quarta-feira, 22 de julho de 2009

Como se fosse a primeira vez

Eu estava na aula de Historiografia da minha faculdade, quando ao discutirmos a respeito da micro-história. O principal autor desse estilo, Carlo Ginzburg, em um de seus textos de Teorização acaba mencionando que é impossível resgatar o passado em sua totalidade. A História seria justamente a caça desses vestígios, resgatando o passado até mais recente, já que nunca iremos resgatá-lo em toda sua forma.
E eu fiquei pensando, o historiador deveria agir como se perdêssemos a memória a cada 24 horas. O que se passou não poderia ser resgatado no fundo de nossa mente, como fazemos normalmente, certo? Teríamos que buscá-lo através de vestígios, pequenos detalhes que para nós HOJE não fazem muita diferença, mas que nesse caso nos ajudariam a resgatar o que foi perdido.

Lancei a pergunta no twitter e a resposta de uma amiga minha e seguidora me chamou a atenção. Ela mencionou que aproveitaríamos muito mais a vida se perdêssemos a memória nesse ritmo. Seria verdade?! Continuaríamos seguindo em frente a cada dia para mais uma aventura ou simplesmente acabaríamos tentando voltar ao nosso passado e descobrir o que aconteceu? Ou simplesmente, viveríamos a mesma coisa todos os dias da mesma forma, como se fosse um ciclo? Pelo menos nos pouparia da rotina, certo?

Esse post foi mais um desabafo. Essa visão da minha profissão foi bem interessante na minha formação, pois me faz ter um objetivo mais didático e interessante pra mim. Caçar vestígios do passado... saber o que aconteceu... como chegamos aqui... As perguntas com relação ao tema e a realidade continuam abertas a respostas. Como falei esse é um blog onde posso colocar minhas idéias pra discussão. Quem tiver algo interessante a colocar sinta-se a vontade.