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segunda-feira, 10 de maio de 2021

[RESENHA] Tudo começou em uma viagem: a História de um sequestro

Eu sou uma pessoa que não lê livro que tenha cachorro, não vê filme de cachorro, porque o cachorro sempre sofre, morre ou etc e eu morro de chorar. (Marley e eu, episódio de grey's são apenas alguns exemplos). Mas se você é como eu, pode ler esse livro sem medo de ser feliz!

A @lilomochileira tá vivíssima e feliz viajando pelo Brasil com sua matilha (como podemos acompanhar no insta). Ela é linda e cheia de personalidade e o livro não podia ser diferente.

Os capítulos são intercalados entre a visão da Talita (a dona) e da própria Lilo. Aliás, os POVs da Lilo são maravilhosos, fazem a gente rir porque é exatamente o que eu acho que os cachorros devem pensar de nossas atitudes.

A história da Lilo com sua mamain é muito legal de se ler, faz a gente ri, refletir, um livro leve, pequeno e muito delicinha. Nesse momento, eu só quero um novo livro dela narrando suas viagens no motorhome e um livro com o POV do Renan, o lider da matilha.

O mundo precisa conhecer esse livro! Está disponível pra leitura pelo kindle unlimited da amazon! Você lê muito rápido! Agradeço demais a Alessandra do insta @talvez1livro por providenciar essa LC e me apresentar a essa leitura!

domingo, 2 de maio de 2021

[RESENHA] Um tom mais escuro de magia - V. E. Schwab

Já deu pra perceber que eu sou fã de uma fantasia, né? Sendo assim, não foi surpresa pra ninguém que olhando o catálogo do kindle unlimited me deparei com esse livro que é o primeiro de uma saga chamada Tons de Magia.

O que me chamou a atenção nem foi a capa (apesar de linda!), mas foi a premissa, a sinopse: No mundo em questão existem 4 Londres sobrepostas em que apenas um tipo de pessoa (os Antari) podem criar portas e levar as correspondências e questões de cada soberano de cada Londres. Kell é o nosso principal e por quem conhecemos esse mundo. Ele nomeou as Londres baseadas em cor: a Londres cinza é um mundo sem magia (o nosso), a Londres Vermelha (sua terra natal e onde a magia é viva e vibrante), a Londres Branca (um mundo sedento por cada vez mais magia e muito violento e cruel) e a Londres Negra, que foi fechada em definitivo por ter se deixado dominar pela magia e se perder nela completamente. 

Parece complexo, mas a leitura é natural e fluida. Você passa pelas Londres e é interessantíssimo ver como apesar de ser o mesmo lugar basicamente, ela se torna outro completamente diferente. Uma sacada incrível! E Kell é um amor! Impossível não gostar desse viajante que tambem contrabandeia itens de uma Londres pra outra desde as primeiras páginas. Tem senso de humor e é esperto. Porém, seu hábito ilegal o coloca num imenso problema que passa ameaçar sua vida, seu mundo e todos que ele mais ama. 

E nessa corrida pra consertar a enrascada em que se meteu, Kell conhece Delilah Bard, uma ladra da Londres Cinza que sonha com uma aventura. Falo por mim, eu fui até o terço final do livro sem conseguir gostar da Lila (por isso tirei uma estrelinha). Impulsiva demais (as vezes além da conta) e com um ego enorme. Ela é aquela personagem forte, mas não muito carismática, já que você passa a maior parte do tempo colocando a mão na cabeça e pensando: "MEU DEUS, LILA!" 

Os vilões são extremamente odiáveis, pois a crueldade deles é um nível bem acima do considerado monstruoso. É um tipo psicológico-mágico totalmente novo. Um outro personagem que merece um destaque é Rhy, o príncipe narcisista e fofo.

V. E. Schwab cria um mundo interessante, com personagens heróicos mas defeituosos e reais, com uma escrita que é fluida o tempo todo: Quando você vê, já leu uma boa porcentagem do livro sem sentir. Apesar de ser uma saga, essa história é bem fechadinha, com pontos que possivelmente serão abordados futuramente, mas que não ficam "em aberto". Além disso, não tem romance (pelo menos, não  abertamente), mas rola uma química forte entre Kell e Lila... Torço pra que nas continuações eles fiquem juntos, porque se merecem.

Agora, uma coisa minha: a autora descreve as personagens bem, mas minha mente tem um jeito próprio de imaginá-los e, as vezes, ela ignora completamente as descrições dadas. O Kell é ruivo de cabelo comprido e a minha mente só o vê como o Rege Page (vulgo duque de Bridgerton) ou, no máximo, o Kit Young (o Jesper de sombra e ossos), ou seja, pro meu cérebro o Kell é negro... 🤦‍♀️
Se você gosta de fantasia, recomendo muito e está disponível no kindle unlimited. Fiquei curiosa pra saber como a autora vai construir a história do segundo livro, mas outras leituras estão na frente, inclui-se 3 leituras coletivas e uma pós (enlouqueci de fato!).

E você já leu esse livro? O que achou das diferentes Londres e sua abordagem?! Você também ficou incomodada com a impulsividade da Lila ou a força dela te conquistou logo? Ou sua mente já trolou sua caracterização do personagem? Deixa aqui seu comentário e nos siga para mais resenhas e opiniões de livro.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

[RESENHA] 1984 - George Orwell

Eu sempre ouvi falar e li a respeito desse livro, mas nunca havia me encorajado a ler efetivamente. Comprei o ebook da edição exclusiva da Amazon da editora Antofágica numa promoção, mas só li agora numa LC do IG de @talvez1livro em parceria com a Skoob Melhor coisa que eu fiz!

Que livro, meus amigos! 

Escrito em 1949, George Orwell cria uma distopia altamente crítica aos regimes totalitários da época (principalmente o stalinismo nas descrições sobre o Grande Irmão bigodudo e o Goldstein, que fazia alusão ao Trotsky e suas ideias). E o mais impressionante é que o livro traz reflexões atemporais, infelizmente. Facilmente a gente identifica o mundo de hoje, as fakes news, a teletela, a memória manipulável o que torna tudo ainda mais aterrorizante.

Winston é o herói que a gente não gosta tanto no início, mas torce por ele o tempo inteiro. Tem horas que parece que é você ali na ação, o que garante choques, nervoso, agonia, desespero, desesperança. Quando eu terminei o livro, parecia que eu estava vivendo o livro, os sentimentos do Winston. Ponto pro autor, ruim pra mim no caso kkkk

A edição é linda demais! Com ilustrações de Rafael Coutinho que são interpretativas e subjetivas. Você tem que refletir pra entendê-las ou conseguir apreciá-las na melhor forma. 

Li algumas críticas ao fato de terem chamado o Gregório Duvivier pra escrever a apresentação e alguns especialistas nos textos pósfácio: de que estariam fazendo uma edição politizada. Mas é claro que é politizada! O livro é altamente político! E a crítica é ao totalitarismo e regimes autoritários no geral, de esquerda ou de direita. Então fazer o quê, se parece que vivemos de verdade numa distopia horrorosa, com direito a manipulação do passado e falsificação de memórias?

Foi a leitura de entretenimento que mais marquei coisa, e criei notas na vida. (Rsrs) Por isso, quando pegar esse livro pra ler, saiba que vai ser incômodo, reflexivo (um tanto depressivo se a gente analisar olhando o que está a nossa volta), mas absurdamente brilhante. Levei um soco no estômago e tive que refletir por uns dias para escrever essa resenha. Apesar disso, LEIA! Não é só interessante. É necessário!

E você? Já leu 1984? O que achou da leitura? Concorda ou discorda de mim?

sexta-feira, 9 de abril de 2021

[REVIEW] Destruição final: o Último refúgio

 

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Curta, aperte o sininho e venha conversar...

Dica de filme pro fim de semana... Greenland, ou como foi chamado aqui no Brasil, Destruição final: o último refúgio. Apesar desse nome enorme e meio tosco, o filme é simplesmente maravilhoso.

Eu sou uma fã de filmes de desastres apocalípticos. Simplesmente adoro a estátua da liberdade sucumbindo a um tsunami, meteoro se chocando... é um dos meus estilos favoritos. Então quando vi a chamada desse filme, foi imediato: tinha de assistir o novo filme de desastre.

E foi aí que ele me surpreendeu.

A história narra uma família típica desses filmes (pais recém- separados), que se vêem numa corrida pra chegar a um local seguro, quando um cometa muda sua trajetória vindo se chocar com o nosso planeta. Fui esperando um filme de tirar o fôlego, com adrenalina e clichês e ganhei um drama familiar da melhor qualidade. O desastre em si fica no segundo plano, e tem momentos que dá um nervoso absoluto por conta do que está acontecendo. Mas a maior parte do tempo da película, as cenas mais angustiantes não são dé ação, mas tem origem e desenvolvimento nas relações humanas e sociais. Me peguei chorando em partes do filme de tão reais e emocionantes e não esperava isso acontecer num filme desse gênero.

Dispa-se de seus preconceitos e preconceitos. Greenland traz ação e traz alguns clichês, sim, mas traz muita emoção e dramas reais que te prendem no filme e te deixam sem fôlego e nervosa e refletindo sobre como o ser humano pode ser cruel ou bondoso.

Também tem a Morena Baccarin e o Gerard Butler maravilhosos!

Já assistiram?! Concordam comigo ou ñ gostaram tanto?! Deixe sua opinião e vamos trocar ideias.

quarta-feira, 7 de abril de 2021

[RESENHA] Era uma vez no passado - Nora Roberts

 

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Enquanto ñ termino a leitura atual (Um tom mais escuro de magia - primeiro livro da saga Tons de Magia), vou falar pra vocês de alguns livros eu já li.

Sou fã incondicional da Nora Roberts. Ela tem livros de romance hot, romance com mistério (série Mortal) e vários romances de banca (hehe). Dentre esses da Harlequin, está Era uma vez no Passado - o nosso livro de hoje.

São duas histórias em um livro. Duas histórias que se complementam e que tem uma ligação entre si. E dois romances clichês pra aquecer o coração de quem adora esse gênero. Na primeira, Caleb Hornblower, um transportador de cargas interplanetário do século XXIII, cai num buraco negro indo parar no século XX onde conhece a antropóloga Libby. Ela tímida, cuida dele e eles se apaixonam... ❤

A segunda história é sobre o irmão de Caleb que recebe instruções do irmão e acaba fazendo o mesmo percurso, conhecendo a irmã de Libby, Sunny. Meio "enemies-to-love", fazem aquele casal gato-e-rato-mas-intenso que a gente adora.

Uma delicinha de livro e super rápido de se ler. Já leram?!

sábado, 3 de abril de 2021

[RESENHA] Noite Eterna - Pedro P. R.



Se você curte RPG, fantasia e ação pode ler esse livro sem medo de ser feliz. Com pegadas de The Walking dead e eventos apocalípticos, Noite Eterna do @pedroupload (no instagram) simplesmente te transporta para um universo em que a humanidade está sob risco de extinção por criaturas malignas. 

A escrita é fluida, a leitura é rápida e os acontecimentos são bem descritos sem se tornarem enfadonhos. A forma como somos apresentados a monstros, seres sobrenaturais e divinos, demônios e poderes é bem criativa e ajuda na construção das sequências que fazem prender o fôlego. E tudo parece tão próximo, pois foi escrito por um brasileiro e as aventuras acontecem de fato no Brasil! A linguagem ajuda muito na ambientação e nossa identificação com a trama, pois a marcas da nossa oralidade estão presentes na medida certa. Isso faz com que a leitura não peque com artificialismos que geralmente me incomodam em leituras nacionais.

Alguns pontos de crítica: Pelo livro ser independente, parece que não houve uma revisão do nível profissional, então é natural que passe erros de digitação (e alguns ortográficos no quarto final da obra). Por exemplo, uma personagem teve seu nome mudado mais ou menos na metade do livro, e depois voltou ao original. Mas são coisas que passam batido. São corrigíveis (por isso as indiquei) e banais e não estragam em nada a experiência.

Torço muito para que uma editora ache essa saga, pois ela merece vários livros (quem sabe um spin off de como a noite eterna aconteceu no RJ? - eu sei que eu morreria nos primeiros segundos kkkkk). 

Ou seja, como já falei antes, podem ler sem medo! É um mundo muito legal, bem escrito e tá prontinho pra virar um grande universo! Ahh e tá disponível no Kindle unlimited e baratíssimo na Amazon! Que tal?!

quinta-feira, 1 de abril de 2021

[REVIEW] The Expanse 1a temporada

 


Ainda na esteira da ficção científica, meu amigo Leco do canal/ig @seriaveis sempre falava dessa série e eu resolvi assistir. Com todas as minhas limitações para assistir um seriado (mãe de dois, sendo um bebê rs), eu avancei pela primeira temporada de 10 episódios a passos de tartaruga rs. Mas cá estou eu fazendo a minha review sobre a primeira temporada dessa série da Amazon Prime.

Num mundo em que a Terra montou colônias em Marte e em todo o cinturão de asteróides, os seres humanos continuam com seus jogos de poder. A história começa com uma investigação sobre o desaparecimento de Julie Mao, filha de uma figura influente. Ao mesmo tempo, uma nave que leva água para as bases do cinturão é explodida. Tudo leva a crer que foi Marte que deu o primeiro passo da guerra, mas será? E por quê?

A primeira temporada é lenta, mas de construção. A gente acompanha as personagens em vários pontos da história e vai aprendendo como é esse mundo futurista e, pouco a pouco, a gente se vê montando um enorme quebra-cabeça em que eventos aparentemente desconexos podem ser ligados. As vezes, parece que você não está entendendo nada. De repente, a coisa começa a clarear. Você termina a temporada chocado com os acontecimentos, e já no primeiro episódio da segunda, você está definitivamente rendida e doida pra ver aonde mais os jogos politicos te levarão.

Porque é basicamente isso que a série brinca: jogos de poder e seus peões... Um destaque aqui a personagem da Avasalara que é mestra nos jogos...

Já comecei a segunda temporada e assim que terminar, venho aqui postar mais. Espero vir ainda mais apaixonada pelas aventuras na nave Rocinante (a nave da imagem de uma cena maravilhosa, aliás).

Mas sabe o que eu mais gostei? A ideia de que por conta da gravidade zero, os humanos que passam a viver no Cinturão - e passam a ser chamados de Belters, sofrem mutações em seu corpo que tornam a Terra num lugar torturante pra esses novos humanos. E junto disso passam a sofrer com preconceito dos que se acham melhores por serem terráqueos. A série é brilhante no ponto de vista sociológico.

Recomendo que assistam, mas dêem o tempo que ela precisa pra engatar. É ficção científica das boas, podem crer, e com bons efeitos especiais e uma boa história


quarta-feira, 31 de março de 2021

[RESENHA] Eu, Robô - Isaac Asimov

 


Esqueçam o filme...

Sim, fizeram um filme com o nome "Eu, Robô" com Will Smith estrelando baseado nesse livro do Asimov. E, sim, é completamente diferente da obra original. Tirando a presença de alguns personagens comuns, a história é absolutamente diferente. Sem exagero. Adaptaram uma história própria com a ideia geral do livro e só. Uma fanfic cinematográfica.

Digo isso porque esse livro não é uma história única. Ele trabalha a partir de uma entrevista, em que cada "capítulo" é uma história integral e a parte. Basicamente, todas as histórias trabalham vários aspectos, problemas, questões e polêmicas em torna das 3 Leis da Robótica. Temos a principal Dra Susan Calvin (que eu particularmente ñ gostei) e vários outros personagens lidando com os robôs (Powell e Donovan são meus favoritos). Isso porque, na verdade, foram contos publicados de forma aleatória e que o próprio Asimov resolveu unificar como história única. E quando lidos assim, nem parece que nasceram separados.

Fácil de ler, rápido, com histórias interessantes, algumas divertidas, outras tensas, o livro é muito legal. Super recomendo!

sábado, 20 de março de 2021

Precisamos falar sobre Ficção científica

Nem só de fantasia e romance vive uma leitora. A ficção científica tem uma parte importante separada nos meus gostos literários e, por que ñ dizer, televisivos e cinematográficos. E essa semana vou falar bastante disso pois estou novamente imersa no universo de Asimov, terminando a leitura de "Eu, robô" que em breve será devidamente resenhado.

Mas o que é ficção científica?

Quando se fala de ficção científica, geralmente se associa a espaço, não é?! A primeira coisa que a gente pensa é Alienígenas, Guerras intergalácticas, etc. Mas não é só isso. Indo pelo termo, ficção científica nada mais é que uma fantasia ou história criada/inventada em que existe um respaldo da ciência. O evento/ fato pode ser extrapolado ao que vemos hoje, mas se baseia em questões reais do universo da ciência. 

A primeira grande obra de ficção científica foi Frankestein de Mary Shelly em 1818. Afinal, o médico monta uma "pessoa", dá a vida de forma artificial. Temos ai um exemplo de algo possível (vide clonagens, transplantes e etc), elevado ao exagero de criatividade (um ser humano todo montado - o "monstro").

Mas ñ é apenas disso que se trata o gênero. Uma vertente em constante expansão atualmente é a distopia. Como oposição a utopia (um futuro lindo), a distopia se trata de obras em que o futuro deu tudo errado. Governos autoritários, competições mortais, guerras ou um mundo arrasado pela guerra ou por bombas... Jogos Vorazes é uma distopia, portanto é uma obra de ficção científica. Assim como Admirável mundo novo, 1984, Conto da aia, Divergente e por aí vai.

Vários livros se destacam deste gênero, assim como vários autores escreveram e acabaram com obras ganhando as telonas várias vezes.ao longo dos anos. 

  • H. G. WELLS - escritor e jornalista britânico que estudou Biologia e se dedicou ao gênero da ficção científica criando histórias reverenciadas até hoje e que servem de inspiração para praticamente a maior parte das histórias. São dele A Máquina do Tempo, Guerra dos Mundos e O Homem Invisível. Além do rigor científico de suas obras, a fantadia ajuda o autor a questionar e criticar aspectos da sociedade de sua época final do século XIX, início do XX (e que parecem tão próximos e reais ainda hoje)
  • ISAAC ASIMOV: Bioquímico da universidade de Boston e escritor, esse autor dedicou-se a escrever livros do gênero da ficção científica e se tornou um dos "3 grandes", junto com Robert Heinlein (o dia depois de amanhã) e Arthur Clarke (2001 uma odisseia no espaço). Suas principais obras contam com a série Robôs (em que criou as 3 principais leis da robótica) e a saga Fundação (em que faz cria uma história de séculos e milênios futuristas e no espaço, mas cheios de paralelos com a nossa história real da Terra). Principal características é.a inserção de explicações, conceitos e questões científicas reais porém atreladas a um contexto histórico com muita possibilidade de discussão filosófica.

Como vimos, são vários os autores e as obras de ficção científica. A maior parte dessas histórias encontraram diferentes versões no cinema como O Homem Bicentenario (com Robin Willians), Homem invisível (tem até um atual com a Elizabeth moss) ou filmes como Equilibrium (inspirado em Admiravel mundo novo, esse filme do Christian Bale é uma mistura do gênero com o primeiro matrix.

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Eu amo esse gênero! E essa semana nos dedicaremos a resenhas e divulgações desse estilo. Já começo com os livros citados aqui. Vocês leram algum desses?! Já conheciam esses autores: O que acharam?!

Acesse nosso instagram: @mundo__sa

segunda-feira, 15 de março de 2021

[RESENHA] Teto pra dois - Beth O'Leary

 


Que livro delícia de se ler! 

Sabe aquela leitura despretensiosa que vc começa e quando você vê, vc já acabou e tá rendida? Um livro para relaxar e dar fôlego, arejar a cabeça, sair da ressaca.

Pontos pra autora que soube conduzir uma história com pontos e temáticas internas complexas e difíceis de uma forma leve. Nesse livro, conhecemos Tiffy e Leon que serão colegas de apartamento de uma forma inusitada: dividirão o apartamento em turnos alternados e dividirão a cama. Ele trabalha a noite e dorme durante o dia, ela trabalha de dia e dorme a noite. A ideia é que não precisariam se encontrar. Porém convenhamos que quando você mora com alguém, mesmo nesse sistema, vc convive com as roupas, o cheiro, a comida, e eles passam a trocar recados se conhecendo pelo apartamento.

Pontos interessantes:

* o apartamento é mais que um cenário. Nesse livro você percebe como coisas simples, detalhes que passa despercebidos no dia a dia da casa e seu funcionamento podem mostrar sua personalidade, temperamento e humor. A convivência ñ precisa ser física para ser sentida e realizada.

* a história é leve apesar de tratar de temas como relacionamento abusivo e seus traumas (no caso da Tiffy) e do drama familiar sobre prisões (indevidas). Em qualquer livro, são assuntos pesados com grande carga emocional. A autora consegue tratá-los de forma tocante e como falei com leveza. 

* é um romance de certa forma clichê, mas é uma delícia pois ele é construído de forma muito diferente e não convencional. Afinal nem Tiffy, nem Leon são tipos convencionais. Suas personalidades estão por aí (são personagens reais), porém não costumeiramente retratáveis. 

Recomendo muito. É um livro delícia demais, uma leitura prazeirosa que te faz rir e suspirar. 

sábado, 6 de março de 2021

[RESENHA] A court of silver flames - Sarah J Maas

 (NÃO HAVERÁ SPOILER)

I am worthless and I am nothing, (...) I hate everything that I am. And I am so, so tired. I am tired of wanting to be anywhere but in my own head.

O livro, lançado no mundo em 16 de fevereiro e que vai ser lançado aqui no Brasil pela Galera Record ainda esse semestre sob o nome Corte de Chamas Prateadas, trata da personagem Nesta e sua jornada de cura após a guerra e a violência de sua transformação em feérica, quando foi jogada no Caldeirão contra a vontade e usurpou parte dos poderes dele. No livro anterior Corte de gelo e estrelas, vimos que ela está se autodestruindo: mergulhada em tavernas bebendo e transando pra escapar dos pensamentos. A jornada dela passa por várias etapas: cura, aceitação, perdão, amizades e claro amor (e sexo).

Uma das histórias da Sarah mais bem escritas que eu já li. Completa em um livro só, temos aqui um romance de aquecer o coração (e esquentar outras partes tbm rsrs *abana*), mas também uma história incrível sobre o poder da amizade e da família. Se tornou o meu livro favorito e com certeza quando lançar aqui eu vou querer pra ler de novo. No meu caso, a Nesta se tornou a minha personagem favorita da saga, Nessian já era o meu ship favorito... sua construção,  sua "redenção" é tão bonita que muitas vezes você se pega sem conseguir largar a leitura, ou com o coração doendo junto com ela ou sorrindo que nem boba sozinha rs

Vários aperitivos foram jogados pela própria autora na internet. Mas uma fala que pra mim representa esse livro é essa:

"Never again. Never again would she be weak. Never again would she be at someone’s mercy. Never again would she fail. Never again, never again, never again."

Fora que esse acosf se tornou um marco pessoal: foi o primeiro livro que eu li em inglês concluindo a leitura. Lógico que no curso que fiz tivemos de ler livros, mas eram pequenos. Esse tipo de calhamaço (ele é enorme, apesar de você nem sentir de tão bom que ele é), foi a primeira leitura estrangeira que eu fiz até o final.

Se eu indico? Com certeza! E gostaria muito de saber o que vcs acharam do livro, ou o que gostariam de ver nele.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

[RESENHA] Kyara Morrigan e a Guerra de



Kyara Morrigan nasceu em Ardhem, uma aldeia de guerreiros pertencente ao grande reino de Weston. Vivendo em segredo entre os humanos, ela é filha de uma improvável relação de amor entre um elfo e uma humana, espécies que alimentam o ódio entre si. Os líderes da aldeia são os únicos que sabem a verdade a seu respeito.
Escrava, solitária, odiada na sua aldeia e sem poder recorrer aos elfos, Kyara teme o dia em que a sua vida não será poupada ao ter o seu segredo revelado, tamanho o ódio dos humanos pela espécie do seu pai.
Como os Deuses às vezes parecem brincar com os fios do destino, no seu décimo oitavo aniversário, Kyara começa a ser tomada por novas sensações, pensamentos e uma estranha força que parece estar aprisionada dentro de si. Com a chegada de um estranho, uma nova oportunidade de vida lhe é oferecida. Contudo, para poder desfrutá-la, Kyara terá de atravessar o território das sereias, hostis a todos que navegam pelas suas águas, e conhecer terras e espécies diferentes.
Esperança para uns, ameaça para outros, Kyara precisará fazer uma escolha que mudará para sempre o curso da sua vida e da de vários inocentes à sua volta.

O livro “A guerra de Shadowfalls” apresenta uma guerra épica envolvendo armas e magias em um universo paralelo, onde os sentimentos mais humanos habitam as diferentes espécies. Uma trama recheada de amor, ódio, intrigas, mentiras e muitas reviravoltas, que mostra a incrível e surpreendente transição de uma simples escrava assustada para uma guerreira destemida. Link para o ebook Amazon

O livro Kyara Morrigan e a Guerra de Shadowfalls é o primeiro livro de uma duologia de fantasia com criaturas como elfos, centauros, fadas, dragões e magos. Tudo começa em uma aldeia chamada Ardhem, em que nossa protagonista é escrava. Sabemos que ela é meio elfo e meio humana e aprendemos como funciona a sociedade dessa aldeia durante toda a primeira parte dessa obra. Inclusive é nessa etapa da trama que tem o meu trecho favorito que diz respeito ao nascimento de duas deusas desse povo. Quanta criatividade e beleza!

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Quando Kyara precisa sair de Ardhem e ir para uma nova vida e aldeia chamada Weston é que acontece o problema da leitura. Tudo acontece muito rápido. Na narrativa de um dia, a protagonista se apaixona pelo seu par romântico, conhece sua família e novo lar e ainda sabe sobre sua história. Pra mim, ficou forçado e eu não consegui me apegar às personagens ou ao casal e me desanimei. 

Aliás, vale ressaltar que as personagens, se são vilãs, é simplesmente impossível você gostar rsrs O ranço é grande! Rs isso pode ser bom,  mas algumas pessoas podem reclamar de um maniqueísmo.

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Se gosta de livros de fantasia e deseja acrescentar um livro nacional ao seu desafio literário: é uma boa dica. Tem uma boa história, estruturada e interessante em vários aspectos. Está disponível pelo kindle unlimited ou bem baratinho na Amazon.


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domingo, 17 de maio de 2020

[RESENHA] Anjo Mecânico - Cassandra Clare

Através de Tessa Gray, uma jovem órfã de 16 anos, somos apresentados aos Caçadores das Sombras da Inglaterra vitoriana. Como seus representantes do século XXI, eles também combatem os elementos rebeldes do submundo ― vampiros e lobisomens. E são eles que vão ajudar Tessa quando esta, ao sair de Nova York em busca do irmão, seu único parente vivo, é raptada pelas irmãs Black. Mas Tessa não é uma senhorinha indefesa. Dona do estranho poder de se transformar em qualquer um apenas tocando em algum pertence dessa pessoa, é um objeto valioso para o submundo. Ao lado do temperamental e misterioso Will e de seu melhor amigo James, cuja frágil beleza esconde um terrível segredo, Tessa vai aprender a usar seu poder e ganhar um lugar ao lado deles na batalha entre as trevas e a luz.



Uma das minhas coleções de livro favoritas é Instrumentos Mortais da Cassandra Clare, e digo isso sem medo. É uma leitura deliciosa, cheia de ação, um belo enredo e principalmente,  personagens bem comstruídos.

Se tem uma coisa que as obras de Clare são maravilhosas, é na construção de personagens e as análises de sentimentos e pensamentos desses. Você se identifica com eles, torce por eles, chora, ri e evolui com os personagens. Li os livros de Instrumentos mortais em um ou dois dias, 3 sempre volto a reler de tão bem escrito.

Então, ela lançou uma série do mesmo mundo nefilim, porém anterior. Bem anterior... na Inglaterra vitoriana. Um desafio e tanto em adaptar linguagem, ações e comportamentos de todo um mundo mágico as conveniências e linguajar da época vitoriana. E podemos dizer que ela conseguiu.

Apaixonada pelo romance Jace e Clary que sou,  fui ler esse primeiro livro da trilogia com medo de não gostar. Apesar da maior formalidade entre os personagens, típicas da época, Cassandra consegue criar novamente personagens incríveis e todo um enredo interessante. Auge da revolução industrial, nada melhor que objetos mecânicos em massa sendo utilizados para o mal. E no meio disso tudo, Tessa Grey, se descobre alguém dotado de poderes mágicos e sendo perseguida por todos os seres do submundo. Nesse contexto, ela é abrigada no Instituto,  onde passa a conviver com os nefilins e aprender sobre todo esse mundo novo que ela pertence, mas desconhecia completamente sua existência.

E se envolve num triângulo amoroso entre dois caçadores das sombras: Will e Jem  . O primeiro é aquele arrogante que faz questão de ser odiado e faz de tudo pra afastar ao máximo de todos, se dedicando apenas a luta e ao treinamento. Tem hora que lembra o Jace, por ter um instinto em.se auto-sabotar, sabe? Ou de se odiar ao mesmo tempo que parece ser impassível... O outro, seu melhor amigo e exato oposto,  sensível, amável, porém muito doente. Tessa, as vezes, irrita, confesso. Mas ela é forte  e determinada,  o qur a leva a bons momentos e péssimos. E o pior, você até escolhe um lado do triângulo (mas gosta do outro lado também) porque no final os três são amigos acima de tudo.

Os eventos mantêm o suspense sobre o real inimigo até o fim. Apesar de eu ter matado quem era desde o começo, teve horas que realmente fui enganada. As reviravoltas e viradas de mesa da história foram muito bem feitas e executadas pela autora, além dela conseguir arrematar bem a história para ter um final e uma sequência.

Ou seja, leiam! Ganhei o livro 2 de dia das mães e mal vejo a hora de começar pra ver o que acontece. Espero que vocês dêem uma chance.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Revisionismo. Que bicho é esse?

Virou uma ofensa comum pela internet. Para de ser revisionista.  Mas ninguém explica o que ela significa né? Nem o perigo desse tipo de fala que recebe tamanha acusação.

Vamos conversar um pouco sobre revisionismo?

Andando pela web nessa quarentena, tenho percebido na prática como o revisionismo tem se espalhado e gerando consequências desastrosas para a educação e pro país em geral.

Mas o que é revisionismo?
É o ato de revisar leituras e fatos históricos, trazendo uma informação contraditória ao que é ensinado, lido e falado amplamente.

Qual o problema disso?
É que geralmente os que fazem isso, fazem de acordo com seus interesses e sem muito cuidado com as fontes e leituras.

Explicando melhor.

Existe um ditado ancestral: "toda regra tem exceções."  E uma continuação dele prega: "as exceções comprovam a regra". Parece besta, mas todo fato, conceito,  evento vai ter exceções a generalização. Nem todo nazista tinha ódio ao judeu a ponto de maltratá-lo, torturá-lo ou matá-lo. Existem exceções em tudo nessa vida. O problema é que o revisionista tenta colocar a exceção como regra, a fim de provar um argumento que ele tem. Ele ñ se importa se é um caso em mil, e alguns também não se importam se aquele caso é real (vide a propagação de fake news altamente disseminada em nosso meio).

Um historiador, por exemplo, aprende o rigor no uso das fontes. Primeiro, você precisa verificar a autenticidade dela. Depois verificar como as fontes abordam o tema. Todo projeto tem hipóteses,  você vai procurá-las de porte de varias possibilidades. Porém, elas que mostram o caminho. Elas que precisam falar... apesar de sabermos que tudo tem um certo grau de parcialidade, se você encontra 100 documentos "x" falando "que escravos eram maltratados" e 1 ou 2 "y" falando o inverso "que eles tinham um ótimo tratamento", estamos vendo uma lógica de exceção por exemplo.

O revisionista vai com uma ideia na cabeça.  Provar sua teoria. Quando ele encontra  os documentos "y" pra ele é suficiente. Mesmo que hajam 1000 casos que provem que aquilo seja uma exceção, ele vai colocar aquilo como regra fim de fazer valer seu argumento. Não digo que todos façam por mal, mas tem alguns (como vemos mais uma vez nas fake news) que nem confirmam as veracidades das fontes y...

E esses caras tem uma boa argumentação.  São pessoas que falam bem, se explicam bem. E é aí que mora o perigo. Muitos nem questionam sua fala... seguem porque esta bem falado, bem explicado. Mesmo que seja uma teoria fundamentada na areia e facilmente derrubada, ela ganha força e poder em mãos perigosas. Quer exemplo maior disso que a "teoria da terra plana?"

Como reconhecer um revisionista? Geralmente ele começa seus escritos e vídeos dizendo que você aprendeu errado, foi doutrinado, tudo o que te disseram foi uma mentira e ele pode provar. Só que quando vai provar, usa fontes frágeis, argumentos baseados em poucas leituras, frases soltas sem contexto, ou as fontes tipo "y" - exceções a um fato que passam a ser verdades absolutas pra ele.

Tá e esse texto todo pra quê? Bem, porque isso ficou martelando na minha mente por um bom tempo, depois que vi alguns desses vídeos e sites. Outro motivo é que talvez com uma explicação mais didática do conceito as pessoas passem a ter cuidado com determinadas revisões de fato histórico, sociológico e econômico.  É uma possibilidade,  uma tentativa que pode não dar em nada, mas pelo menos fiz a minha parte.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

4 anos

Essa postagem tem um destinatário, porém não é para o presente.
Até porque você ainda não sabe ler. Mas do jeito que é esperto não tardará aprender.
Eu tinha tanto medo de te ter e não saber como cuidar de você. Medos irracionais como de você não me amar, ou de eu não nutrir esse sentimento tão nobre por você.
Há 4 anos atrás no momento em que escrevo esse texto, a ansiedade era tão grande por sua chegada. Uma insegurança que sempre fez parte de mim tomava proporções gigantes ao mesmo tempo que estava doida para saber como você era.
Não conseguia me ver como uma mãe.
Mas ninguém melhor para ensinar a ser mãe do que o próprio filho da gente. Nasce tão dependente de nós e ao mesmo tempo aprendemos tudo com eles.
Amamentar foi tão doloroso pra mim, ao mesmo tempo que era tão importante pra você. Aprendi a engolir a dor pelo seu bem. E essa lição é uma que a gente aprende pra vida inteira. Te colocar a frente de mim passou a ser tão natural.
Logo eu que amava dormir, passei a ter um sono leve. Qualquer leve mexida, lá estava eu. E como é bom te ver dormir. A paz no seu pequeno rosto. Mantenho esse hábito até hoje e acho que sempre que puder. Teu abraço me revigora, teu sorriso, teu cuidado de dar um beijinho se acha que estou dodói.

Há 4 anos atrás, nasceu uma mãe quando você nasceu.
Parece clichê, mas como eu mudei depois de você. Acredito ter ficado mais forte, mais capaz de lidar com minhas inseguranças e incertezas. Espero que quando você possa ler esse texto, você descubra o quanto seu nascimento, suas necessidades, sorrisos, choros, pirraças, brincadeiras foram importantes pra me tornar alguém melhor.

Não canso de te falar e repetir: te amo filho! E sempre estarei com você, te amando e cuidando de você! Obrigada por me consertar todos os dias e por me abraçar tão apertado. Obrigada por existir!

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Perdendo a memória... - Sara Mota




O que aconteceria se perdêssemos as nossas memórias?
Se nosso passado não mais existisse em nós?
O que seríamos capaz de saber sem o que aprendemos?
O que poderíamos sentir sem sabermos nossa história?
Lacunas de emoções inexplicáveis
Ou simplesmente vazios insuportáveis?
Lembranças perdidas no fundo de uma mente que se acha sã
Ou ecos de um passado
Que não se consegue ou sabe recuperar?

Como viver sem saber  que se passou?
Como acreditar em algo que não se recorda?
Onde ir quando tudo o que se lembra
É uma enorme página branca sem direção ou sentido?
Um texto sem contexto
Sem nexo ou ligação
Solto ao vento
Vazio no espaço
Desconectado de todo plano.

Como caminhar sem saber aonde já se foi?
Ou mesmo sem saber para que seguir?
Viver em sonhos vívidos ou ilusórios
De lugares que não se recorda.
Acordar sem lembrar de ter dormido
Ver sem saber ser visto ou para onde olhar
Estar sem saber onde
Cantar sem saber o quê
Amar sem saber a quem.
- Sara Mota
Se puder ouvir a música que inspirou...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Falando sobre ansiedade



Ter ansiedade é normal. É uma química que o nosso corpo produz para nos ajudar a sobreviver. Assim como o medo, eles são necessários para garantir que nós venhamos a resistir aos perigos e inimigos possíveis e não fazer burradas que nos levem a morte.

O problema é que, assim como o medo, a ansiedade deixou de ser apenas um recurso do corpo humano e passou a ser uma reação mais comum dentro do corpo, mais desequilibrada, acontecendo em momentos que não há razão. Descontrolada. Nos dias hoje, com muita tecnologia e um tempo cada vez mais acelerado, a ansiedade cresce nas pessoas como um grande monstro.

Algumas pessoas dentre as 8 bilhões que existem no mundo (e esse número cresce a cada dia), desenvolvem transtornos de ansiedade que é um total descontrole dessa atividade química. Um descontrole que acarreta numa atividade desregular do cérebro provocando pânicos quando tudo deveria estar calmo, trazendo pensamentos horríveis e sem nenhuma razão de existir, aumentando medos e fazendo com que pareçam se tornar realidade ou haver uma possibilidade de se tornar realidade. A pessoa pode não conseguir dormir e não comer, ou o contrário comer absurdamente demais e dormir tbm, roer unhas (meu caso) e não conseguir realizar operações simples como ir na rua, cortar um cabelo, sem ter de se convencer que vai ficar tudo bem. Isso não é frescura e não se resolve simplesmente com a nossa vontade. Até porque ninguém em sã consciência (e até sem ela) deseja sentir esse tipo de coisa.

Costumo falar que sofrer de ansiedade é como viver com uma sombra. Tem dias que você nem a percebe, tem horas que parece que sumiu. Mas tem horas que você está estendendo uma roupa no varal ou lendo um livro ou até fazendo algo mais divertido e você se assusta com aquela sombra que você tinha se esquecido. E tem horas que dependendo do foco da luz e da posição dela a sombra cresce e parece um monstro que vai te engolir.

Nunca romantize ansiedade. Nunca menospreze a ansiedade ou quem sofre dela. Ela não é bonita e nem legal. Ela machuca e dói em quem a sente, porque se manifesta de modos diferentes em diferentes pessoas.

E isso é só um desabafo.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

[RESENHA] Amante eterno - J. R. Ward


Nas sombras da noite em Caldwell, Nova York, desenrola-se uma sórdida e cruel guerra entre os vampiros e seus carrascos os redutores. Há uma irmandade secreta, sem igual, formada por seis vampiros defensores de sua raça.
Possuído por uma besta letal, Rhage é o membro mais perigoso da Irmandade da Adaga Negra. É o melhor lutador, o mais rápido a reagir e o amante mais voraz, porque em seu interior arde uma feroz maldição lançada pela Virgem Escriba. Possuído por esse lado sombrio, Rhage teme constantemente que o dragão dentro de si seja liberado, convertendo-o num perigo letal para todos à sua volta.
Mary Luce, uma sobrevivente de muitas adversidades, entra de maneira involuntária no universo dos vampiros, contando apenas com a proteção de Rhage. Concentrada em combater sua própria maldição, potencialmente mortal, Mary não está em busca de amor e perdeu sua fé em milagres tempos atrás. Mas quando a intensa atração animal de Rhage se transforma em algo mais emocional, ele sabe que Mary precisa ser sua e de mais ninguém. Enquanto os inimigos fecham o cerco, ela luta desesperadamente para alcançar a vida eterna com aquele que ama...

domingo, 11 de fevereiro de 2018

[RESENHA] Amante Sombrio - J. R. WARD



Nas sombras da noite, em Caldwell, Nova York, desenrola-se uma sórdida e cruel guerra, entre vampiros e seus carrascos. Há uma irmandade secreta, sem igual, formada por seis vampiros defensores de sua raça. Ainda assim, nenhum deles deseja a aniquilação de seus inimigos mais que Wrath, o líder da Irmandade da Adaga Negra. Wrath é o vampiro de raça mais pura dentre os que povoam a terra e possui uma dívida pendente com os assassinos de seus pais. Ao perder um de seus mais fiéis guerreiros, que deixou orfã uma jovem mestiça, ignorante de sua herança e destino, não lhe resta outra saída senão levar a bela garota para o mundo dos não mortos. 

Traída pela debilidade de seu corpo, Beth Randall se vê impotente em tentar resistir aos avanços desse desconhecido, incrivelmente atraente, que a visita todas as noites envolto em sombras. As histórias dele sobre a Irmandade a aterrorizam e fascinam. Seu simples toque faísca, um fogo que pode acabar consumindo a ambos.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

[DICA LITERÁRIA] A Irmandade das Adagas Negras - J. R. Ward


A saga da Irmandade das Adagas Negras é simplesmente maravilhosa! Cada livro foca em um guerreiro, porém temos desenvolvimento de todos eles. E a cada livro, a gente se apaixona por eles e pelos relacionamentos amorosos e fraternos que se desenvolvem. Ela trata de um mundo novo, com vocabulários e rituais próprios especificados logo no início de cada livro.

No universo criado por J. R. Ward, uma entidade divina chamada Virgem Escriba teve um poder de criação e criou a raça vampírica. Os vampiros são uma nova espécie paralela a nós, homo sapiens, que detém alguns poderes a mais e necessidades diferentes: