quinta-feira, 9 de junho de 2011

A Menina Que Roubava Livros - Marcus Zusak

Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em 'A menina que roubava livros'. Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido de sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona-de-casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, 'O manual do coveiro'. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes. E foram esses livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto da sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal.

O que falar desse livro?

Em todos os meus históricos de leitura do skoob, eu só conseguia dizer o clichê: “Maravilhoso!” “Perfeito!” Porque o livro se encaixa nessas duas palavras. Ele foi elevado ao topo da categoria de meus livros favoritos e Melhores Livros que eu já li! E o triste é pensar que eu demorei tanto pra decidir lê-lo... Pensei que ia ser chato ou parecido com o estilo de outro best seller que eu não suportei “O Caçador de Pipas”. Vergonha de mim!

A narrativa do livro é diferentíssima e super criativa! É a primeira grande e deliciosa surpresa que você se depara ao começar a ler. A Morte como narradora é diferente de todos os outros narradores já encontrados no livro. Não é irônica, nem sombria como se imagina. Na verdade, não haveria outro personagem mais conveniente para narrar a história de Liesel que a própria protagonista do momento marcado pela Segunda Guerra Mundial. O panorama do que acontecia ao redor da menina na própria Alemanha e o que ocorria no exterior como em Stalingrado é descrito de forma real, mas com uma triste beleza literária. Apesar do momento ser nada lindo ou belo, o modo como tudo é narrado, te faz sorrir, chorar e não querer largar o livro.

Liesel é uma menina que passa a viver com pais de criação por conta da conjuntura social da Alemanha e ali, ela aprende e nos dá lições importantes sobre o Amor em todas as suas formas. O pai bondoso e companheiro, a mãe rabugenta mas de coração gigante, o garoto sonhador e apaixonado, o judeu amigo preso no porão. Mas a menina que roubava livros não era a única protagonista. Junto de si as Palavras demonstravam sua importância: é por conta delas e do seu uso que vemos os acontecimentos ruins e bons da vida de Liesel, assim como foi por meio das palavras que Hitler fez absorver na população o ódio aos judeus, aos comunistas e a qualquer um que não fosse um igual.

Eu não só recomendo, como digo que todos deveriam ler e reler esse livro. É maravilhoso! Perfeito! O melhor livro que já li! Mas principalmente, é uma boa forma de se entender o contexto interno da Alemanha durante o período tão conturbado e dramático como a Segunda Guerra Mundial. Marcus Zusak fez um excelente trabalho ao contar a história através das lembranças vividas por seus pais!

4 comentários:

Miss Carbono disse...

Sempre tive curiosidade de ler esse livro, não só pelo titulo como também pela narradora hauahuaha (ou narrador? Morte é homem ou mulher? =/)

Mas essa temática de II Guerra não é minha favorita não, então fico com o pé atrás. Mas sua resenha me deixou curiosa =P

teh mais

Marcelo Lima disse...

eu quero ler ! mas como a Miss Carbono disse também não gosto da tematica. resenha ficou fantastica parabéns ")

Nana disse...

Adoro a capa desse livro, minha prima acho que comprou! Claro que vou me aproveitar
HAHAHAHA

Gostei da sua resenha, a temática de Guerra é meio chatinha mesmo, mas algo me diz que o livro é ótimo!

Adorei seu blog! Estou seguindo

bjs e bom domingo!
Nana - Obsession Valley

*Sa* disse...

Post da @Karen_Jobim: "Esse livro e fantastico. A sutileza como a narrativa mistura a inocencia da infancia com o clima pesado e triste da 2a guerra e tocante, alem da Morte como narradora. Recomendo a todos essa leitura. Otima resenha,Sa!"

link: http://www.tweetdeck.com/twitter/Karen_Jobim/~SL63e

Como ela não conseguiu postar por problemas no Blogger... =/

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