quarta-feira, 6 de julho de 2011

O Morro dos Ventos Uivantes - Emily Brönté


O Morro dos Ventos Uivantes é um clássico da literatura britânica e mundial e é o único livro de sua autora Emily Brontë. Escrito em 1847, o livro narra uma das histórias de amor mais intensas e surpreendentes da literatura: Heathcliff e Catherine. Uma história como diz a edição atual do livro em que o amor nunca morre. Vale ressaltar a observação de que, apesar de estar sendo vendido como o livro favorito de Bella e Edward de Crepúsculo, o livro nada tem a ver com a saga em si. Isso é uma estratégia marketeira, que apesar de ser extremamente contra, valerá a pena se conseguir fazer os adolescentes lerem. Algo que eu realmente espero!

Sua história inicia com uma visita do Sr. Lockwood, atual inquilino da fazenda "Granja do Tordo" à fazenda homônima ao livro a fim de fazer uma visita a seu senhorio, Sr. Heathcliff. A partir dessa visita e dos eventos que nela se sucedem, Lockwood fica curioso sobre a história daquelas terras e daquela família. Cabe a Nelly Dean, uma das criadas da Granja, narrar todos os fatos que ocorreram desde a adoção de um menino órfão, estranho e sem nome, que acabou sendo batizado de Heathcliff, ao seio da família Earnshaw. Esse menino cresce cercado de maus tratos e comportamentos vis e encontra a sua força e vida ao lado de Catherine Earnshaw, filha do benfeitor e irmã do vingativo Hindley.

Porém, lembremos que essa história foi escrita no século XIX, portanto Cathy não poderia se casar com alguém tão rude e mal visto como Heathcliff, e essa rejeição vai sero grande divisor de águas da história. Heathcliff some e reaparece anos depois, em busca de vingança contra aqueles que o haviam tratado mal. Vingança essa que dura duas gerações, incluindo seu próprio filho.

A história possui uma escrita complicada e, por vezes, intrincada, característica dos romances da época. Contudo, o que tem de difícil, tem de fascinante. É impossível ler sem se apaixonar pelos personagens que conseguem ser cruéis, egoístas, apaixonados e vivos ao extremo. Todos tem seus defeitos bem enfatizados na descrição parcial de Nelly, mas é no decorrer da leitura e de frases e situações extremas que vemos suas qualidades. Também é impossível não vivenciar o sofrimento e agonia de Heathcliff, apesar de seus atos "diabólicos", e de seu grande amor Cathy que solta uma das maiores pérolas literárias já escritas.

Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff.


Sentiu a intensidade das palavras proferidas, leia o livro o todo e terás apenas um vislumbre do amor mais forte e cultuado do mundo literário. Fica a dica de que vale a pena ler e reler!

5 comentários:

Sergio Carmach disse...

Excelente resenha, Sara. Eu estou preparando a minha também, mas vou ter que melhorá-la depois de ler a sua. Esse livro é o que mais gostei na vida, sem exageros. Não bastasse a estória ser maravilhosa, a escrita elaborada é um deleite a mais para os leitores. Fiquei espantado com o trabalho do tradutor (eu li a versão antiga da Abril), que soube construir uma versão primorosa em português do texto original, escrito em maravilhoso inglês castiço. Epa! Vou parar por aqui, senão vou acabar fazendo minha resenha no seu blog. Parabéns, Sara. Sua resenha fez jus ao livro.

Marcelo Lima disse...

Tenho vdd de ler .. mas não sei não... Sua resenha ficou incrivél !

Miss Carbono disse...

Li esse livro faz um tempão mas é um daqueles que você não consegue esquecer. O amor de Heathcliff e Cathy é super intenso e obsessivo, acho que nunca vi igual.

É um casal marcante da literatura, sem dúvida. Mas eu ainda prefiro Mr. Darcy e Elizabeth Bennet rs

teh mais

Luana Farias disse...

Tenho voontade de ler esse livro acho super interessante.

Bjs

Carissinha disse...

Tinha tentado comentar antes, mas o blogger estava de palhaçada comigo.

Eu amo esse livro. Li faz muitos anos e achei uma leitura muito densa, mas maravilhosa. Hoje gostaria de ler novamente.

Adorei sua resenha, xuxu!
Ficou muito completa.

beijos!!

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