sexta-feira, 18 de agosto de 2017

[RESENHA] Capitão América: guerra civil


O terceiro filme do Capitão América é quase um filme dos Vingadores. Quase todos dos nossos queridos heróis participaram do filme, ficando de fora só o Hulk e o Thor. E o resultado é um filme bem legal!

Muitos compararam esse filme com o Batman x Superman. Marvel x DC, pra variar. Muitos disseram que o da DC foi ruim (tanto que foi indicado e ganhou o Framboesa de ouro), enquanto esse foi maravilhoso. Há controvérsias.

Vou ser bem sincera, eu gostei do segundo filme do Superman e gostei desse. E comparando os dois o início do Batman x Superman é melhor que o do Capitão América, porém o final do produto da Marvel é bem melhor que o da DC.

Explico:

Uma coisa que todos gostam, mas eu confesso que detesto é o fato de que os filmes da Marvel me dão a sensação de que eu preciso rever todos os filmes anteriores pra entender algo. Não que eu não goste de continuidade, pelo contrário, adoro! Mas, as vezes, exigir detalhes de vários filmes e que vc assistiu há muito tempo, ou passou por cima, não dá. Eu me perco, confesso. O problema não é a ligação entre os filmes, e sim, a ligação exagerada.

Foi isso que ocorreu no início. O filme começa cheio de ação, como se fosse uma continuação e as coisas acontecem muito rapidamente! Ou seja, o desenrolar do roteiro é meio cuspido na sua cara e isso me irrita. Fiquei um tempo procurando na internet pra me relembrar de algumas coisas que tinha esquecido dos outros filmes pra poder entender algumas referências e provavelmente perdi mais um monte. Isso fez com que tudo fosse chato na primeira hora.

Agora quando alcançamos a metade da película, o filme ganha um fôlego novo e uma mudança de roteiro. Ele finalmente fica atraente e te prende até os créditos. Enquanto o conflito base foi criado rápido demais, eles souberam criar o conflito entre o Capitão e o Homem de Ferro muito bem, usando apenas os valores e concepções de mundo de cada um como justificativa para o problema. Foi natural, humano e emocional. Toda a questão envolvendo os dois nos leva a escolher um lado, mesmo entendendo o outro perfeitamente. Aqui em casa eu fui Team Captain enquanto marido foi Team Ironman.

Adorei como terminou e essa foi a sacada perfeita da Marvel perante a DC e sua solução extremamente fácil e irritante. Não existem soluções fáceis e imediatas em questões como essas. Um bom filme de entretenimento, mas dá pra fazer boas reflexões sobre o ser humano nele. Mas isso é para uma outra postagem.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

[REFLEXÃO] A fornalha como ápice de uma vida


Quarta-feira passada fomos brindados com uma sequência lindíssima e emocionante na novela O Rico e o Lázaro da Record. Nela, uma das passagens bíblicas mais conhecidas: Sadraque, Mesaque e Abednego (os 3 amigos judeus de Daniel, Hananias, Misael e Azarias) são jogados na fornalha sete vezes mais acesa por se recusarem a se ajoelhar diante da estátua construída por Nabucodonosor. As novelas da Record nos dão a oportunidade de ver tudo aquilo que a gente lê na Bíblia, aprende na EBD (escola bíblica dominical) como possivelmente aconteceu.

E toda a sequência que começou na terça foi incrível! E nos trouxe várias coisas a refletir. A primeira coisa que nos questionamos ao assistir é: será que teríamos a mesma fé desses 3 homens a ponto de aceitarmos sermos jogados numa fornalha a não nos curvarmos a qualquer outra coisa sem ser o nosso Deus?

Pergunta difícil essa...

No auge de nossa empolgação dizemos: sim! Mas toda a cena nos joga os sentimentos humanos que nos regem e nosso instinto natural de sobrevivência. Não é tão fácil como sempre pareceu. Imagina a cabeça deles naquele momento? Me curvo ou não? Será que Deus me salvará? Como será morrer queimado vivo?

Mas aí vem a questão de nossa postagem hoje. Aquela não foi a primeira vez que eles foram confrontados. Não foi a primeira experiência! Foi, na verdade, a última vez que vimos seus nomes na Bíblia. Aquilo não foi o início de suas caminhadas, e sim, o ápice de suas vidas e, principalmente, de suas experiências com Deus.

Eles nasceram e foram criados no meio da degradação do Reino de Judá! Eram nobres que viam seu governante ser mal perante os olhos do Senhor, o sacerdote corromper-se e ao povo, a idolatria reinar, os profetas gritarem e serem maltratados e mortos por falarem as Palavras de Deus contra o povo. Mas eles conservavam a fé verdadeira e a vontade de agradar a Deus. Viram o sítio caldeu e foram levados como escravos para a Babilônia na primeira incursão destes. Tinham tudo pra não crerem mais, todavia quando levados ao palácio foram presenteados com o banquete do próprio Nabucodonosor e se negaram a comer aquilo pois feria as leis e estatutos do Senhor. Eram cativos que se tornaram parte do rol seleto dos sábios que habitavam o palácio.

Depois, quando suas vidas ficaram sob ameaça após o Rei ter um sonho que ninguém conseguia narrar e muito menos decifrar, viu Deus ser fiel ao revelar o sonho e sua interpretação a Daniel e este se tornar o governador de todas as províncias babilônicas. Eles viram o cerco e tomada final de Jerusalém, o que cumpria as palavras do profeta Jeremias e a promessa do próprio Deus. Ou seja, tiveram muitas oportunidades para desenvolverem cada vez mais a sua fé no Eterno para que quando fossem provados na fornalha, apesar do medo, do instinto e tudo mais pudessem permanecer firmes em seu propósito de não se curvarem a nenhuma outra divindade.
"Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar. 1 Coríntios: 10. 13. - Bíblia JFA Online"
Deus só permitiu que isso ocorresse, porque sabia que eles teriam condições de fazer o certo. E essa provação deles serviu não só para seu livramento, mas para outros judeus que se curvaram perante a estátua fortalecerem a sua fé em Deus ou até conhecerem a força dEle.
Que possamos vivenciar as lutas das nossas vidas de forma a amadurecermos espiritualmente a ponto de termos um experiência com Deus. Pode ser algo simples em comparação a uma fornalha sete vezes mais acesa, mas ao final estaremos mais fortalecidos e íntimos com o Altíssimo.

Sequência mencionada pode ser vista neste vídeo:

quarta-feira, 5 de julho de 2017

[REFLEXÃO-REVIEW] O bom da Peppa



Todo mundo que pensa em ter um filho faz planos de que seu filho será diferente. "Meu filho não vai comer biscoitos assim, não vai tomar refrigerante, nem vai assistir muita televisão". Outro dia, vi um amigo postando no facebook que enquanto outras crianças assistiam Galinha Pintadinha e Luna, seu filho assistiria DragonBall e etc. Não adianta. Vem no pacote de ser pai ou mãe a função 'ouvir as musiquinhas até começar a cantá-las espontaneamente em meio ao silêncio' ou 'deixar seus canais de séries preferidos, para assistir a maior parte do tempo Discovery Kids'. Mesmo Miguel que não gostava da tal Galinha, às vésperas de completar 2 anos, começou a curtir suas músicas, apesar da preferência pelo Bita.

Mas esse post é pra falar de um desenho que a maior parte dos pais de crianças entre 1 e 3 anos conhecem bem chamado: Peppa Pig. É lugar comum ver os pais dizendo, em suas opiniões sobre o desenho, que é chato e bobinho, ou até mesmo, problemático pela protagonista ser mandona e mimada. Mas esse post é pra falar algo diferente: Peppa Pig é um desenho interessante por ter um humor típico britânico. Ou seja, é cheio do bom e velho charme inglês que é o sarcasmo.
Tudo aquilo que não é falado normalmente por educação, é explorado na sua comédia de maneira muito seca. O sarcasmo tem sua origem na Inglaterra, e é uma forma de humor que veste como uma luva a cultura britânica. A piada, a fala jocosa é sempre apresentada de maneira fria, aparentemente despida de espirituosidade.
O que destaca o humor britânico dos outros basicamente é a forma como a piada é apresentada e a maneira como seus personagens são explorados. Nesse caso a palavra “explorados” se aplica muito bem, já que os sketches (cenas, quadros) geralmente se baseiam na humilhação, no constrangimento do personagem principal, em sua falta de habilidade para lidar com as tarefas mais básicas da vida.
©obvious: http://lounge.obviousmag.org/cut_me_open/2013/02/afinal-o-que-e-humor-britanico.html#ixzz4lynZiRe1 
Follow us: @obvious on Twitter | obviousmagazine on Facebook
Você deve estar pensando: "Essa aí cheirou muita fralda suja pra dizer que Peppa tem algo além do que aquela bobeirice de poças de lama." Pode até ser... Mas acredite quando digo que tem episódios da Peppa que deixam transparecer de maneira bem forte a sua origem bretã. E dou exemplos: O episódio que eu particularmente mais gosto é "O Dia internacional". Estão todos na escola, cada um vestido de um país do mundo, se preparando para a apresentação com uma música boba "Paz e harmonia no mundo inteiro...". Até aí tudo bem. A questão é que começa uma rusga enorme entre as crianças pelo direito de brincar na caixa de areia. Quando a Madame Gazela (a professora) chega para entender o motivo da discórdia, começa-se um diálogo que eu como professora de História não podia deixar de lado. "Estados Unidos, Rússia, Espanha e Grécia não compartilham a caixa de areia" e aí vem a pergunta mais sagaz, deixada no ar: "Acham que é assim que os países do mundo se comportam?" Quem gosta de tretas internacionais ou estudar um pouco de história, percebe o sarcasmo na hora e dá vontade de responder: 'É exatamente assim que os países do mundo se comportam!' Como crianças disputando o espaço pra brincar, a caixa de areia ou um poço de petróleo qualquer. Outro episódio interessante é o da nova temporada em que todos têm que fazer o "Projeto Escolar". O sarcasmo está no fato de que as crianças adoram o tal projeto escolar de construir um castelo, mas a trabalheira desse tipo de proposta é exercido quase na sua totalidade pelos pais. 

Para mim, foi bem legal descobrir num desenho para crianças em idade pré-escolar traços marcantes da cultura do país-autor do desenho. Não só da cultura, mas do cinema britânico em geral. Depois disso, passei a assistir com outros olhos e, acreditem: passei até a gostar da Peppa e sua família. E como nunca vi ninguém falando disso ao citar a famosa porca em questão, resolvi escrever esse post dando um novo olhar ao desenho. A primeira impressão nem sempre é a que fica.

Pra quem quiser conferir os episódios citados: 
O Dia Internacional

Projeto Escolar:

sexta-feira, 24 de março de 2017

[REFLEXÃO]O culto ao prazer e a felicidade transitória


O que mais vejo nas redes sociais hoje é quase um culto a felicidade e ao imediatismo. "O que importa é ser feliz". O que me vem na cabeça é uma simples pergunta: o que é felicidade?

Conteúdo programático de filosofia nas escolas, a pergunta não é fácil de responder, muito menos consenso geral. As respostas variam: felicidade é ter um carro, uma casa, ter saúde, filhos etc. Mas aí a felicidade não é única, ela evolui conforme se consegue as coisas. Ela não é um ponto fixo. E para muitos, na verdade, nem existe.

A Bíblia coloca que precisamos de Deus e Ele é capaz de nos dar, alegria, paz e tudo que precisamos na vida. Isso em troca de vivermos uma vida em seu padrão. Será então que a ideia proposta nas redes sociais convém a nós como cristãos?

A resposta é não.

Nossa felicidade deve estar em seguir a Cristo, e não em realizar obras, por vezes, desagradáveis a Deus para saciar o nosso prazer. O culto ao prazer imediato,a felicidade provisória tem adentrado em nossas igrejas e prejudicado a nossa vida com Deus. Por isso, vemos famílias acabando, pessoas descrentes, igrejas cheias mas vazias de espírito.

Precisamos nos focar em Deus pra que assim tenhamos felicidade apesar de não ter saúde, ou carro ou casa. É difícil demais largar tudo nas mãos de Deus e descansar. Por vezes acho impossível! Mas é necessário. E largarmos essa ideia de que vale tudo pra ser feliz.

Deus não quer isso.

Deus quer vida santa, separada para Ele em todos os aspectos.
Isaías: 26. 3. Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti. - Bíblia JFA Offline