sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

[Resenha] A Livraria 24 horas do Mr.Penumbra - Robin Sloan


A recessão econômica obriga Clay Jannon, um web-designer desempregado, a aceitar trabalho em uma livraria 24 horas. A livraria do Mr. Penumbra — um homenzinho estranho com cara de gnomo. Tão singular quanto seu proprietário é a livraria onde só um pequeno grupo de clientes aparece. E sempre que aparece é para se enfurnar, junto do proprietário, nos cantos mais obscuros da loja, e apreciar um misterioso conjunto de livros a que Clay Jannon foi proibido de ler. Mas Jannon é curioso…


Como resenhar esse livro sem spoilear???

Muito difícil.

Vou contar então uma experiência bem pessoal minha, como leitora, com relação a ele: Sabe quando o livro te chama atenção? Pois bem, esse foi o caso. Dentre todos os lançamentos da Editora Novo Conceito, nunca esperei tanto pela chegada do Correios quanto o momento que eu esperei por esse livrinho. Não me pergunte o por quê. Eu não sei o motivo para tal animação. Não sei se foi a capa que é estilosa mostrando como deveria ser a vitrine da Livraria em questão, ou se foi o nome do dono da livraria. Ou ainda se foi a sinopse que invoca a curiosidade. O que eu sei é que quando o livro chegou a minha casa, a leitura foi imediata. (apesar da resenha não... /va)

O livro é simples, a história é única, os personagens são reais e o público a quem é direcionado é o nerd. Ou seja, tem tudo pra dar certo comigo e foi o que aconteceu. No auge da minha nerdice e da minha paixão por literatura, "A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra" foi um encanto. Amei cada momento da leitura, cada reviravolta da história, cada grão conspirativo e a resolução final. Ou seja, eu curti tudo do livro. Absolutamente tudo. E demorei tanto para postar a resenha, porque eu não sabia como explicar o que havia me chamado mais atenção. Como explicar um livro que te ganhou, mas que não tem muita coisa de especial? Foi então que eu pensei: O que mais chama atenção nesse livro é a metalinguagem. Em todo momento, se percebe o quanto a história nada mais é do que falar dela mesma. É a paixão pela leitura que motiva o leitor, então por que não utilizá-la como motivação da história. Mesmo com toda a citação a tecnologia da Google, dos computadores, da engenharia a essência principal é o LIVRO e nossa paixão por ele. E como plano superficial, temos o web-designer Clay Jannon descobrindo, junto com os amigos melhores de vida que ele (porém tão nerds quanto), uma enorme seita literária em busca da imortalidade.

Eu pensava que o autor desse livro fosse um engenheiro da computação ou algo ligado a tecnologias pelo conhecimento de termos e questões que só alguém da área o teria. Na verdade, o escritor é ex-gerente de mídia do Twitter e antigo estrategista online da Current TV. De certa forma, não estava enganada. Porém, em uma matéria para o Folha de São Paulo, Sloan demonstra não ser tão aficcionado assim por tecnologia. Ele faz anotações em blocos de papéis e usa um modelo de celular antigo. E ainda disse que a tecnologia estava atrapalhando sua produção, portanto decidiu reduzir sua utilização. Engraçado ver isso acontecendo com alguém que trabalhou na área e que escrevia um livro citando os mais variados e modernos gadgets e softwares.

Apenas uma crítica: Não curti muito o fato de que tudo foi bem traduzido menos o "Mr.", teria ficado tão bom quanto se na tradução o mister tivesse virado Sr. Tipo, se existe como traduzir sem maiores problemas ou perdas, porque não o fazer? E foi isso que eu não curti tanto no livro. Achei que não precisava ter mantido isso que não foi só na capa, mas na história inteira. Um errinho de revisão...

Não sei se conseguir resumir ou resenhar a minha reação para com essa leitura. A verdade é que eu curti demais a leitura direcionada a todos os nerds que gostam de se divertir e, principalmente, àqueles que adoram um boa e bem-humorada leitura.

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