quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Jogada Mortal - Harlen Coben


Depois de ver sua carreira no basquete profissional chegar ao fim antes mesmo de começar, Myron Bolitar trabalhou para o FBI, formou-se em direito em Harvard e hoje está à frente de uma agência de representações esportivas, que toca com a ajuda da grande amiga Esperanza. Tudo parece ir bem até que Valerie Simpson, uma tenista que já foi a maior promessa do esporte, é morta durante um jogo do Aberto dos Estados Unidos. Ao que tudo indica, a jovem estava lá em busca de Myron, mas foi encontrada antes pelo assassino. Myron não imagina por que Valerie foi atrás dele, mas se sente culpado por não tê-la encontrado a tempo. Para piorar, seu cliente mais importante, o tenista Duane Richwood, se torna o principal suspeito do crime. Em busca da verdade, Myron descobre que a jovem vinha sendo assediada por um fã obcecado desde o início da carreira. Além disso, seis anos antes, ela estava prestes a ficar noiva do filho de um senador quando o rapaz foi morto sob estranhas circunstâncias. Enquanto tenta desvendar o assassinato da tenista, Myron se tornará um obstáculo para os interesses da máfia, de um político poderoso e de uma família influente. Agora ele e as pessoas que mais ama podem ser as próximas vítimas.


-Você está fazendo aquela cara - avisou Win
-Que cara?
-Sua cara de "quero salvar o mundo"
.


Eu já resenhei aqui um livro do Harlen Coben, que também era da série do Myron Bolitar. O livro era Quebra de Confiança e era uma das primeiras histórias do tal detetive. Lendo aquela resenha e a agora, uma coisa é bem compreensível. Eu sou fã das obras do Coben e principalmente do Bolitar.

O protagonista é extremamente carismático! Tem umas sacadas brilhantes, um humor inteligente e cáustico e um poder de dedução de um verdadeiro Sherlocke. Porém, ele não é detetive por profissão. Myron tem uma empresa de representações esportivas depois de ter sido vítima de uma contusão que o tirou das quadras de basquete quando a carreira, fama e sucesso estavam quase certos. Além disso, trabalhou no FBI e concluiu uma faculdade de Direito em Harvard. Só nisso, já dá pra perceber que ele é um cara de QI um tanto privilegiado, certo?

E ele tem amigos, personagens secundários que trazem um brilho a trama de maneira única! Win, seu melhor amigo e sócio, é riquíssimo, com um gosto um tanto peculiar para as coisas da vida e mau, mau que nem o pica pau com aqueles que merecem... É um cara arrogante, inteligente e que você não dá nada por ele, até ele realmente se mostrar. A partir de então você o ama de um jeito tão único quanto Win o é. Outra que te ganha pela sua frieza e sarcasmo é Esperanza, a secretária dele. A namorada de Myron traduz os momentos românticos do livros, o que são poucos e de forma leve, retira a tensão que cerca o tema assassinato e investigação.

O crime em si, se passa no Aberto dos Estados Unidos, uma das principais competições de tênis do mundo. A capa já ilustra o esporte em questão. O principal atleta de Bolitar acaba no rol de suspeitos do crime contra uma ex-atleta chamada Valerie, que sondava o nosso querido protagonista para um retorno as quadras. A sensação de culpa que invade Myron por não podido ajudar a garota se une a um pedido desesperado da namorada de Duane (o atleta) e aos questionamentos dos policiais para fazer com que ele inicie uma "pesquisa por conta própria", mexendo num vespeiro muito maior do que imaginava, ao se deparar com a máfia dos agentes esportivos.

O livro é inteligentíssimo e a editora Arqueiro fez um trabalho fantástico de tradução, revisão e o cuidado transparece a cada página! Super recomendo a quem curte um bom detetive com suspense e toques de humor. Vale a pena!

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