quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

[Resenha] Eu sou o número Quatro - Pittacus Lore


"Nove de nós vieram para cá. Somos parecidos com vocês. Falamos como vocês. Vivemos entre vocês. Mas não somos vocês. Temos poderes que vocês apenas sonham ter. Somos mais fortes e mais rápidos que qualquer coisa que já viram. Somos os super-heróis que vocês idolatram nos filmes e nos quadrinhos — mas somos reais. Nosso plano era crescer, treinar, ser mais poderosos e nos tornar apenas um, e então combatê-los. Mas eles nos encontraram antes. E começaram a nos caçar. Agora, todos nós estamos fugindo. O Número Um foi capturado na Malásia. O Número Dois, na Inglaterra. E o Número Três, no Quênia. Eu sou o Número Quatro. Eu sou o próximo.



"Eu sou o número quatro" é o primeiro volume de um saga chamada Os Legados de Lorien, publicados no Brasil pela editora Intrínseca. No total são quatro livros da saga narrada pelo ancião mais importante do planeta Lorien, Pittacus Lore (pseudônimo de James Frey e Jobie Hughes), sem contar quatro livros complementares, adicionais ou extras (como queiram chamar...) Todos os livros já foram lançados no Brasil sendo o mais recente "A Queda dos cinco".

Porém, deixando um pouco de lado a questão estrutural da saga, eu apenas comecei a ler a série recentemente, apesar de ter o livro desde a época do filme (que também não vi ainda! /va). Peguei o danado da minha estante depois de uma crise de abstinência por mais de Filhos do Éden e não dava muito pela leitura. Tudo começa pela morte do número Três, e aí nos é apresentado John Smith, nome adotado pelo protagonista - o número Quatro. Ele foi enviado a Terra com mais Oito crianças do planeta Lorien, como uma esperança ao seu planeta destruído pela raça dos Mogadorianos, que destroem os planetas por onde passam a fim de sanar sua necessidade de recursos naturais. Essas crianças são enviadas a Terra, cada um com seu protetor, a fim de desenvolver seus poderes (os chamados Legados) e poderem voltar ao planeta da onde vieram. O problema? Os vilões sugaram todo o planeta Lorien e rumaram para um novo: a Terra. E precisam matar cada um dos lorienos presentes a fim de não encontrar mais resistência. Porém, devido a uma magia loriena, os legados só poderão ser mortos na ordem de seus números. O que coloca John Smith na reta já que ele é o próximo da lista.

Apesar da enorme quantidade de informação que possivelmente ficou confusa por aqui (desculpe-me por isso), o livro é fino e começa de forma devagar explicando a mitologia da história e cada um dos personagens desse primeiro volume. Porém, não demora muito para o leitor se envolver na trama e começar a ficar nervoso pela sina dos lorienos. Eu confesso que eu terminei o livro em dois dias porque eu não conseguia largar o danado, precisando saber como ia terminar: Se o quatro escaparia, se os outros apareceriam e por aí vai. Como coloquei ele pode começar devagar, mas o ritmo vai aumentando e o final é explosivo. Confesso que uma lágrima queria descer dos meus olhos na reta final, mas estava em um estabelecimento público, então engoli a vontade e tentei terminar a história sem demonstrar emoção.

Foi uma grata surpresa que me fez ter vontade de ver o filme. Muitos falaram que a versão cinematográfica foi muito ruim e tal, o que eu até acredito, mas fiquei curiosa de saber como eles transpassaram a história para a telona. Além de ter a Dianna Agron diva, estrelando o que dá uma motivação a mais... Fica a dica para aqueles que curtem um bom livro com personagens bem criados e numa narrativa de perder o fôlego. Eu curti bastante!!!

Um comentário:

Jão disse...

Eu sou o número Quatro foi o único filme que "inventei" de assistir antes de ler, e a ruindade do filme foi tão grande (que fica ainda pior quando vc sabe das tretas de bastidores), que me fez ficar travado pra pegar o livro e começar. E isso vem do cara que só começou a ler percy jackson pq achou o filme legalzinho hehehehe Mas sua review está me fazendo pensar que talvez valha a pena deixar um pouco esse grude de lado e ler.

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