não é um produto.) sabe se transformar na sua personagem facilmente e passa verdade em suas atuações. A cena da Katniss se esforçando a fazer uma propaganda e depois a sua versão autêntica é uma das provas do quanto o trabalho de Lawrence está se aperfeiçoando. Mas não posso esquecer a Julianne Moore que só pra variar estava uma Alma Coin irrepreensível. Os olhos frios tão mencionados no livro estavam lá o tempo todo. Donald Sutherland, papai do Jack Bauer, figura já conhecida em tantos filmes vistos por mim e por todos (Orgulho e Preconceito, Pilares da Terra, pra dizer alguns) ficou irrefutável como Presidente Snow. Josh Hutcherson e Liam Hemsworth também não ficam atrás. E foi emocionante assistir o talento que perdemos de Phillip Seymor Hoffman como Plutarch Heavensbee.
Para encerrar, os efeitos, a maquiagem e a direção de arte também deram um show à parte. Não é o tipo de filme que ganhará qualquer menção da Academia, mas que além de um bom entretenimento para uma noite de feriadão, nos leva a refletir sobre o valor das ideologias e das revoluções. Precisamos lutar pelo que julgamos ser bom para nós, politicamente falando, mas precisamos saber que tudo tem um preço e um lado negativo. Nisso, Jogos Vorazes faz um trabalho brilhante. Acende a chama revolucionária do plano das ideias, porém mostra o pessimismo da realidade.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

[Review] The Wolf Among Us


Tamos ai galerinha do mal, mais uma vez, como de costume, de boa... Hoje to ai trazendo a review do premiado "The Wolf Among Us".  Então vamos sentar, parar de mandar convitinho inconveniente de joguinho de Facebook para os outros e me acompanhem ao entrarmos na pele do Lobo, ou seria na pele do Lobo que entrou na da ovelha... ou um Lobo na pele de homem que finge ser uma ovelha... Ah chega! Não importa! Apenas sigamos em frente.

The Wolf Among Us é mais um titulo desenvolvido pela Telltale Games do gênero aventura, ou como também é chamado, "apontar e clicar". A desenvolvedora foi responsável pela criação de outros games com sucesso de críticas, sendo o mais conhecido "The Walking Dead", que inclusive ganhou 90 prêmios do "Game of Year" em 2012, que seria tipo o Oscar do mundo dos games...

UM MUNDO REAL DE FÁBULAS

"The Wolf Among Us", cuja a tradução seria "O Lobo Entre Nós", assim como "The Walking Dead" são baseados em histórias em quadrinhos da Vertigo, um selo da editora Dc Comics que é voltado para o público adulto, em poucas palavras, na Vertigo o lance é sangue nos zóio!!!!

No caso de "The Wolf Among Us" o jogo se baseia na obra de Bill Willingham "Fábulas", onde todos os já conhecidos personagens de contos de fadas como Chapeuzinho Vermelho e  Branca de Neve são reinventados para o nosso deleite visual de maneira repetácular! Agora você deve estar pensando "Putz. Ele não disse que a Vertigo era voltada para um público adulto? Como raios Branca de Neve e os sete anões podem ser algo para gente grande?"... Em primeiro lugar:  nunca fale dos anões perto da Branca de Neve, e em segundo: eu falei que era para o público adulto e é! 

Em "Fábulas" ao contrário do que você se espera os contos de fadas não são nada como céus ensolarados e campos verdejantes com borboletas coloridas dançando no ar, nem chega perto disso, as coisas são amargas e sujas, abordando temas pesados como politica, prostituição, casos policiais entre outras questões.

A história se foca numa comunidade clandestina chamada de "Cidade das Fábulas" criadas por elas em Nova Iorque após serem expulsas de seu mundo natal por um inimigo apenas conhecido como "Adversário" que conquistou as terras e os obrigou a fugir para o reino dos mundanos (mundo real) para sobreviver ao massacre.

Após o exílio das Fábulas se estabelecer aqui entre humanidade é que as coisas começaram ficar sombrias, a vida nos contos de fadas eram simples de mais, tudo muito bem definido, o bem, o mal... já no reino dos mundanos esta tudo muito mais para cinza do que preto ou branco. A maiora das Fábulas que escaparam de seu mundo não foram capazes de trazer seus bens, muitas outras perderam suas terras e títulos, e a pobreza se torna um problema muito mais presente do que maçãs envenenadas. O que a falta de grana e outras dificuldades podem levar as pessoas, fábulas ou mundanas, a fazer vai muito além do que se é capaz de pensar, matar, vender seu corpo, dar trambiques... Sim muitas Fábulas acabam vivendo vidas criminosas, sujas, para sobreviver.

Além de todas essas complicações tem a principal: os mundanos não podem saber da existência deles, então todas as Fábulas que ameaçam comprometer a existência secreta delas deve ser posta na prisão conhecida como "A Fazenda", tem por principal habitantes aquelas Fábulas de aparência não humana, antropomórficas, por exemplo: os três porquinhos, trolls... Lobo-Mau. Por sorte quem tem alguma condição financeira pode pagar pela magia das bruxas e assim adquirir o Glamour, um feitiço que esconde a verdadeira aparência das Fábulas, deixando-as iguais a humanos comuns.

O LOBO ENTRE NÓS



A história segui o Sheriff Bigby Wolf, o Lobo Mau, em busca de solucionar um dos maís misteriosos e brutais casos de assassinato ocorridos na Cidade das Fábulas.

Como já expliquei, com as Fábulas exiladas no reino dos mundanos elas tiveram a chance de recomeçar suas vidas, para muitas isso não significa algo bom já que eram príncipes e cheios de fortunas, mas para Bigby isso era uma oportunidade de mudar, não ser mais o grande e malvado lobo que todos temiam e odiavam, por isso e por ter habilidades incomparáveis a ele foi oferecido o cargo de Sheriff, aquele que protege as Fábulas... muitas vezes delas mesmas. Apesar de agora ser um dos mocinhos, Bigby ainda é visto com certo ressentimento por parte de muitos e ele mesmo as vezes dúvida de si, afinal existem instintos selvagens que não da pra superar sempre. Sabe como é né... comer velinhas é difícil de evitar! Não, to zuando galera! haha

Como todo adventure a jogabilidade é baseada em explorar o cenário buscando por objetos para analisar e guardar caso venha a precisa-los mais tarde, em suma é uma mecânica de jogo bem simples, tendo por movimentação só a opção de andar, enquanto com o mouse você passa por cima de objetos para ver as opções de interação que pode-se ter com eles. 

A verdadeira dificuldade de jogos assim é que eles testam sua inteligência e atenção. Muitas vezes não é simples abrir uma porta. Vou dar um exemplo: você precisa sair da cidade, mas antes deve recuperar suas coisas que foram apreendidas pela policia, então você conhece um criminoso que em troca de te dar um cartão de acesso da delegacia precisa de um favor seu, você faz o favor, ele te da o cartão e agora só falta você arrumar uma roupa de policial, você conhece um finalmente, e vê que ele tem problema com bebida... Sagaz como é, você decide embebeda-lo com aquela garrafa que tu ganhou de um amigo no dias atrás e vai até a... Já chega! Era só pra te fazer entender como as coisas viram uma verdadeira bola de neve, por isso costumam ser jogos demorados, com tramas bem complexas, cheias de personagens interessantes e uma dificuldade alta, já que nada é deixado claro pra você, é sua (ou não) a capacidade de deduzir que pode usar aquela garrafa de bebida para embebedar o policial... É assim o game inteiro, você que tem que ligar os pontos, notar os objetos úteis num cenário e imaginar como pode usá-los para solucionar algum problema ou quebra-cabeças. Eu amo tudo isso! Realmente treina nosso cérebro para ser mais sagaz e abri nossa mente para criar soluções com improvisos.

Contudo, essa dificuldade não é tão acentuada em "The Wolf Among Us" em específico, tem adventures infinitamente mais difíceis, mas no fim eu deixo o nome de alguns para vocês conferirem caso se interessem pelo estilo.

A grande sacada nesse título é que apesar dele pegar mais leve na tão famosa dificuldade dos adventures ele acrescenta à experiência elementos de outros estilos como Rpg, conversas na qual você decide qual vai ser sua fala, e cada fala tem gera uma reação diferente nos personagens que interagem com você, alias, "The Wolf Among Us" até inova essa mecânica já que ao contrário dos Rpgs você agora tem tempo pra responder alguma coisa, como na vida real, ninguém vai ficar esperando a eternidade pra você responder algo, além disso palavras ditas não podem voltar atrás, e isso da muito mais peso a suas decisões, visto que em muitos jogos você pode escolher uma fala, voltar e ir escolhendo todas as outras, pra ver tudo que a conversa poderia render. Além de escolhas de fala, você também tem que tomar algumas decisões importantes durante a aventura: bater ou não em alguém, salvar aquela ou a outra pessoa, ir para o escritório de fulano ou na casa de sicrano, e toda vez que você decide por um, você não saberá o que ocorreria se você fosse no outro.

Além dessas características de rpg temos também um elemento vindo direto de Heavy Rain e cia. Cenas interativas, como se fosse interferisse numa cena de luta de um filme, para exemplificar imagine comigo uma briga em um bar, a cena ta rolando, o inimigo vai dar um golpe ai na tela aparece pra você apertar tal botão pra você conseguir bloquear o soco, caso você acerte o botão a tempo então você consegue se defender, do contrário leva um bofetão na fuça! Entendeu a alma do negócio? Tem que parabenizar esse tipo de jogabilidade porque afinal sempre tivemos vontade de mudar as atitudes de personagens de filmes em certos momentos da história, tipo "Porque ela não chutou o saco dele? Porque não correu quando podia? Porque ficou se arrastando em vez de se levantar e fugir?".

Outra coisa a comentar é sobre o visual do game, ele parece uma verdadeira história em quadrinho viva, isso é muito bacana, é uma obra de arte literalmente. A atmosfera e a escolha das cores do game puxam muito para o estilo Noir, embora fuja do significado menos flexível da palavra. O estilo Noir é basicamente o seguinte, um detetive fumante que tem problemas com bebida e acaba conhecendo uma prostituta que lhe trata bem, no fim da noite ele é chamado pra ver a cena de um crime e percebe que a garota morta é a mesma prostituta que ele conheceu mais cedo! O gênero é cheio de cigarros, mulheres sensuais e letais, que podem ser espiãs ou sei lá o que, antigamente era marcado por forte contraste de preto e branco, você já viu isso em filmes como em Sin City (Que primeiramente foi uma história em quadrinho) ou Max Payne (que primeiramente foi um jogo.), se não viu vá conferir seu pecador!!! Em "The Wolf Among Us" não temos o preto e branco, mas temos sim forte contraste entre cores de timbre sombrios, apesar de serem chamativas, portanto o jogo de sombras permanece deixando claro as influências Noir no visual do game além de em sua história igualmente sombria, cheia de desconfiança, traições e crimes.



Por ultimo e não menos importante, pra falar a verdade seria o mais importante! hahaha Tanto "The Wolf Among Us" quanto "The Walking Dead" e outros jogos da Telltale Games são de natureza episódica, ou seja, são dividios em episódios como séries de tv, sim, com direito a "To be continued" e tudo! E o mais legal é: você pode importar os saves de um episodio para outro, assim quando você for jogar o episodio 2 suas escolhas no 1 vão ser mantidas, e assim ninguém que for jogar vai realmente experimentar a mesma história. Pois como o próprio games nos diz, são nossas decisões que influenciam o rumo que a trama pode tomar. A Telltale Games alias chama os jogos dela de "Escolha e Consequência". É de fato uma desenvolvedora com uma filosofia única de trabalho que tem realmente inovado o mundo dos games no últimos anos.



Meu conselho é, quando for jogar os jogos dela, leve a sério, se deixe envolver-se na história, então você vai descobrir mais sobre si mesmo, sobre sua personalidade, devido a forma que você enfrentará os conflitos externos e internos (que são muitos) que forçarão seus limites durante as aventuras da Telltale.

Se vale a pena jogar? Mas é claro!!!! "The Wolf Among Us" é um dos melhores jogos que tive o prazer de jogar. É uma história fantástica e graficamente espetacular. Se você quer experimentar uma obra de tirar o fôlego com trama de primeira e arte de primeira então jogue "The Wolf Among Us", você estará com certeza escolhendo o jogo certo para fugir da mesmice que tem afetado o mundo dos games atualmente.

- Log desliga! ;)


Outros adventures para vocês conferirem:

Grim Fandango
The Walking Dead
The Monkey Island
Back to the Future
Full Throttle


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Desabafos e reflexões: Todos têm medo da morte

Damon e Bonnie na finale da quinta temporada, esperando o lugar onde estão se desintegrar.



Todos têm medo da morte.

Seja da sua própria, seja de parentes, amigos ou amores próximos. Não fomos criados para aceitá-la. Apesar de ser a maior certeza do universo, basta estarmos vivos para não sermos capazes de nos preparar para seu acontecimento. Um grande e real paradoxo da existência humana.

Quando paro para refletir sobre esse conceito não consigo me decidir sobre qual é o fator que mais provoca terror. Não sei se é a ideia de se chegar a um ponto final ou se é o desconhecimento do Quando este fim ocorrerá.

Pensemos, então, como escritores delimitam suas histórias. Eles mastigam por dias, as vezes, anos suas ideias. Criam personagens, cenários, planos de fundo e até mesmo históricos que justifiquem ações psicológicas. Buscam guiá-los através de um enredo preparado com esmero, através de reviravoltas friamente calculadas para que aquele determinado fim ocorra. Aquela história é parte viva do escritor que as escreve e é maravilhoso chegar exatamente onde você queria e lançar aquele ponto final, as vezes seguido da palavra FIM. Apesar de tudo já existir no cérebro, e por vezes, no roteiro ou plano de ação preliminar dos mais organizados, a personagem não sabe daquilo.

Sinto essa uma metáfora perfeita para falar sobre vida e morte, apesar de não estar querendo falar de destino aqui nessa postagem de pura reflexão. A minha ideia é que geralmente o ponto final do escritor deixa uma ideia de continuidade. No livro A Culpa é das Estrelas, Hazel e Gus entendem o fim repentinho do livro, porém buscam o autor para saber o que aconteceu com as outras personagens. O bom e velho 'Felizes para sempre' também pressupõe a continuidade da história. E é exatamente nisso que eu quero chegar. A morte não produz nenhuma continuidade. Ali seu foco acaba, sua memória desliga, tudo se apaga e as cortinas se fecham de uma maneira tão definitiva que é assustador. Por isso muitos recorrem a ideia de reencarnação ou de fantasmas, porque você nunca termina seus assuntos na vida, tudo se torna meio inacabado. Os verbos se conjugam de forma tão imperfeita como a nossa ideia de viver eternamente ou de ter um pedaço de nós vivendo ou legando a outrem.

Ou seja, nunca estamos preparados para morrer ou acabar, assim como não estamos preparados para esquecer. E é isso que nos assusta tanto: a característica de nunca conseguirmos terminar.


Envelhecemos e, ainda assim, continuamos inacabados. Continuamos a temer o derradeiro e iminente fim, não querendo simplesmente ceder ao pequeno, porém inalterável ponto final.

sábado, 31 de maio de 2014

[Analise-Série] Street Fighter Assassin's Fist


Tamos ai galerinha do mal!!! Mais uma vez, como de costume, de boa... Eu sei, eu sei que estou um tempo sem postar nada, mas sabe como é, correria never ends... Se não gostar cai dentro de Hadouken, kkkkkk... 

Vocês sabem como a coisa funciona, então nem preciso dizer que vem "nerdice" pesada por ai... Quem ta preparado, é só sentar, para de enviar convite pra joguinhos no facebook e subir no bonde... Vamo que vamo.

Hoje to trazendo pra vocês a análise da esperada série Street Fighter Assassin's Fist (a tradução seria "O Punho do Assassino"). Em primeiro lugar, pra quem não  teve infância sabe, Street Fighter é uma famosa franquia de games iniciada logo ao fim da década de 80 que fez muito moleque gastar toda a mesada em fichas de fliperama... 

Inicialmente Street Fighter foi um game de luta (dãããã!) onde você controlava Ken ou Ryu (também protagonistas da série), enfrentando diversos lutadores de rua pelo mundo em busca de se tornar o mais forte. É isso, não tem mistério. Quando foi lançado, o game não possuía muita história, era só descer o pau no gato sem massagem e pra falar a verdade, era só o que importava! kkkk... De principio a franquia não fez grandes sucessos, mas não demorou a se tornar o game de luta mais importante e influente da história dos jogos, determinando uma tendência e preparando o caminho para muitos outros.

Uma coisa é importante se comentar... Por ser uma franquia famosa, Street Fighter também foi arrastado para essa mania de adaptações, e vocês já devem ta ligado sobre como essas adaptações costumam ser horríveis. Com Street Fighter não seria diferente! Foram feitos dois filmes até hoje (de dar ódio!) além de diversas animações (vou por alguns links ao final para vocês conferirem). O primeiro filme, intitulado "Street Fighter A Ultima Batalha", foi estrelado por ninguém menos que o Jean Claude Baixinho Van Damme, onde ele interpretava Guile, um militar que lidera a luta contra a maior organização terrorista do mundo, a Shadaloo, mas pera ai... Os protagonistas de Street Fighter não eram Ryu e Ken? Você deve estar se perguntando, por que raios logo no filme é outro sujeito a assumir como personagem principal! É, eu sei, também me pergunto até hoje... Mas as coisas ainda ficam bem pior, pois eles retratam Ryu e Ken como uma dupla de ladrões e trapaceiros, uma total descaracterização dos personagens. E o que falar do filme mais novo?  "Street Fighter A lenda de Chun Li", sim, eles insistiram em não colocar o Ryu e o Ken como protagonistas... PORQUE, MEU DEUS? (querendo soltar um hadouken nesses modefoca!). Mas pra quem deseja sofrer, confiram os filmes...

Eu sei que até agora o que falei sobre adaptações de Street Fighter não deixou vocês nada confiantes e só fiz a desconfiança sobre a qualidade da série aumentar, mas esperem... temos um longo caminho pela frente, jovens criaturas nerds.

Agora que já foram devidamente apresentados, acho que posso falar de fato sobre a série... Então sigam minhas mãos!

STREET FIGHTER ASSASSIN'S FIST

Street Fighter Assassin's Fist é uma websérie live-action (feita com pessoas) independente, ou seja, não foi produzida por estúdios, mas basicamente por fãs. O projeto inicialmente nasceu com um curta metragem chamado Street Fighter Legacy que serviu como uma amostra do conceito que eles desejavam seguir. Então durante a San Diego a Capcom (desenvolvedora do game) anunciou que os criadores do curta tinham os direitos de prosseguir com o projeto. Para arrecadar fundos, os criadores Christian Howard e Joey Ansah, levaram a série ao Kickstarter (site de financiamento coletivo), então se passou algum tempo até que o projeto foi retirado do site porque surgiram financiadores privados e assim a necessidade de recursos findou.

A história segue Ryu e Ken durante o treinamento que os levam a aprender os segredos do Ansatsuken, uma arte marcial extinta, e também os segredos do passado de seu mestre, Gouken...

Só pela sinopse rapidinha que eu fiz, vocês já puderam notar uma coisa... FINALMENTE OS PRINCIPAIS SÃO RYU E KEN!!! Já foi um a zero a favor da produção independente! #chupaestúdios!

Mas prosseguindo. A camada principal da série se passa nos 80, onde mostra os jovens protagonistas em busca de completarem seu treinamento nas técnicas secretas do Hadou, o poder do nada, contudo Gouken demonstra um grande receio em passar esses conhecimentos, algo terrível ocorreu em seu passado e ele tem medo que tais eventos possam tornar a acontecer... A outra camada da história se foca justamente no passado de Gouken, revelando até mesmo a identidade do assassino de seu grande mestre Goetsu.

Pra quem conhece Street Fighter apenas pule essa parte, para os demais vou seguir falando um pouco sobre os protagonistas, começando por Ryu... Ryu foi criado desde pequeno por Gouken, pois era órfão e ninguém, nem mesmo ele, conheceu, ou lembra de ter conhecido seus pais, o jovem possui uma personalidade serena e muitas vezes fechada, além de guardar um força interior poderosíssima. A grande marca de sua aparência sempre foi o kimono branco e faixa vermelha presa a cabeça.

Já seu amigo, rival e irmão de treino, Ken Masters é totalmente o inverso, ele é rebelde, mulherengo e muitas vezes impulsivo. Ken é americano e foi levado pelo pai para o japão ainda criança para que seu grande amigo Gouken criasse o jovem enquanto ele levantava sua empresa após a morte da esposa. Ken veste um kimono vermelho e mantém a cabeleira loira amarrada com rabo de cavalo.

É importante ressaltar que eles tiveram grande respeito pela franquia e em vez de trazer a história para os dias atuais, decidiram que ela se passaria na mesma época que o game foi lançado, demonstrando que fidelidade ia ser uma marca registrada da série. É incrível a atenção aos detalhes, não somente no enredo é claro, mas também nas vestimentas, além de inúmeras referências aos títulos da série, tal como as músicas temas dos personagens que de maneira inteligente eles conseguiram introduzir na série.

Mas já ta na hora de falar de porrada! Sim, tem muita porrada, mas o que é realmente interessante é que os movimentos de luta executados pelos atores são os mesmos vistos nos jogos, eles reproduziram com maestria o jeito de lutar dos personagens, mas é claro né, são todos artistas marciais de qualidade. Então chegamos ao que importa, porque quando se fala de porrada e Street Fighter, tem que se falar em alguns golpes muito conhecidos pela galera... Sim, pra quem conhece a história sabe muito bem que tanto Ryu quanto Ken possuem técnicas especiais de lutas, essas técnicas são: Hadouken! Uma espécie de energia sobrenatural que pode ser canalizada e disparada com a intenção de obliterar o oponente, é claro que é uma técnica secreta e são poucos os que possuem conhecimento de dela tal como a concentração e treinamento necessários para executá-la. O segundo golpe é o Shoryuken! O punho ascendente, um golpe que eleva o oponente as alturas devido a um poderoso gancho voador. E por fim o Tatsumaki senpuu kyaku... nem tente pronunciar, esquece, apenas diga Trek trek Tchurugue, também conhecido como "gira gira gira gira", um chute que mais lembra o girar de hélices. Esses golpes estão eternizados nos corações dos gamers e , creio, 
não existe se quer uma pessoa que nunca tenha ouvido falar deles... Mas caso você seja uma dessas pessoas então você merece um SHORYUKEN bem na face! Agora, os efeitos visuais desenvolvidos para o hadouken foram até legal, mas poderiam ter sido ainda mais bem feitos.

De resto, o nível de detalhamento e cuidado com os cenários também foi fantástico, todas as tomadas são lindas. A direção de fotografia ta de parabéns. Tenho certeza que já fiz muitos elogios a série, mas ainda falta um... Talvez o mais importante de todos, a razão dela ser tão boa.

Street Fighter Assassin's Fist é uma obra que se foca nos personagens, seus dramas, suas lutas internas e externas em busca de conseguir superar suas limitações. Cara, eu sempre digo e volto a dizer, a alma de uma obra de ficção sempre será personagens, se você desenvolve-los de maneira rica e profunda então você encontrou o segredo do sucesso, pois são esses personagens que nos farão se conectar com a história, nos importar com seus destinos e assim acompanhar capitulo a capitulo sua jornada. E nossa, isso a série fez muito bem, ela vai fundo quando se fala em desenvolver personagem, sem dúvida o ponto mais forte que encontrei.

Então camaradas, chegou a hora tão esperada, a hora de dizer, de dar o veredito, Street Fighter Assassin's Fist, vale ou não apena assistir? Mas é claro que vale! Vale demais! Comece a assistir! Mas modere na dose, se não acaba rápido! A série é composta por 12 episódios, todos basicamente por volta de 8 a 13 minutos de duração.

Galera, vou deixar o link do canal do Machinima, onde estão hospedados os episódios da série.

Fui que fui! Log desligando...


Street Fighter Assassin's Fist

https://www.youtube.com/playlist?list=PLZLTS4u9M_2r89MGqgDNGGxQfmLuhtxqU

terça-feira, 18 de março de 2014

[RESENHA] O Duque e eu - Julia Quinn


Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo.Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.



Eu estou apaixonada por esse livro. Completamente.

Me interessei por ele, quando li o top de livros lidos em 2013 pela minha amiga, blogueira e autora Carissa Vieira, pois ela disse que era um romance de época ao maior estilo Jane Austen. Se você, leitor, acompanha a minha via literária aqui no blog, ou no skoob, vai perceber que eu AMO essa autora britânico do século XIX. Então as palavras mágicas me pegaram e eu fiquei com muita curiosidade de ler o livro.

Então pedi para a maravilhosa Editora Arqueiro que enviou, e eu devorei em poucos dias. Demorei mais, porque tendo vida de professora da educação pública, estou sofrendo com os sábados letivos, calendários corridos por causa da Copa do Mundo, entre outros problemas mais. Porém, quando eu comecei, simplesmente não pude parar.

A gente acompanha a história de Simon Basset, um duque libertino e que tem horror a ideia de casamento, que vê na figura de Daphne Bridgerton, uma garota inteligente, bem-humorada e que deseja casar, a solução para os seus problemas. Eles decidem fingir que Simon a corteja a fim dos bons partidos de Londres se interessarem por ela, enquanto o fato de estar com Daphne afastasse as outras solteiras e suas mães dedicadas. Porém, como o leitor já pode imaginar, eles começam a se apaixonar.

Apesar da sinopse apresentar um clássico clichê romântico, o que é mais interessante é o fato da história não focar apenas nesse aspecto. A gente tem meandros de drama, principalmente na vida e infância de Simon que irão persegui-lo por todos os anos de seu crescimento e no relacionamento dele com Daphne. A família Bridgerton é impressionantemente interessante em todos os aspectos. A relação dos irmãos é encantadora e dá vontade de rir todas as vezes que eles aparecem juntos. Além disso, eu não poderia esquecer nunca da grande fofoqueira de plantão cujos trechos das crônicas podemos ler em todo início de capítulo: Lady Whistledown. Eu fiquei o livro inteiro cogitando quem era a fofoqueira de plantão, e já comprei o próximo título para vê-la desenvolvendo mais as fofocas mais interessantes da alta sociedade londrina do século XIX. A presença desse elemento é inovador na temática, sendo um dos motivos para o sucesso da série.

Julia Quinn merece o título de "Jane Austen da atualidade", pois utiliza o mesmo contexto histórico que a autora de Persuasão, faz críticas e ironias a alta sociedade inglesa e seus excessos e ainda é capaz de construir personagens ricos e complexos, inteligentes e românticos na medida certa. Apesar de a presença de elementos mais íntimos nas relações (algo da escrita contemporânea) ser uma marca que diferencia bastante as duas autoras, acho que se Austen estivesse viva e escrevendo hoje, apreciaria o estilo dela. 

Também, o trabalho da Editora Arqueiro merece um parágrafo a parte. Sem puxação de saco, é uma das que mais crescem atualmente. Os títulos estão cada vez melhores, a busca por autores interessantes está de parabéns e, principalmente, o cuidado com os seus produtos deve ser aplaudido. A capa é lindíssima e o material dela e das páginas são muito bons. A tradução quase não contém erros, o que demonstra que está havendo um cuidado cada vez maior com a revisão do material.

Eu estou tão encantada com essa série que hoje mesmo passei na livraria e gastei meu rico dinheirinho no segundo volume, baseado no Anthony. #suspiros Mal posso esperar para começar a leitura.

quarta-feira, 5 de março de 2014

[Resenha] Um Porto Seguro - Nicholas Sparks




Quando uma mulher misteriosa chamada Katie aparece repentinamente na pequena cidade de Southport, na Carolina do Norte, questionamentos são levantados sobre seu passado. Linda, mas discreta, Katie parece evitar laços pessoais formais até uma série de eventos levá-la a duas amizades relutantes: uma com Alex, o viúvo, com um coração maravilhoso e dois filhos pequenos, a outra com sua vizinha muito franca, Jo. Apesar de ser reservada, Katie começa a baixar a guarda lentamente, criando raízes nessa comunidade solícita e tornando-se próxima demais de Alex e de sua família. No entanto, quando Katie começa a se apaixonar, ela se depara com o segredo obscuro que ainda a assombra e a amedronta: o passado que a deixou apavorada e a fez cruzar o país para chegar no paraíso de Southport. Com o apoio simpático e insistente de Jo, Katie percebe que deve escolher entre uma vida de segurança temporária e outra com recompensas mais arriscadas, e que, no momento mais sombrio, o amor é seu único refúgio.






Fazia um tempo que estava querendo ler esse livro, como uma boa fã de Sparks que sou, porém sem muita oportunidade para fazê-lo. Saiu o filme e, como sempre faço, decidi que só veria o filme depois de lido o livro. O filme foi para as locadoras e eu nada de conseguir ler, até que as férias finalmente chegaram!

Nessa leitura, acompanhamos a vida de Katie, uma mulher misteriosa e que carrega marcas físicas e psicológicas de seu passado abusivo. Ela chega a uma cidade da Carolina do Norte (como em todos os livros Sparkianos) sem querer criar muitos laços, porém acaba sendo conquistada por amizades inesperadas. A primeira com a vizinha Jo, que é um doce. Assim como ela conquista a Katie, ela conquista o leitor nas primeiras aparições de tão maluquinha. Fala o que vem a cabeça, muito franca, aquela amizade que nasce na hora sabe? A segunda pessoa com quem Katie se envolve é Alex, o viúvo, dono de um pequeno mercado com dois filhos pequenos e apaixonantes. Aí, você já sabe quem é o par romântico da nossa protagonista.

A história segue bem a cartilha do Sparks, e a história é até um pouco parecida com a do penúltimo livro resenhado aqui por mim "O Guardião" também do Nicholas. Ambos quebrados, começam a se curar um com o outro até que o passado volta para atrapalhar. A questão é que enquanto no outro livro as personagens não são muito identificáveis, em O Porto Seguro, tanto Katie, quanto Alex e até mesmo as crianças são muito bem retratadas. A questão do passado que Katie esconde é tão nojenta e absurda quanto comum o que nos aproxima e nos faz torcer por eles. E está aí a grande diferença entre as duas obras. Neste livro, a gente percebe a escrita envolvente tão característica do autor, algo que senti falta na outra leitura.

Pretendo ver o filme assim que possível para fazer a tão esperada comparação. Já ouvi de tudo um pouco, mas gosto de poder opinar eu mesmo sobre o filme. Geralmente, não me decepciono com as adaptações cinematográficas dos livros desse meu autor favorito. E indico o livro para aqueles que curtem um bom romance com pitadas bem dramáticas de te revirar o estômago com a realidade.