sexta-feira, 13 de abril de 2012

[Resenha] Em chamas - Suzanne Collins


Depois de os Jogos Vorazes, competição entre jovens transmitida ao vivo para todos os distritos de Panem, Katniss agora terá que enfrentar a represália da Capital e decidir que caminho tomar quando descobre que suas atitudes nos jogos incitaram rebeliões em algs distritos. Dessa vez, além de lutar por sua própria vida, terá que proteger seus amigos e familiares e, talvez, todo o povo de Panem.



-Ele deve ser muito frágil mesmo, se um punhado de amoras pode derrubá-lo.



Eletrizante!

Assim como o primeiro livro, eu comecei com a intenção de ler devagar, porém foi simplesmente impossível largar a história. Suzanne Collins tem uma escrita fluida que consegue te prender de maneira quase absurda: você não come, não dorme, não faz nada até que tenha virado a última página e xingado a autora pelo gancho para o próximo e último livro: A Esperança!

A sacada para mim que foi mais sensacional em toda a saga, foi a questão do governo autoritário e fechado que explora a sua população e a oprime pelo medo das coisas piorarem ainda mais. Porém, para essas sociedades, uma confrontação por mais simples e inconsciente que seja pode representar uma brecha na armadura desse regime. Algo muito perigoso, pois pode minar pontos muitos essenciais da defesa de um sistema opressor, mas de extremos valor para os oprimidos por representar uma chance para a liberdade.

E a forma como o livro Jogos Vorazes termina demonstra exatamente essa ação simples que provoca um pequeno buraco no escudo de um governo que se mostra tão forte e que na verdade é tão frágil. A frase que ressaltei no inicio dessa resenha explica perfeitamente essa colocação política e filosófica desse estilo de governo. E a cada capítulo, cada ação que esse Estado faz, buscando uma reestruturação da ordem leva exatamente ao contrário. A esperança por mudanças supera o medo da derrota. E toda a estrutura formada pelo terror começa a ruir em chamas por conta de umas amoras...

Vale também uma observação a respeito das capas! Enquanto no Jogos Vorazes a gente via uma capa com a simples presença de um broche com um pássaro chamado tordo (um objeto que se descobre ser essencial para a história no geral), no segundo vemos uma capa formada apenas pelo pássaro em si. E para que mais elementos, se esse único sintetiza de forma completa a ideia desse livro?

Estou louca para encerrar a leitura dessa saga! Doida pra saber se a autora conseguirá manter o ritmo e a história até a sua derradeira página, assim como ela o fez nos outros. Nem preciso dizer qual a minha nota para esse livro né? Assim como no primeiro, é indicado para qualquer pessoa, de qualquer idade e gosto! Nota 10!

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